O Alto Tietê chega ao volume morto, e o Cantareira, ao fio da navalha

Crise hídrica: O Alto Tietê chega ao volume morto, e o Cantareira, ao fio da navalha

De crítica, a situação dos principais mananciais que abastecem a região metropolitana de São Paulo está se tornando desesperadora. No Cantareira, terminou a captação do volume morto da represa Atibainha. Resta, agora, apenas o final das represas Jaguari-Jacareí. Há, apenas, cerca de 25 bilhões de litros restantes da primeira cota, além dos 106 bilhões supostamente disponíveis da segunda cota.

Conforme já havíamos comentado em algumas ocasiões, conforme a crise avança, mais difíceis se tornam as condições operacionais para que a água seja continuamente extraída, já que os níveis dos reservatórios atingem patamares cada vez mais profundos, e por vezes a topografia acidentada leva à necessidade de realização de mais e mais improvisos, em geral imprevistos no plano inicial. No caso do Cantareira, a análise dos dados das saídas dos reservatórios nos mostra que, de fato, a SABESP não está conseguindo retirar toda a quantidade de água que precisaria do Jaguari-Jacareí. Dos cerca de 19 m³/s necessários, estão sugando entre 14 e 16 m³/s. E qual a consequência disso? O Atibainha, que já atingiu o limite mínimo autorizado, agora se torna ainda mais esvaziado.

Na autorização para a extração da primeira cota do volume morto, ficou determinado que, no máximo, a SABESP poderia descer até o nível 777 m. Como a extração do Jaguari-Jacareí é ineficiente, neste momento a cota da represa está em 776,95 m – i.e., 700 milhões de litros foram retirados de forma irregular dessa represa. A Justiça, inclusive, já havia determinado, na liminar deferida na semana passada, a proibição da sucção, pelo Governo de São Paulo, da água situada abaixo da cota 815 do Jaguari-Jacareí e da cota 777 do Atibainha, sob pena de responsabilização pelos crimes de desobediência e prevaricação (http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2014-10/justica-determina-que-ana-e-daee-revejam-retiradas-de-agua-do-cantareira).

E por que essa proibição, no caso do Atibainha? O que acontece é que logo abaixo da cota 777 – mais precisamente entre as cotas 775,37 e 774,27 – está localizada a comporta responsável por enviar as descargas de água para o PCJ (compromisso-parte da outorga, necessário para garantir vazões mínimas para os rios). Ou seja, se a água descer para um nível abaixo disso, o PCJ corre o risco de ficar desabastecido, a não ser – em tese – que bombas sejam instaladas para, artificialmente, enviar a água situada abaixo dali para a comporta. Essa é uma das razões que levaram o Ministério Público a entrar em ação.

A SABESP, para evitar a punição, pediu autorização para que, “temporariamente”, venha a extrair o líquido situado abaixo da cota 777, prometendo encher novamente a represa até essa cota até que, nas palavras da própria empresa, “se tenham todas as condições para eventual retirada da 2ª parcela da Reserva Técnica, já solicitada e em análise” (vejam esta notícia:  http://noticias.r7.com/sao-paulo/apesar-de-restricao-da-justica-sabesp-pede-autorizacao-para-usar-segunda-cota-do-volume-morto-13102014). E o que isso significa? Simples: ao contrário do propalado tantas vezes pelo governo, as obras para a extração da segunda cota do volume morto ainda não estão prontas. E, caso não chova bastante, temos algo como 13 dias até que a primeira cota acabe.

Notamos, então, o quão desesperadora é a situação gerencial, na medida em que a SABESP chega a propor a retirada de água situada abaixo da cota mínima prevista na primeira parcela do volume morto para que seja possível continuar abastecendo os cidadãos. Vale lembrar, mais uma vez, que na segunda cota, a princípio, as extrações de volume morto se concentram na sucção das poças que restam do Jaguari-Jacareí, e não do Atibainha (exatamente para evitar aquilo que mencionava, a retirada de água do PCJ). Não há nada sob controle, e a tendência é a de que a corda-bamba em cima da qual se equilibra a gestão hídrica sob Alckmin venha a se tornar cada vez mais fina. A pergunta não é mais se a água irá acabar, mas quando isso ocorrerá.

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Alto Tietê chega ao volume morto

Enquanto boa parte da imprensa dedica o pouco de cobertura que realiza para tratar do Sistema Cantareira, o Alto Tietê, que atende a quase 5 milhões de pessoas (sendo o segundo sistema produtor mais importante da região metropolitana, inclusive em termos de produção de água), atinge, igualmente, uma situação desesperadora.

Diferentemente do mencionado por Alckmin e pela SABESP no final da campanha eleitoral (vejam, por exemplo, esta notícia: http://www.moginews.com.br/materia/178709/alckmin-descarta-seca-no-alto-tiete.aspx), não só há um enorme risco de desabastecimento do sistema como, na prática, já começou a extração do volume morto da represa de Biritiba-Mirim. Vale lembrar que, em Julho, o Governo havia mencionado planos para a retirada de 10 bilhões de litros dessa represa e de outros 15 bilhões da represa Jundiaí, “somente se fosse necessário”. Os dados do sistema SAISP, do DAEE, mostram que, no momento, o reservatório de Biritiba está na cota 752,42. De acordo com o Plano da Bacia do Alto Tietê (http://www.fabhat.org.br/site/images/docs/volume_4_pat_dez09.pdf, p. 11), o zero operacional dessa represa está na cota 752,5 m.

