Ação coletiva contra a JBS é aberta nos Estados Unidos

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Foto: Divulgação

Jornal GGN – Investidores que compraram ações do grupo JBS entre os dias 2 de junho de 2015 e 19 de maio de 2017 entraram com uma ação coletiva contra a empresa nos Estados Unidos, segundo informações do escritório Vincent Wong, responsável pela ação.

De acordo com os advogados, os investidores que tiveram prejuízos têm até o dia 21 de julho para solicitar ao tribunal a nomeação como autor do processo em Nova York.

 
No final de maio, foi noticiado que escritórios de advocacia nos EUA estavam buscando inscrições de investidores interessados em integrar ações coletivas contra a empresa brasileira, em processos relacionados à Operação Carne Fraca, que foi realizada em março. 
 
Nesta semana, a holding J&F, que controla a JBS, fechou um acordo de leniência com o Ministério Público Federal em Brasília. A princípio, os procuradores queriam cobrar uma multa de R$ 11,2 bilhões parcelada em dez anos, mas o acordo prevê o pagamento de R$ 10,3 bilhões em um prazo maior, de 25 anos. 
 
Segundo o MPF, do valor total R$ 8 bilhões serão destinados a Funcef (25%), Petros (25%), BNDES (25%), União (12,5%), FGTS (6,25%) e Caixa Econômica Federal (6,25%). Os outros R$ 2,3 bilhões, serão pagos através de projetos sociais.
 
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9 comentários

  1. Algo ABSOLUTAMENTE

    Algo ABSOLUTAMENTE PREVISIVEL, isso é uma industria nos EUA, tem escritorios especializados em processar empresas em nome de minoritarios para extorquir um bom acordo. Já fizeram isso com a Petrobras e ganharm dinheiro com acordos.

    Esses escritorios tem má reputação, só fazem isso, são achacadores profissionais, tem gente que compra ação de empresas com problemas só para processar e ganhar algum em cima de acordos. ]

    Pelo que se sabe dos Batistas, vão tirar isso de letra, eles não se assustam com assombração.

    • algo….

      Caro sr. André, vamos arrebentar com as empresas brasileiras. No artigo ao lado é a Odebrecht. Afinal é a visão de Mundo da nossa Elite Anticapitalista. Que se danem os 500 mil empregos destas duas empresas e os mais de 1 milhão de empregos das outras nacionais, que querem arrebentar. Vamos ter uma sociedade de terceirizados, apertando parafusos de produtos importados. E culpando aos EUA. E para pagar as contas da nossa Elite, ela vai privatizando aos poucos todo território nacional. O Brasil se explica.   

  2. AVIÃO é uma fonte de

    AVIÃO é uma fonte de problemas com acionistas nos EUA, algumas grandes empresas como a AES que deveriam ter jato executivo não tem para evitar problemas com acionistas. Os Batista estavam usando o avião da JBS para ir e voltar do Brasil com frequncia com a familia, babás, etc. Isso vai ser base de processo de acionistas, o avião corporativo não pode em hipotese nenhuma ser usado para viagens pessoais, isso é sério nos EUA, no Brasil se confunde empresa com familia, nos EUA isso

    não existe há decadas, não se pode misturar isso lá, não passa no Compliance, tudo tem que ser objeto de relatorio, até almoço

    pago pela empresa em restaurante. Almoçou no Gero? Com quem? Qual a razão do almoço e o que foi discutido?

    O que espera ganhar para a empres com esse almoço? Esse é relatorio tipico de empresa americana.

    Viagem no avião da empresa exige relatorio do mesmo tipo.

    • Avião: fetiche de gente emergente

      Avião: nada mais que externalidades de cidadãos com cabeça de gente emergente: dotar de objetos-fetiche para conformar a sua imagem.  

  3. A dor de cabeça dos Batista
    A dor de cabeça dos Batista nos EUA estão apenas começando.
    O IPO será um grande chabú.

