Brumadinho: 150 mortos e 182 desaparecidos

Foto: Agência Brasil

Jornal GGN – O número de mortos pelo crime da Vale com rompimento da barragem de rejeitos em Brumadinho, Minas Gerais, subiu para 150, conforme balanço da Defesa Civil do estado divulgado ontem, dia 6.  Até agora, 134 vítimas foram identificadas e 16 ainda não.

A Polícia Civil informou que, dos 134 identificados, 124 já foram liberados e entregues às famílias. Segundo o informe, 182 pessoas continuam desaparecidas, sendo 55 funcionários da Vale e 127 terceirizados e membros da comunidade.

A Polícia Militar, por seu turno, informou que, desde o rompimento da barragem da Vale, foram feitas seis prisões. Duas foram por utilização indevida de drone. Segundo a polícia, o uso deste tipo de equipamento colocou em risco aeronaves utilizadas nos trabalhos de busca e resgate.

Ainda das prisões, duas foram presas por tentativa de saque e duas por tentativa de estelionato.

O porta-voz do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, tenente Pedro Aihara, desmentiu os boatos de que a operação no município de Brumadinho estaria perto de ser encerrada. Segundo ele, os trabalhos demandam muito tempo e não há prazo estabelecido para que sejam encerrados.

Nas últimas 24 horas, a maior parte dos corpos resgatados pela corporação foi encontrada no estacionamento, na estação de tratamento químico e nos arredores do vestiário da Vale. Segundo o tenente, é necessário fazer uma escavação bastante profunda, por meio de maquinário pesado, para ter acesso às vítimas.

Há previsão de chuva para os próximos sete a dez dias em Brumadinho, o que pode dificultar os trabalhos na região. O tenente disse que a precipitação demanda modificações nas áreas de busca por conta da movimentação e da nova acomodação dos rejeitos.

Segundo ele, uma reunião com o comando-geral da corporação deve definir os rumos da operação nos próximos dias. As buscas no Rio Paraopeba serão mantidas.

 

1 comentário

  1. O que houve com a página!!??
    Não consigo acessar. Parece que descadastraram todos emails e contas. Como é que alguém modifica o sistema, sem salvar endereços e os dados dos usuários?
    Da próxima vez, contratem pedreiros e bombeiros hidráulicos no lugar dos analistas de sistemas.

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