Como se não bastasse isso, vale apresentar, abaixo, uma fotografia feita pela equipe do Instituto Socioambiental (http://aguasp.tumblr.com/)  ainda na semana passada, na qual é possível ver que as bombas já estão instaladas e já começaram, de fato, a captar a água do reservatório – possivelmente, naquele momento, em uma cota acima do zero. Isso já se faria necessário porque, ao funcionar apenas por gravidade, a transmissão de água de uma represa para a outra perde eficiência quando os níveis de água se encontram em patamares muito baixos.

Fotos: Biritiba (02 de Outubro)

Em Julho, a SABESP dizia que, eventualmente, o volume morto da represa Jundiaí poderia ser captado a partir de Novembro. Hoje, no entanto, esse reservatório está com, apenas, 5 centímetros de água, ou 450 milhões de litros. Não sabemos, neste momento, se as obras estão prontas e se, caso as bombas já estejam instaladas, se está sendo possível extrair água. Se a empresa tiver mantido o seu planejamento inicial, não há dúvidas de que os atendidos pelo sistema estarão, muito em breve, em apuros.

As fotos abaixo dão uma dimensão do tamanho da crise no Alto Tietê. Elas são de autoria de Danilo Sanz, do Jornal “O Diário de Mogi” (http://www.odiariodemogi.com.br/cidades/cidades/25750-estado-descarta-uso-de-reserva.html). O trabalho do fotógrafo é fantástico, e merece ser apreciado na página do próprio jornal. Aqui, selecionei apenas algumas amostras (Ponte Nova, Jundiaí e Taiaçupeba):

Ponte Nova (28 de Setembro)

Jundiaí (28 de Setembro)

Taiaçupeba (28 de Setembro)

É absolutamente impressionante que a imprensa não dê atenção ao Alto Tietê. Talvez, uma explicação esteja no fato de que, diferentemente do Cantareira – que envolve uma outorga federal –, esse sistema não conta com nenhum envolvimento da ANA, a agência reguladora da União. Também não temos conhecimento de manifestações do Ministério Público, como tem ocorrido no caso do outro sistema. A situação do Alto Tietê, conforme já tratei em outras ocasiões, é a comprovação inapelável da precariedade da gestão da SABESP e do governo do Estado, na medida em que, diferentemente do Cantareira, a região onde se localiza sofreu com uma estiagem muito menos severa do que a observada na fronteira entre São Paulo e Minas Gerais, e ainda assim os reservatórios se encontram em vias de esgotamento. Aqui, não há como culpar São Pedro.

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Também é espantoso que os principais jornais de São Paulo não noticiem a chegada do Alto Tietê aos 10%, nem o início da extração do volume morto de Biritiba, nem a situação da represa de Jundiaí. Há de se comentar que os jornais regionais da Globo (e o G1) trataram, ainda que com certa timidez, dessas questões (inclusive a partir de contribuições de internautas). As reportagens estão nesse (http://g1.globo.com/sp/mogi-das-cruzes-suzano/vc-no-g1-tvdiario/noticia/2014/10/internauta-faz-imagens-aereas-de-seca-na-represa-de-taiacupeba.html)  e nesse (http://g1.globo.com/sp/mogi-das-cruzes-suzano/noticia/2014/10/represas-do-alto-tiete-entrarao-em-10-da-capacidade-diz-daee.html)  link. Claro que, para a SABESP, o sistema “opera dentro da normalidade”, e as chuvas de Outubro “recuperarão os níveis dos reservatórios”. Declarações as quais, após tantos e tantos desmentidos, dispensam comentários pormenorizados.

Fica, ainda, a curiosidade de se a SABESP fará mudanças a respeito do cálculo a respeito da capacidade do Alto Tietê a partir da inclusão do volume morto projetado – tal qual fez, sob fortes críticas, com o Cantareira. Como se sabe, a transparência sobre esse sistema é muito mais precária do que a observada para o outro conjunto de represas. Dou, abaixo, minha contribuição nesse sentido, primeiro apresentando as capacidades reais existentes hoje em cada reservatório:

A seguir, o total existente nos reservatórios, em bilhões de litros:

Finalmente, os níveis percentuais do volume morto consumido (Biritiba) e do Sistema Alto Tietê (sem e com a adição dos 10 bilhões de litros do volume morto – aqui adotei a mesma metodologia da SABESP, apenas para que percebam que o incremento do volume total a partir da reserva técnica é bastante irrisório):

Como vemos, a situação do Alto Tietê se encontra em um nível absolutamente adverso. E os próximos capítulos da crise tendem a ser similares aos já vivenciados no Cantareira, talvez com dramaticidade ainda maior. Lamentavelmente, a SABESP, pelo menos publicamente, não apresentou nenhuma mudança na forma com que o sistema tem sido conduzido: sem pressões da ANA, continuou a permitir vazões de saída elevadíssimas, sem restrições, uma prática similar à empreendida no Cantareira no final de 2013. Na medida em que aquele continua a ajudar este, vimos até mesmo o aumento dos padrões de decréscimo dos reservatórios ao longo dos últimos meses.

O ponto é que o plano “A” da SABESP, seja para o Cantareira, seja para o Alto Tietê, seja para os demais reservatórios – que começam, também, a atingir níveis cada vez mais preocupantes – é confiar em São Pedro, o mesmo que “nos abandonou” ao longo dos últimos anos. E, mais grave, a empresa e o governo não dispõem de outras saídas. Ainda que seja possível extrair todos os 25 bilhões de litros dos volumes mortos de Biritiba-Mirim e Jundiaí, todo esse adicional sequer garante mais um mês de sobrevivência para o Alto Tietê, e os estudos iniciais não apontaram para a possibilidade de sucção de mais volume morto do Sistema. Vale dizer que as três represas que ainda não secaram (Paraitinga, Ponte Nova e Taiaçupeba) possuem juntas cerca de 51 bilhões de litros (dois meses de consumo, nos padrões atuais).

