Queiroga vai depor mais uma vez, diz presidente da CPI da Covid

Em entrevista, Omar Aziz afirma que ministro da Saúde deixou de lado formação em medicina para não desagradar ao presidente Jair Bolsonaro

Senador Omar Aziz (PSD-AM), presidente da CPI da Covid. Foto: Reprodução/Senado Federal

Jornal GGN – A primeira semana da CPI da Covid foi considerada positiva pelo presidente da comissão, senador Omar Aziz (PSD-AM), que acredita que as próximas oitivas irão ajudar a identificar os motivos de tantas mortes no país e da escassez de vacinas.

“Nós montamos um programa de trabalho de que nós iríamos fazer a cronologia da chegada do vírus no Brasil. Então, os primeiros a depor seriam o ex-ministro (Luiz Henrique) Mandetta e o ex-ministro (Nelson) Teich. Houve a interrupção por causa do ex-ministro (Eduardo) Pazuello, que teve contato com duas pessoas que estavam com covid-19 — recebemos o comunicado do Comando do Exército”, diz Aziz, em entrevista ao jornal Correio Braziliense.

Aziz também criticou o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que deixou de responder a perguntas sobre a defesa do presidente Jair Bolsonaro ao uso da cloroquina.  “Está patente que ele é contra, mas, para não magoar o presidente, ele não fala”, salienta Aziz, em entrevista ao jornal Correio Braziliense, ressaltando que Queiroga “dificilmente não será reconvocado” para depor.

Queiroga também deve ser chamado para falar sobre a manutenção da secretária de Gestão do Trabalho, Mayra Pinheiro (chamada de “Capitã Cloroquina”) no cargo. Em depoimento ao Ministério Público Federal do Amazonas, Mayra assumiu que recomendou a médicos amazonenses que usassem hidroxicloroquina no tratamento de pacientes com covid-19 durante a gestão do ex-ministro Eduardo Pazuello.

Sobre o plano do governo Bolsonaro em promover a “imunidade de rebanho”, Aziz diz que muita gente acabou morrendo no país por conta disso. “Acho que nós temos um caminho tortuoso a perseguir, dentro da CPI, e sair com uma proposta que possa prevenir não apenas esta geração, mas, também, as outras gerações de outras pandemias”.

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