  4. duas mais uma

    Duas multinacionais brasileiras, uma delas a maior do mundo. Lavajato, globo, legislativo podre, judiciário idem e uma manada de paneleiros as detonaram.

    Uma delas construida com dinheiro do BNDES entregamos pronta para os americanos. A outra será extinta após a falência. 

    A terceira, uma tal de Petrobras, vai sendo rifada por um parente, pedacinho por pedacinho, dando de lambuja o óleo do pré sal. 

    Comos conseguimos essa proeza? 

    R.: PLIMPLIM.

  5. Campeões Nacionais nocateuteados pelo judiciário/MP(iggy)

    O Brasil investe pesadamente num campeão nacional mas o retorno dese investimento vai não para os Brasileiros, mas para os Norte-Americanos.. Pilhagem feita através de uma guerra tranquila, já que suas armas são silenciosas.

    Enquanto os demais delatores só delataram após a prisão, não podendo registrar os crimes dos quais acusa seus supostos Parças, o Joesley se adiantou à sua prisão, mutio provavelmene sob orianteção e logística do Procurador que pediu prá cagar e saiu, não conseguindo provar suas acusações contra o Lula, mas provou contra o Aécio e o Temer, tal qual aquela criança que, no meio da multidão hipócrita, gritou que o rei estava nu.

    O Pig não teve como fazer vista grossa e o Janot não teve como não aceitar a delação premiadíssima para não deixar que o Joesley dissesse que ele prevaricou.

    O crime compensa tanto na lavajato que os criminosos estão registrando seus crimes em cartório para provar a sua culpa.

  6. Lá eles partem para cima do

    Lá eles partem para cima do dinheiro dos estrangeiros com “class actions” sem cerimônia. Aqui, ficamos à deriva, esperando a boa vontade do MP que tem monopólio desses tipos de ação, e que assiste deitado em berço esplêndido as atrocidades de empresas como Alstom, escudado na balela de que “os investidores terão medo de vir para cá”.

    Sem contar que enquanto isso no Brasil os nossos líderes do STF jogaram a pá de cal no instituto da Ação Coletiva para evitar um reajuste que servidores públicos haviam ganho em uma ação judicial. Em nome do orçamento de um ano, derruba-se o sistema para as próximas 3 décadas. Não é má-fé nem um maquiavelismo genial. Somos simplesmente burros, incapazes de um pensamento sistemático.

    Agora uma associação só pode entrar com ação coletiva se: tiver assinatura dos associados a serem representados; o juiz que vai proferir a sentença estiver na base territorial dos representados. 

    Depois não sabem porque aqui existe mais ação, advogado terceirizado e faculdade de Direito do que no resto do mundo somado.

    Uma única ação resolveu o problema da VW com emissões fraudulentas de poluentes nos EUA, um treco com custo de bilhões. Bastou um juiz e uma equipe de advogados, em vez de milhares espalhados pelos país. Igualmente, uma única ação resolveu o caso de milhões de trabalhadores que não recebiam EPI do Walmart. Cada um ganhou seus mil dólares, a empresa aprendeu que vai perder centenas de milhões de dólares se insistir no erro, e o assunto foi resolvido.

    Aqui, na STFlândia, não. Para problemas semelhantes vão precisar de 3000 associações com iniciativa e dinheiro, no mínimo, que é a quantidade de comarcas no Brasil. Se dermos sorte. Senão, serão 200 milhões, uma ação por habitante. Ou então fica sem justiça mesmo e que se resolvam na base do tacape, o jeito clássico de resolver questões jurídicas nessa selva de bailarinas, e que é o que vai acontecer.

  7. Ainda veremos uma CPI sobre

    Ainda veremos uma CPI sobre esses “projetos sociais” que entram em cumprimento de acordos judiciais. Vai demorar 20 anos, mas veremos. Só então saberemos os critérios.

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