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O problema, já ressaltado em outras oportunidades, é que o transporte de água de Ponte Nova para Biritiba possui um limite operacional de 9 m³/s – ali a água não transita por gravidade. Mesmo que as bombas para retirar o volume morto de Jundiaí estejam prontas, teríamos um beco sem saída: as duas primeiras represas esgotariam em 82 dias (02 de Janeiro de 2015), e as três outras, mesmo com os volumes mortos inteiramente considerados, durariam 13 dias além disso (15 de Janeiro de 2014). Por certo, teremos algumas precipitações, até lá, que poderão vir a segurar a queda. Não será fácil manter o abastecimento até lá.

O que provavelmente ocorrerá, de agora em diante, é que as crises de desabastecimento passarão a ocorrer mais frequentemente e de forma mais disseminada. É difícil imaginar que um dia, subitamente, a água deixará de chegar até as casas das pessoas, mas é possível que os períodos sem água tendam a se tornar cada vez mais longos e menos intermitentes, até o colapso final – a ocorrer em algum momento de 2015 (ainda cerca de um ano antes da conclusão da primeira grande obra capaz de contornar, momentaneamente, o macroproblema), a não ser que tenhamos as maiores precipitações de todos os tempos. Também se intensificarão as disputas entre o próprio Governo de São Paulo e dezenas de municípios que conformam o Comitê PCJ, consoante avançarão as extrações dos volumes mortos do Cantareira e, assim, aumentarão os riscos de que diminuam as vazões a jusante para os rios que abastecem a região, formada por mais de 3 milhões de habitantes.

De uma forma que seria absolutamente inexplicável, não fosse o cenário eleitoral que perdura, a SABESP continua a gerir a crise sem tomar conhecimento algum a respeito de sua gravidade: seus porta-vozes dão declarações absolutamente desconectadas do cenário vigente, seus planos de contingência fazem previsões totalmente distantes daquilo que vem ocorrendo já há alguns anos, suas obras suplementares atrasam ainda mais do que antes. Nessa lógica, longe de afastar um pouquinho mais a inevitável falência de dois dos seis grandes sistemas de abastecimento de São Paulo, o Governo Alckmin, mediante a grave politização (no sentido negativo, antirrepublicano) da questão, acaba por contribuir para o agravamento da crise, se é que isso é possível. É incrível, simplesmente incrível, como não houve uma sinalização dessa gestão, até hoje, no sentido de reconhecer a profundidade inenarrável do óbice em questão – seria uma declaração mínima de humildade capaz de trazer a população para perto, uma admissão de que as medidas são ineficazes e que é preciso rever a estratégia. Mas o conceito de cidadania do governo é pobre demais para tanto: quem sabe, ficaremos sabendo de algo por meio dos relatórios a serem enviados aos investidores da Bolsa de Valores.

Ps: Para os interessados, a petição inicial do Ministério Público pode ser acessada por meio deste link: http://pt.slideshare.net/renatocesarpereira/acp-volume-morto-petio-inicial-com-bookmarks

 

68 comentários

    • Água é meio ambiente!

      Realmente ao ler o texto acima comecei a me perguntar, onde estão neste momento as ONGs tão ativas em defender os peixes da Amazônia  ou alguns bichos em lugares distantes?

      Simplesmente o que está patente que estas ONGs não são tão N assim, são mais OFCSNG (Organizações que Fazemos de Conta que Somos Não Governamentais), ou simplesmente já arrumamos a nossa boquinha no Estado.

      Água é a componente principal do meio ambiente, sem ela simplesmente não há vida, e essas ONGs mostram cada dia que são simplesmente organizações feitas para divertir algumas senhoras e senhores da alta sociedade dando motivos para fazer manifestações e chazinhos beneficentes.

      Fui dar uma olhadinha nos sites da WWF e do GreenPeace seção do Brasil, para ver quais as intensas discussões que estavam havendo sobre a crise de água em São Paulo.

      Olhei que no WWF tem uma seção especial que se chama “Blog Água Brasil”. Ora, antes de clicar achei que haveria uma discussão intensa sobre o problema ambiental em São Paulo, para não dizer que não encontrei nada simplesmente li um texto bem morno que foi postado no dia 6 deste mês que inclusive não era originário do “Blog” era simplesmente algo replicado de outra ONG ambiental.

      Mesmo não tendo nenhum trabalho específico sobre o problema da água em São Paulo, a sugestão de adotar um Panda estava em destaque na página principal, sobre a água, isto parece que não interfere em nada na vida selvagem!

      Já no Site do GreenPeace, também nenhuma referência a situação ambiental em São Paulo, mas a ênfase não era adotar um Panda, mas sim salvar os Ursos do Ártico que foi promovida a manifestação através de uma bicicletada salvadora do Ártico.

      O que fica patente é que estas organizações tem uma pauta definida Internacionalmente que se ocorrer qualquer evento que não satisfaça esta pauta simplesmente ele é ignorado. Não interessa a estas organizações questionarem eventos locais, pois se assim fizerem seus comitês centrais europeus ou norte-americanos perdem o controle sobre o resto dos carneirinhos.

      Quanto mais longe tiver o problema, menos ele interfere na vida das pessoas, ou seja, elas poderão continuar poluindo, desperdiçando os recursos naturais, mas desde que salvem um Panda e alguns Ursos polares tudo será resolvido.

