Bolsonaro elogia ditadores do Brasil e Paraguai em Itaipu

Presidente fez homenagens durante a posse do general Joaquim Luna e Silva como o novo diretor da Itaipu Binacional

Foto: Alan Santos/PR

Jornal GGN – Durante um discurso para a posse do general Joaquim Luna e Silva como o novo diretor da Itaipu Binacional, o presidente Jair Bolsonaro homenageou todos os generais que comandaram as ditaduras no Brasil e no Paraguai.

Ao mencionar um histórico da criação da usina, a partir de um tratado assinado em 1974, começando a produzir energia em 1984, Bolsonaro disse que “as primeiras tratativas começaram ainda lá atrás, no governo do marechal Castelo Branco” e que o ditador foi “eleito” em 1964 e tomou posse “tudo à luz da Constituição vigente naquele momento”. 

A Constituição vigente, no caso, era a de 1946 que foi rompida durante o golpe militar de 1964 e não vigorava durante os regimes militares, sendo oficialmente acabada com os atos institucionais, os chamados AI, e a Constituição de 1967. Castelo Branco foi o primeiro ditador e um dos articuladores do golpe e foi escolhido pela cúpula do regime militar, sem democracia.

Seguiu elencando que as tratativas para a usina Itaipu Binacional continuaram nos governos de Costa e Silva e de Garraztazu Médici, e “realmente saiu do papel e tomou corpo” durante o governo de Ernesto Geisel. Chegou a elogiar o último ditador, João Figueiredo, como “saudoso e querido”, que foi responsável pela inauguração da primeira turbina.

E concluiu homenageando o general Alfredo Stroessner, que comandou o Paraguai entre 1954 e 1989, durante a ditadura:

“Mas Marito, isso tudo não seria suficiente se não tivesse do lado de cá um homem de visão, um estadista, que sabia perfeitamente que o seu país, Paraguai, só poderia prosseguir e progredir se tivesse energia. Então aqui também a minha homenagem ao nosso general Alfredo Stroessner”, disse.

Ao falar do atual presidente, conhecido como Marito, cujo pai foi secretário particular do ditador, elogiou que o atual presidente é “cristão”, “conservador”, e “um homem de família”: “valores que nos trouxeram até aqui e com a graça de Deus continuaremos juntos para o bem dos nossos povos”.

2 comentários

  1. Tratar o Stroessner, Costa e Silva e o Geisel, verdadeiros sanguinários que só prejudicaram seus conterrâneos, como Estadistas e homens bons, é um acinte.
    O Brasil corre um grande risco sob a Presidência do Bolsonaro, ele não tem escrúpulos! Quando dermos conta do descalabro que vive o Brasil, já será tarde demais, e estaremos vivendo sob uma ditadura cruel e corrupta e cínica, tal qual a Coréia do Norte.

  2. Lembrando que Itaipu é um projeto discutido desde antes da ditadura.
    Por razões diplomáticas e históricas de fronteiras, o projeto da barragem, que seria inteiramente no Brasil e não submergiria as maravilhosas Sete Quedas, estendeu-se até a decisão final por negociações com o Paraguai e até um tanto com a Argentina.
    Bozo é tão limitado que pensa que o mundo é um quartel.

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