Dilma responde críticas sobre demora em visitar Mariana após desastre

Jornal GGN – A presidente Dilma Rousseff rebateu, na tarde desta segunda (16), as críticas sobre a demora em ter visitado a cidade de Mariana, em Minas Gerais, onde o rompimento de duas barragens da mineradora Samarco (contralada pela Vale e pela australiana BHP) provocou um desastre socioambiental que atingiu inúmeros municípios mineiros e terá impacto também sobre outros estados. Dilma levou cerca de uma semana para sobrevoar os distritos afetados e anunciar algumas medidas de responsabilização dos envolvidos na tragédia.

Segundo a presidente, a “demora” em visitar Mariana se deu justamente porque o governo federal levou alguns dias para mapear parte dos estragos e discutir as primeiras medidas emergenciais que seriam anunciadas. 

“Eu enviei no primeiro dia o ministro Gilberto Occhi e o secretário nacional da Defesa Civil, e em seguida falei com todos eles. Quando eu cheguei lá, nós já tínhamos uma ideia do que iríamos fazer. Nós chegamos com toda uma estrutura nossa, toda a avaliação que nosso pessoal (Secretaria Nacional de Defesa Civil, da ANA, do DNPM) fez. Isso permitiu inclusive que a gente tivesse os elementos para poder começar a discutir com a empresa. Caso contrário, se você não tem o levantamento, você discute como?”, disse Dilma.

“Eu sobrevoei praticamente todo o Rio Doce, que está numa situação dramática. Nós montamos toda a estrutura para o fornecimento de água tanto em Governador Valadares quanto em Colatina. Colocamos o Exército, porque nós temos hoje toda uma estrutura de combate a desastres – naturais ou não, e ela segue um padrão, que é: primeiro você salva a vítima, não discute nada, salva a vítima, porque é isso que você tem que fazer. Num segundo momento você faz a avaliação do início da reconstrução emergencial. Depois você faz a reconstrução inicial”, acrescentou.

Nesta segunda, ocupando seu espaço na Folha de S. Paulo, o senador e ex-presidenciável Aécio Neves (PSDB) criticou o tempo que Dilma levou para visitar Mariana, insinuando descado por parte da petista.

“Aparentemente se esquecendo do simbolismo do cargo que ocupa, somente uma semana após o rompimento das barragens que provocaram o grave desastre ambiental, – e após reiteradas críticas pela sua ausência – a presidente Dilma Rousseff sobrevoou a região, se limitando a contemplar à distância a destruição”, disparou Aécio.

“A passagem meteórica da presidente é reveladora da enorme distância que separa a vida real da população da pauta dos governantes de plantão. Some-se a isso, em mais uma evidência do distanciamento do governo da tragédia, o constrangedor vídeo que circula nas redes sociais mostrando que, sete dias depois, a presidente não sabia sequer o nome da empresa responsável pelo desastre”, comentou.

 

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