      E ainda pedem dinheiro nos seus sites, parece até os Malafaias da ecologia.

      • É feio mentir em público.

         Pior do que ser pego na mentira é ser escancarado na hipocrisia: um negacionista da crise ambiental, que “tem urticárias ao ouvir falar de pegadas ecológicas”, aparecer cobrando posicionamento dos ambientalistas. É muita cara de pau!
         
         Leia a matéria abaixo e assista o vídeo, para se ver que não há omissão de uma organização citada:
         
         Água virou luxo
         
        [video:http://www.youtube.com/watch?v=5uL5EbB-f88%5D

        Lata d’água na cabeça

         

        Notícia – 17 – jul – 2014

        Greenpeace promove ação na mais glamourosa rua de São Paulo para alertar sobre o descaso do governo estadual em lidar com a crise de escassez que faz da água artigo de luxo Luxo é para poucos. Assim como a água em São Paulo. O Greenpeace, preocupado com o cenário dramático de escassez de água na maior metrópole do Brasil, realiza um protesto na tarde desta quinta-feira, na Rua Oscar Freire, em São Paulo, para reforçar a responsalidade do governo de Geraldo Alckmin sobre a maior crise hídrica da cidade e do estado e a incompêtencia em adotar medidas para enfrentá-la com transparência e eficácia. Um desfile de moda toma uma das ruas mais luxuosas da cidade, onde os modelos desfilam com baldes de ouro para armazenar água – artigo cada vez mais raro na atualidade. 

        Greenpeace alerta sobre o descaso do governo estadual em lidar com a crise de escassez que faz da água artigo de luxo. (© Greenpeace / Paulo Pereira / Luzia)

        Continua aqui: http://www.greenpeace.org/brasil/pt/Noticias/Lata-dagua-na-cabeca/

        • Fico impressionado com a

          Fico impressionado com a presteza, a agilidade e a visão de futuro dessas ong´s.

          Descobriram a crise de água na região metropolitana de sumpalo quando? dia 06 de outubro?

          O fato é que a ANA – Agência Nacional de Águas passou uma lista de condicionantes para a renovação da outorga da sabesp em 2003. 2003!! A USP alertou o governo do estado em 2009. 2009!!

          Não me recordo de que desses anos para cá alguém tenha feito algum movimento, manifestação ou publicação de algum artigo a respeito, até o início deste ano.

          Agora, vem com essa graça de manifesto, depois que a vaca foi para o brejo, com chifres e tudo.

          • Fico impressionado com quem comenta sem ler.

            A data da manifestação aparece logo abaixo do video:

            “Lata d’água na cabeça

            Notícia – 17 – jul – 2014″

            E o sujeito tem “coragem” de falar que os ambientalistas denunciam a crise apenas depois de 6 de outubro.

            A questão da escassez de água acompanha o ambientalismo desde sempre, aliás, foi o ambientalismo que expôs a questão e vem insistindo sobre ela. Os negacionistas da agenda ambiental é que se apegam à ilusões, de que teremos no futuro recursos energéticos suficientes para fundir geleiras e dessalinizar o mar.

            Uma rápida pesquisa na rede traz notícias como estas (preste atenção nas datas):

            “São Paulo, quinta-feira, 02 de agosto de 2001

            Abastecimento de água está próximo do colapso”

            Leia aqui: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/equilibrio/eq0208200108.htm

            Brasil não teve crise de energia e sim de água, diz ambientalistas

            13/11/2002 18:19
            Redação com Agência Brasil

            Leia aqui: http://correiodobrasil.com.br/noticias/brasil/brasil-nao-teve-crise-de-energia-e-sim-de-agua-diz-ambientalista/4279/

            “09/03/2012 15:16 – Atualizado em 09/03/2012 15:31
            Ambientalistas alertam a população sobre a crise da água”

            Leia aqui: http://www.correiodopovo.com.br/Noticias/?Noticia=400925

            03/04/2008 – Planeta terá falta d’água

            Leia aqui: http://cmqv.org/website/artigo.asp?cod=1461&idi=1&moe=212&id=7367

             

             

          • Como é bom ser informado, descobre-se que a

            Sérgio, como é bom ser informado, descobri agora que a culpa da falta de água é do Aquecimento Global e não da irresponsabilidade do governo de São Paulo e da Sabesp.

            O Alkmim com a ajuda do GreenPeace vai mandar pessoas ao Ártico para salvar os Ursos Polares, aí teremos a solução do problema da falta de água e da falta de investimentos para a captação e diminuição das perdas de água pelo uso de canos velhos, tá tudo resolvido.

            Para isto que servem entas ONGs internacionais, para abrir a cabeça dos ignorantes do terceiro mundo e não nos preocuparmos com a privatização da água, com o governo do Alkmim…..

            E depois viste que charme a manifestação do GreenPeace, gastaram muito menos do que para enviar uma bióloga até o Ártico para protestar contra os Russos. Afinal derramar petróleo no Golfo do México não é importante (não fizeram nada) mas ir até o Ártico é. Temos que levar em conta que a Deepwater Horizon era propriedade da BP que pertence em parte a família real inglesa, e como eles são ricos e cheirosos não mereciam tanta incomodação. Ah, me esqueci, eles escalaram o prédio da BP e colocaram um banner! Tremendo impacto.

