Deputados do RJ adiam decisão sobre Cedae, mas servidores continuam com protestos

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Jornal GGN – No Rio de Janeiro, o Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais do Rio (Muspe) mantiveram o protesto em frente à Assembleia Legislativa (Alerj) contra a privatização da Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgoto). 
 
Os deputados estaduais iriam votar o projeto da venda do Cedae nesta terça, mas o presidente da Alerj, Jorge Picciani (PMDB), anunciou que a votação foi adiada para a semana que vem. 
 
Outra manifestação contra a privatização da companhia na semana passada deixou uma pessoa baleada após confronto entre polícia e manifestantes. 

 
“Não arredaremos o pé da Alerj enquanto houver chance de [o projeto] ser aprovado. Temos esperança de que não passe, mas esse sentimento apenas reside em nós mesmos, na nossa força, pois acreditar nos políticos, nós não acreditamos mais”, afirmou Roberto Rodrigues, diretor do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Saneamento Básico e Meio Ambiente do Rio de Janeiro.
 
A venda da Cedae faz parte das medidas exigidas pelo governo Temer para o plano de recuperação fiscal do Rio. A privatização seria dada como garantia para novos empréstimos com aval da União, e o valor total chega a R$ 6,5 bilhões. 
 
Por meio de nota, o Muspe se posiciona contra a venda da Cedae e ao “pacote de maldades” exigida pelo governo federal.  Sucessivas denúncias envolvendo o governador Luiz Fernando Pezão em mais uma fase da Lava Jato diminuem a credibilidade do governo e enfraquecem uma decisão final dos deputados a respeito da privatização da Cedae”, diz a nota.
 
Além da venda da companhia de água e esgoto, o governo estadual se comprometeu a adotar medidas como aumento da contribuição previdenciária dos servidores de 11% para 14% do salário bruto, além de um adicional temporário de 8%, e também o congelamento de salários. 
 
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1 comentário

  1. deputados…..

    Um dos últimos golpismos do governo FHC na tentativa de entregar o país às Privatarias e interesses e empresas estrangeiras foi a venda da água. Logicamente naquela época não tinha problema usar o capital e estrutura do BNDES para que transnacionais estrangeiras comprassem nossa soberania. E financiada pelo nosso próprio governo, não é mesmo dona Mirian Leitão?! Então veio a ONU e declarou tal pratica uma barbárie. Como o Consenso de Washington, o FMI mandando no nosso governo e outras coisas que somem da mídia golpista e acabamos por esquecer . Como então dar retorno bilionário as privatarias sem poder entregar tal recurso imprescindível à qualquer nação aos interesses comerciais estrangeiros? Fácil, a tal conta da água transformou-se em 80 ou 85% em conta de coleta de esgoto. As ratazanas nacionais dão a volta até na ONU. Como atestam nosso espetacular Código Ambiental e as águas do rio Tiete, Pinheiros, das Velhas, da Baia da Guanabara…tal aporte multimilionário de dinheiro foi usado para o tratamento de esgoto e melhoria da qualidade das águas brasileiras.  Cassino na Bolsa de Valores de Nova York é somente argumento de oposicionistas. “Ah! Bom, então tá explicado.” Tragédia e catástrofe da falta de água na maior cidade do maior estado do país por falta de investimentos durante 1/4 de século, entra nesta desculpa também. Temer prepara o retorno das Privatarias e do Tucanato. Não enxerga quem não quer. Um novo governo a partir de Las Vegas. Pobre Gigante Adormecido. Quando irá acordar?

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