Alvo em seis frentes de investigação, Lula caminha para o “bateu-levou”

Ex-presidente teria dito a interlocutores, como Jaques Wagner, que já ficou calado por muito tempo diante das investidas da Polícia Federal, MPF e mídia

Jornal GGN – Com ao menos seis investidas da Polícia Federal e Ministério Público Federal, sendo que uma delas atinge diretamente um de seus filhos, o ex-presidente Lula tente a adotar a linha do “bateu-levou” pois, segundo petistas, já está “agoniado” com os ataques que sua família vem sofrendo no último ano. “A interlocutores, como é o caso do ministro Jaques Wagner (Casa Civil), ele tem dito que não há outro caminho a não ser reagir. Sua avaliação é que errou ao ter ficado em silêncio tanto tempo”, informou o colunista Ilimar Franco (O Globo), nesta terça (3).

Uma das mais novas recentes investidas da PF contra Lula está no âmbito da Operação Zelotes, que saiu do encalço de poderosos grupos econômicos – como RBS (Rede Globo) e bancos – além de políticos já protegidos por foro privilegiado, para apurar suposta compra de Medidas Provisórias nos governo petistas. O MPF suspeita que a empresa de marketing esportivo de Luis Cláudio Lula da Silva teria negócios com uma das consultorias envolvidas na suposta compra da MP 471.

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O desvirtuamento da Zelotes atraiu para a CPI do Carf – até então, esquecida pela grande imprensa – os senadores Ronaldo Caiado (DEM) e Randolfe Rodrigues. Segundo eles, é nesta CPI que se encontra o “filé” das recentes operações de peso da Polícia Federal.

Levantamento do jornal Valor Econômico publicado ensta terça mostra que Lula já é alvo, direta ou indiretamente, em ao menos seis frentes de diferentes acusações. Além da Zelotes, há no Distrito Federal há um Procedimento Investigatório Criminal (PIC) sobre suposto tráfico de influência em favor da Odebrecht, empresa investigada na Operação Lava Jato.

Ainda na Lava Jato, há uma investigação sobre suspeitas do MPF sobre os pagamentos feitos à empresa de palestras de Lula, a LILS, e ao Instituto Lula, além da recente história da entrega sem licitação de um navio-sonda da Petrobras ao Grupo Schahin, por intermediação do empresário José Carlos Bumlai, que a imprensa tem classificado como “amigo de Lula”. Em troca, o banco Schahin quitaria uma dívida de R$ 60 milhões da campanha de Lula de 2006.

Na semana passada, durante evento do Diretório Nacional do PT, Rui Falcão, presidente da sigla, disse que Lula sofre uma verdadeira perseguição das autoridades da Zelotes e Lava Jato.

Lula, por sua vez, disse que as investidas têm um motivo: desidratar uma eventual candidatura sua à Presidência, em 2018. Segundo ele, serão três anos de “pancadaria” até lá, mas ele irá “sobreviver”, ao contrário dos jornais que têm feito denúncias pautadas por documentos vazados seletivamente. Para Lula, a “credibilidade” desses meios de comunicação está em xeque.

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