          • Continua mentindo…

            É um mitômano contumaz:

            “Afinal derramar petróleo no Golfo do México não é importante (não fizeram nada)…”

            Quem não faz nada para denunciar a predação ambiental capitalista é um certo “professor”, “engenheiro” de merda e gaúcho bunda mole que tem “urticária quando alguém fala de pegada ecológica”. Uma ida ao google com “greenpeace gulf of mexico oil spill” mostra “About 167,000 results (0.28 seconds)”. Entre os que predam o meio ambiente e os que protestam contra a predação ele escolheu o seu lado: prefere atacar os que protestam e silenciar diante da predação.

            Não se conhece nada que tenha publicado sobre o ambientalismo, que não seja de ataque aos ambientalistas, aos que fazem alguma coisa para denunciar a predação ambiental. Com o silêncio ele aprova as predações acontecidas, mas prefere enfatizar seu apoio com ataque aos que protestam. 

          • Em tempo

            Logo acima está postado: “Água é meio ambiente!“. Para cobrar o posicionamento de ambientalistas. Agora vem dizer que é um problema de gestão e competência do Alckimin, em resumo, que não é um problema ambiental. Haja coerência, mas isto não se pode cobrar de um mentiroso e de quem é intelectualmente desonesto.

    • Estão em campanha

      Não te contaram? rsrs

      Estão ocupados, fazendo campanha pro Aécio, aquele “novo ícone” da “nova política”, saca?

  1. E qual sua soluçao Sergio ? O
    E qual sua soluçao Sergio ? O que vc faria se fosse diretor da Sabesp ou do DAEE ?

    • Como Maria Antonieta

      Como Maria Antonieta, aquela do “não tem pão, comam bolo”, os diretores da Sabesp vão comprar água mineral.

      Tem tanta marca no mercado, é só escolher. Com gás, sem gás…

      • Eu só criticaria se soubesse

        Eu só criticaria se soubesse fazer melhor.

        Do contrário são palavras vazias, se é que vc me entende.

    • Sinceramente, Nagibe, acho

      Sinceramente, Nagibe, acho que beira a desonestidade intelectual alguém querer invalidar a crítica que tenho feito ao longo de 25 artigos porque neste eu não estou propondo uma solução. Em lógica, chama-se falácia um erro argumentativo desse tipo, em que se busca rejeitar uma crítica a um problema por não apresentar uma resolução a ele. Em lógica, a crítica permanece pertinente, independentemente da resolução sugerida, apontada ou não.

      Uma coisa que precisa ficar clara é que gerir a SABESP ou o DAEE não é a mesma coisa que ser técnico da Portuguesa (meu time do coração, por sinal). Num, pode-se trocar o comandante a hora que for, pode-se buscar soluções ad hoc. Noutro, estão em jogo vidas de milhões de pessoas.

      É uma desonestidade intelectual, então, querer que eu “assuma o cargo” a 20 dias de acabar a água e resolver o problema, depois de décadas de falta de gestão, de despreparo, de condescendência. Seria uma premiação à incompetência, se essa hipótese se realizasse.

      Uma questão básica fundamental que atesta a inimputabilidade do governo, da SABESP e de quem os defende intransigentemente é a de que o PSDB foi eleito para conduzir as políticas públicas: ele recebeu os instrumentos, tecnologias e pessoal para tanto. Talvez eu possa dizer que seja um especialista em gestão pública (não especificamente em gestão hídrica), mas nem se eu fosse o maior hidrólogo do mundo faria sentido querer que eu fornecesse uma solução genial para o problema, como se eu estivesse na mesma posição situacional que qualquer integrante do nível estratégico da gestão Alckmin, com milhares de pessoas e bilhões de recursos a mobilizar.

      Querer criar uma espécie de “responsabilidade solidária” a partir do fato que ninguém “avisou” a SABESP sobre a crise é de uma desfaçatez sem tamanho, sinto muito.

       

    • Lindo são os comentários no site da Folha…

      … chamando Alckmin de irresponsável e que ele cometeu um estelionato eleitoral.

      Aliás… CONTINUA praticando estelionato eleitoral para ajudar o Aécio.

      A eleição pra governador já era… vamos ver se o povo vai continuar embarcando nessa na eleição presidencial.

       

  2. A continuar neste sentido, após 2015 o governador será saudado

    Como o maior arauto do neoliberalismo: aquele que conseguiu de fato estabelecer o estado mínimo.

    Como lembrou o Sergio, ainda que chova em demasia, se comparamos as reservas de água há um ano e agora, o susto já é grande. Imagine com um verão quente (já que este ano no mundo foi dos mais quentes da história conhecida) onde o consumo de água aumenta. O que se há percebido é que as boas chuvas que tivemos faz duas semanas apenas repuseram o que se utiliza em um dia. Se cada dia de chuva repuser ao menos 2 dias de consumo (já que falamos de uma população de cerca de 15 milhões de pessoas e um imenso número de empresas importantes para a economia), ainsda assim ao início da época natural de falta de precipitações a água pode ter acabado. E aí começa o desmonte da economia, quebradeiras de empresas, carestia de alimentos e de água e esvaziamento dos sistemas públicos. Pessoas sem água irão em busca para outros lugares. A locomotiva vai desmotivar.O problema maior é que pode ser algo real e como dizia um antigo compositor nordestino: “ao vivo é muito pior”

  3. ora , quem vota no alckmin

    ora , quem vota no alckmin sabe que a culpa é sempre do lula e da dilma…e vota no alckmin de novo

  4. O colaborador do blog, Sérgio

    O colaborador do blog, Sérgio Reis, se esbalda para trazer informações e fazer projeções, destrinchar aspectos técnicos para nós leigos, aí vem um sujeito e pegunta: “E qual a sua solução, Sérgio”?

    Observem a que ponto nossos chegamos no debate dos nossos problemas: quem eventualmente critica, mesmo que de forma educada, moderada, e principalmente, em bases factuais, corre o risco de ser enquadrado porque tem que apresentar soluções para um problema que ele em nada contribuiu para que surgisse. 

    Esse post de alguma forma se liga a outro publicado hoje aqui no portal, no caso, “As denúncias e o caso Gabriel Chalita”. E essa ponte reside exatamente no desvirtuamento do papel da mídia numa sociedade verdadeiramente orientada por princípios democráticos. Interpondo-se à mensagem não há só o meio, mas um filtro ideológico-político que transforma o aparato de comunicação de massa indutor de realidades a seu bel-prazer. Faz da população refém dos seus caprichos. 

    Esse caso de São Paulo é bem um exemplo típico desse desvirtuamento. A crise de desabastecimento na maior região metropolitana do país é também uma crise moral do jornalismo brasileiro tão enfático em exercitar o jornalismo investigativo quando está em causa a perseguição de opositores políticos-ideológicos.

    Certo: a imprensa não faz chover. A mídia não administra o Sistema. Entretanto, ela abdicou da sua missão primordial que é de noticiar, alertar, questionar e denunciar a desídia, se não mesmo o crime de responsabilidade, das autoridades públicas do estado de São Paulo. 

    • Muito apreciado seu

      Muito apreciado seu comentario, Costa.  Eu nao comentei pois achei a pergunta burra.  TODO o ponto do Sergio em numerosos itens nao eh a respeito do que fazer pra conseguir agua mas sim o que se fazer a respeito DE GESTAO que a Sabesp, como Sao Paulo, nao tem.

  5. Agora em Sampa, as madames

    Agora em Sampa, as madames que levam seus “lulus”, pra fazer tôtô nas calçadas devidamente paramentadas com seus saquinhos de lixo, o farão agora com seus filhinhos ????????/……..KKKKKKKKKKKKKKKKKKK

    • Não concordo!

      Votei no Padilha pra governador e não concordo nem um pouco em pedirem o ‘impedimento’ do Alkimin.
      Ele não foi escolhido pela maioria? Foi eleito com quase 57% dos votos válidos…
      Faz parte da democracia… a população de SP preferiui isso…  devemos respeitar

      Se fosse outra questão ou outro escândalo comprovado em outra questão que não sobre a água eu até concordo, mas pela crise hidrica, não acho certo querer tirar o Xuxu no governo.

      • Eduardo, concordo que a

        Eduardo, concordo que a eleição do Alckmin, em que pese o estelionato hídrico por ele praticado, foi uma escolha democrática da população. Isso não significa, contudo, que ele tenha carta branca para fazer o que quiser. Na medida em que sua gestão foi omissa na condução da crise, ele pode (e deve) ser responsabilizado, no mínimo, administrativamente, o que pode levar, sim, à sua saída do governo. Ou seja, sua eventual condenação por improbidade ou crime ambiental em nada se relacionariam com um “golpe”, mas sim com a sua atuação temerária à frente do governo, que colocará milhões de pessoas em situação lastimável.

    • O povo…

      O povo paulista acaba de re-eleger esse governador em 1º turno, com quase 60% dos votos. Ele e seu partido governam o Estado há 20 anos. E se acham “primeiro mundo”.

  6. Quando as pessoas começarem a

    Quando as pessoas começarem a morrer por falta d’água o Ministério Público denunciará quem pelos crimes? O governador divinizado pela imprensa a peso de ouro (Alckmin) ou seu Santo para assuntos hídricos que falhou ao produzir chuvas?

  7. Ave, Alckmin!

    Beleza. Os irmãos da Zona Metropolitana de Sumpaulo e de Campinas devem acreditar. Alckmin fará o milagre da multiplicação dos cântaros vazios.

  8. Os operadores de mercado

    Os operadores de mercado podem vender ações de um produto que acabou?! Isso já não é um novo tipo de ciranda financeira? Os investidores já não perderam? E, desta vez, não foi por falta de informações.

  9. Não vi a Dilma se referir a

    Não vi a Dilma se referir a esse descalabro de SP! Alô, alô, equipe de Dilma e seus apoiadores: nesta campanha presidencial é preciso apontar a (ir)responsabilidade tucana neste caso. Além da falta de chuva houve falta de gestão das águas. E os tucanos se vangloriam tanto de sua gestão… A imensa maioria dos votos antipetistas vieram de SP, graças à máquina tucana e à mídia corporativa que escondem esse descalabro.

     

    • Dilma: A imprensa é muito compreensiva com a crise da água em SP

      Jair

      Ontem a Dilma já introduziu o assunto, diplomaticamente, quando disse que “a imprensa é muito compreensiva com a crise da água em São Paulo”. No que fez bem, ao enlaçar num corpo só (como Aécio e Marina) o governo paulista e a imprensa.

      Acho que pode vir mais coisa adiante, conforme a precisão.

      • E esperamos que o próximo

        E esperamos que o próximo governo Dilma mude mesmo em muita coisa. Inclusive quanto ao meio ambiente, que fica só no blablablá de Marina, enquanto tucanos etc destroem e deixam destruir as matas e rios. Dá nisso aí que ocorre em SP. Em Minas, as mineradoras destroem e envenenam as águas. O PT em seus governos deve ter propostas e ações contra isso. É preciso parar de pensar só em megaempreendimentos com muita grana e que só criam esse inferno.

  10. Quero ver quando começarem a

    Quero ver quando começarem a secar as torneiras da massa mais ou menos limpinha & cheiros, que acredita em jornais e notícias da TV. Até onde vi, até agora só estão endo atingidas as pessoas mais pobres e isso não comove ninguém. É bom o NE começar a se preparar para levas de retirantes vindos de SP.

  11. Situação Séria e Trágica!…

    Imagino se fosse num governo do PT!…O que o PIG não estaria dizendo diante dessa situação real!…

    Se o governador de São Paulo continuar bancando “São Jorge de puteiro”, logo, logo vai começar a comandar a evacuação de cidades.

    Acorda São Paulo!…

    • Separatista.

      “Não quero ver mais essa gente feia
      Não quero ver mais os ignorantes
      Eu quero ver gente da minha terra
      Eu quero ver gente do meu sangue”

      Ira – Pobre Paulista

      Leandro, essa letra é de cunho separatista e contra os nortistas e nordestinos. Tomei um choque quando analisei direito, admirava muito os caras, depois disso fiquei com um pé atrás mesmo. Nazi e Scandurra tem posturas muito paulistas demais pra meu gosto.

  12. Não vejo motivo para alarme,

    Não vejo motivo para alarme, pelo menos para os moradores da capital paulista.

    Somos abençoados por um rio perene, que atravessa o coração da cidade: o rio  Tietê. Dizem que é um pouco poluído.

    Mas os governos tucanos já investiram mais de 4 bilhões de reais na sua limpeza. Pode ser aproveitado.

    É verdade que as águas desse rio Tietê ainda têm um tom cinzento-acastanhado, com ligeiros odores fecais, mas nada que um pouco de cloro não resolva.

  13. Ah se eu fosse…

          Se eu fôsse; A- destituiría o Síndico(cínico). B- pediria à Pres. Dilma que fizesse um puxadinho do São Francisco até os Jardins. C-instituiria aos coxinhas um curso de sobrevivência no nordeste.D- pediria desculpas ao povo pelas mentiras,incompetencia e corrupção durante os 20 anos de reinado. 

  14. Ah, mas o Alckmin esta todo

    Ah, mas o Alckmin esta todo excitado ja pensando nos 20 anos de poder que o PSDB podera conquistar, se ganhar as eleições este ano. Vai sonhado, barãozinho, sonhar não custa nada. Agora, se prepare para o dia que as torneiras secarem em definitivo na paulicéria desvairada.

  15. Empresas parando
    O que os jornalões não mostram… há dezenas de grandes empresas parando por falta de água… BILHÕES E BILHÕES EM PREJUÍZOS!!!.
    O custo do mal planejamento (se é que houve algum!) do PSDB está sendo colocado no bolso dos empresários paulistas, trabalhadores e mercado… o governo está saindo sorridente das eleições…
    O povo é totalmente mainpulado e pagará a conta pela sua péssima escolha!!!

  16. Meu medo é que a pouca água suja que ainda tem lá

    acabe respingando é na Dilma, porque os jornais já estão armando isso há algum tempo. Não se espantem se a bala de prata for com queimadas…..

  17. enquanto isso em Itú a falta

    enquanto isso em Itú a falta de água continua e os moradores da cidade estão incendiando onibus para protestar.

    e voce pensa que essa noticia saiu  no jornal nacional, da  globo?

    de jeito nenhum… foi num telejornal regional… do SBT!

    Em bauru o racionamento de água começa amanha. o rio bravo  que abastece a cidade está morrendo! bauru nao tem tratamento de esgoto e o vazamentos estão por toda a parte.

    em marilia a coisa só não piora porque a cidade tem poços que abastecem a cidade! bendita água do aquifero guarani! sabe o  que a prefeitura fez por aqui? temos uma represa na cidade, a cascata, que abastece uma parte da cidade. a represa desapareceu com a seca.  havia um poço profundo perfurado mas sem adutora para a distribuição de água. e o que fizeram? ao invés de construi-la pois levaria muito tempo,  laçam a agua do poço profundo diretamente na represa, para garantir a distribuição de água na cidade.

     

  18. Que dirão os paulistas quando

    sumpaulo  virar sertão….kkkkkkkkkkkkkkk    

    emigrarão para o nordeste??????

    em breve começará o êxodo!!!!!

    • Que dirão os paulistas quando (resposta)

      Terão que engolir o ódio e o desprezo que sentem dos nordestinos e nortistas e pedir penico!! kkkkkkkkkk

  19. Moro em Campinas desde 2005 e

    Moro em Campinas desde 2005 e venho acompanhando esse problema aqui no Nassif  e no Tijolaço desde o início do ano.

    Vários pensamentos já se passaram na minha cabeça.

    1) No início CURIOSIDADE para entender o risco de um possível desabastecimento;

    2) Em seguida PREOCUPAÇÃO na medida que não chovia e nada aparecia na mídia cobrando alguma providencia do governo estadual quanto a um racionamento preventivo;

    3) Vendo que nada acontecia, e o assunto continuava ”abafado”, cheguei a ter alguma ESPERANÇA de que pelo menos o povão enxergasse a irresponsabilidade do atual governador e não votasse mais no PSDB;

    4) Aí veio a DECEPÇÃO após o resultado do 1.o turno, constatando que essa elite daqui está mais preocupada com o ÓDIO AO PT, do que com a falta d’água que bate às portas.

    5) Passei pela REVOLTA, principalmente contra essa parceria irresponsável “Governo do PSDB x Mídia” que foi capaz de iludir até a camada mais humilde da população, que infelizmente mais vai sofrer com a crise que vem por aí.

    6) Agora eu estou vivendo a fase “QUE SE DANE”, esperando ver o CIRCO PEGAR FOGO, e esperando pra ver qual vai ser a desculpa do PALHAÇO!

  20. falta de agua em sao paulo

    senhor sergio porque nao se estudou a alternativa de uso do aquifero guarani?pelo q se depreende de suas palavras a situacao em sao paulo é da maior gravidade e de dificil solucao  no curto prazo. irresponsabilidade total.

    • Não tenho procuração do Sérgio, mas…

      Não tenho procuração nem do Sérgio e muito menos da Sabesp, porém extrair todo este volume de águas subterrâneas de uma hora para outra não é assim.

      A extração de água subterrânea de qualquer aquifero não é tão simples como se pensa, não é a mesma coisa do que um condomínio ou um hotel mandar perfurar um poço de forma irregular e começar tirar água como bem lhe convém.

      Primeira coisa, o aquífero Guarani, que é representado esquematicamente por uma enorme camada de arenito em que a água passa regularmente é uma mera simplificação didática, ele não é contínuo como se pensa e a recarga de água (entrada de água da chuva para o subsolo) se dá em diversas regiões, algumas bem próximas a diversos pontos de captação.

      Para planejar a utilização de um aquífero para um emprego intensivo precisa o trabalho de uma equipe de geólogos e engenheiros altamente especializados em hidrogeologia, trabalhos de campo custosos e demorados são necessários, análises da qualidade da água, modelação do impacto sobre captações próximas, testes de recarga dos poços, licenças ambientais, outorga dos organismos responsáveis etc. etc. e etc.. Se fosse assim tão simples a Sabesp provavelmente já estaria fazendo a captação.

      Além de isto tem a tecnologia e o material empregado para a captação da água, como bombas especiais (no caso de vazões altas estas bombas tem que ser encomendadas e fabricadas, pois ninguém em parte nenhuma do mundo tem em estoque) válvulas, condutos, material para recobrimento do poço, filtros no poço, linhas de alimentação de energia elétrica,….

      O que quero chamar a atenção que engenharia se faz com tempo, estudo e dinheiro, não é de uma hora para outra que se pode improvisar em grandes sistemas. Isto tudo já deveria estar em andamento a mais de dois ou três anos

      Parece-me evidente que o que passa em São Paulo não é a falta de capacidade técnica para resolver os problemas, mas sim falta de apoio dos governantes para assumir responsabilidade e custos, espera-se até última hora e aí é a correria e a construções de gambiarras para resolver problemas que com o planejamento adequado não seria dramático.

      Como já disse um professor de hidrologia de uma universidade paulista, agora a única solução é rezar.

      • Água em São Paulo

        Muito bem explicado, muito obrigado pela resposta.

        Era bem o que eu temia: irresponsabilidade total. 

  21. Água

    Creio que já chegamos à uma sinuca de bico. Qualquer medida que venha não será suficiente para evitarmos o pior. A irresponsabilidade deste governador e sua equipe, apoiada pela mídia e o silêncio de órgãos que deveriam ter agido muito antes, levará (já está levando) o Estado de São Paulo à uma situação nunca vista, medonha.

    Os eleitores desse incompetente, por favor, fiquem de quatro e comecem a relinchar.

  22. Os eleitores que achavam que

    Os eleitores que achavam que eram intriga Petista, uma hora acordam…

    E ainda teve o medo que colocaram com “bolivarianos” acabariam com o papel higiênico…

    Enquanto existir cavalos, São Jorge, não anda a pé!

  23. Explicação

    Tanto texto e gráficos, e como diz meu amigo José: isso é tudo bobagem. Um gênio esse José. A explicação  para todo esse forduncio é a gravata do Alckmim. Olha lá gente. É vermelha, como o PT. Sabia que tina algo de errado com esse cara. Ele é um maldito petista infiltrado nas  colunas católicas direitistas. Não me anganam não seus comunistas ditadores de plantão. A culpa da seca e da falta de água é da Dilma. eu sabia.

  24. Resposta do Tucanato:
    o que

    Resposta do Tucanato:

    o que não pode faltar é verba para o PIG. O resto que se exploda!

  25.  
     
    Uma megalópole, uma

     

     

    Uma megalópole, uma tragédia, uma certeza. O tamanho do dano, a dimensão da catástrofe são inimagináveis.

     

  26. Bem que o Serra podia puxar

    Bem que o Serra podia puxar uma procissão na Paulista, ele fica bem, levando a imagem da santa  . . . . logo atrás dele podem vir, o Governador, o cara do Tribunal de Contas, áh, o Ministério Público, o juiz do Paraná e uma comissão paritária Alston/Siemens, afinal solidariedade se faz necessário nestas horas . . . . logo atrás, o bolco da mídia . . . todos cantando o “nós descei divina luz” . . . . . E ve se muda logo o nome do Estado e da Cidade, de São Paulo para São José, porque São Pedro não está querendo se misturar com estas aves tropicais . . . . mas talvez São João Del Rei tope o jogo . . . .

  27. Gráficos e análises
    Gráficos e análises esclarecedores, obrigado 🙂
    Tomara que não, mas o mais provável é que essa próxima semana ou quinzena de chuvas seja a “prova dos nove” que o uso (e abuso) do Volume Morto colapsou o Cantareira.
    Vale a pena contrastar como reagirá cada um dos quatro sistemas mais castigados com a crise: Cantareira; Alto Tietê, esse sobrecarregado para socorrer o próprio Cantareira; Guarapiranga; e Alto Cotia).
    http://sujoedesidratado.blogspot.com/2014/10/picole.html

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