Diretor da Abin pede demissão e se diz desprestigiado por governo interino

Jornal GGN – Wilson Roberto Trezza, diretor-geral da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), pediu demissão após oito anos no comando da agência. Segundo a Folha de S. Paulo, o pedido de demissão foi motivado pela decisão do presidente interino Michel Temer de recriar o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), sem antes discutir a ideia com o comando da Abin. O GSI havia sido extinto através de medida provisória em outubro do ano passado, e Abin passou a se submeter à Secretária de Governo.

A Associação Nacional dos Oficiais de Inteligência (Aofi), formada por servidores da Abin, soltou nota dizendo que as “gestões do GSI nunca foram boas para a inteligência” e que a última delas “foi particularmente desastrosa para a atividade de inteligência de Estado”. Leia mais abaixo:

Da Folha

Diretor da Abin se diz desprestigiado pelo novo governo e pede demissão

A decisão do presidente interino Michel Temer (PMDB-SP) de recriar o GSI (Gabinete de Segurança Institucional) sem antes discutir a ideia com o comando da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) gerou turbulência no setor e um pedido de demissão do diretor-geral da agência, Wilson Roberto Trezza.
 
O GSI havia sido extinto por Dilma em medida provisória de outubro passado, e desde então a Abin passou a se submeter a uma pasta comandada por um civil, a Secretaria de Governo.

 
O pedido de demissão foi feito pessoalmente por Trezza, que está há oito anos no comando da Abin, nesta segunda-feira (16) em reunião com o novo ministro do GSI, o general do Exército Sérgio Etchegoyen.
 
A saída definitiva, porém, poderá não ocorrer imediatamente, mas sim após as Olimpíadas, de forma a evitar problemas na condução da segurança do evento, da qual a Abin participa.
 
Além disso, o processo de substituição não é tão rápido, pois o indicado deve passar por sabatina no Senado.
 
Trezza e Temer haviam se reunido em sigilo há cerca de duas semanas no Palácio do Jaburu, quando o diretor-geral da Abin, segundo a Folha apurou, disse ao então vice que uma grande reivindicação da Abin era se subordinar diretamente ao presidente da República, sem “intermediários”.
 
Trezza afirmou a Temer que um contato direto com o presidente permitiria cumprir melhor as funções da Abin, que incluem “assessorar” o presidente.
 
NOTA
 
A dificuldade de acesso aos presidentes é reclamação recorrente da Abin. Durante os governos de Dilma Rousseff, por exemplo, a presidente nunca recebeu Trezza para conversa privada –eles se encontraram apenas em reuniões ampliadas, com a participação de ministros– e também nunca esteve na sede da Abin, em Brasília.
 
Ao final do encontro com Temer, conforme versão apurada com duas fontes que pediram para não ser identificadas, o então vice-presidente disse que pensaria na proposta e voltaria a entrar em contato com Trezza.
 
Integrantes da Abin, porém, só souberam pelo “Diário Oficial da União” de sexta (13) que não só a Abin continuaria longe do presidente, mas também que voltaria a ser subordinada ao GSI, comandado por um militar.
 
A recriação do GSI também resultou em uma dura nota da Aofi (Associação Nacional dos Oficiais de Inteligência), formada por servidores da Abin. Intitulada “Informação ao ministro”, a nota foi emitida para negar que a Abin tenha “rompido” relações com agências congêneres internacionais, informação atribuída pela imprensa a Etchegoyen.
 
A nota diz que o ministro “aparentemente também desconhece que as gestões do GSI nunca foram boas para a inteligência” e que a última delas, encerrada em 2015, “foi particularmente desastrosa para a atividade de inteligência de Estado”.
 
Até 2015 presidente da CCAI (Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência) do Congresso Nacional, a deputada Jô Moraes (PCdoB-MG) considerou “um equívoco” o retorno do GSI.
 
OUTRO LADO
 
A assessoria do presidente interino, Michel Temer, informou que ele “não deve satisfações à Abin” na hora de decidir sobre os rumos do setor de inteligência no governo. “A lógica de ele ter que explicar o que está fazendo está invertida. Ele é o presidente, escolhe como vai ser a sua gestão.”
 
A assessoria afirmou que Temer foi procurado recentemente pelo diretor-geral da Abin, Wilson Trezza, para receber explicações do órgão sobre as alegações de suposta espionagem que o vice teria sofrido em 2015. Ela confirmou que o ministro do GSI Sérgio Etchegoyen “está informado” sobre o pedido de demissão do diretor-geral da Abin.
 
Procurado, Trezza disse que não iria se manifestar sobre o assunto.

10 comentários

  1. Choque e Pavor como tática de

    Choque e Pavor como tática de guerra….alguém tem algum link sobre isso…foi usada guerra do Iraque…e está sendo usada nessa guerra 5.0,,,essa saraivada de medidas que esta´deixando a população aturdida e sem condições de reação…aliás, as pautas bombas para derrubar Dilma já faziam parte dessa estratégia…agora estão em casa e podem pintar e bordar à vontade…era uma vez um país republicano…

  2. EU SOU FAVORAVEL QUE  A  ABIN

    EU SOU FAVORAVEL QUE  A  ABIN  FIQUE  SUBORDINADA EXCLUSIVAMENTE  A PRESIDENTE,  é o serviço de inteligencia que alem de proteger  o proprio presidente  o mantem informado  de  situaçoes. Se Dilma  tivesse deixado a Abin  subordinada exclusivsamente a ela  muita coisa podia nao ter acontecido. A Abin precisa  ser livre, nao esta  subjulgada a  CIA bem distante  dela se  possivel, os  agentes  nao  podem  esta  ligados  como  estao hoje  a CIA. o serviço de espionagem jamais  deverá  passar informaçoes  a  CIA.  e  trata-la mais como  alguem que nao merece  confiança.

  3. Então…………..

    Enquanto vemos estas vaidades e orgulhos feridos, estamos sendo monitorados, espionados por agências internacionais e o que é pior, financiados por elas.

    Os escândalos de espionagem da Petrobras e da propria presidente Dilma, mostraram ao mundo a frgilidade de nossos órgãos de segurança interna, e toda a conivência entre os de dentro e os de fora!

    Vejo com particular preocupação nossas deficiências nesta importante área, e sinto que nosso Pais, é subserviente aos interesses externos em virtude de sermos treinados e doutrinados pelos órgãos de outros paises, interessados somente em nossas  reservas naturais e impedir que surja, como já provaram, uma nova Nação independente do império no Cone Sul.

    As fontes de inteligência das Fôrças Armadas, têm seus quadros de inteligência e não passam as informações à presidência , o que poderia impedir ou pelo menos amenizar as espionagens feitas em nosso País!!!!

    Mas fazer o quê se os mesmos são mandados para os Estados Unidos fazerem seus cursos e ainda se sentem na obrigação de repassarem assuntos de interesse deles em detrimento do País.

    Há que mudar esta mentalidade, mas duvido que façam !!!!!!!!!!!!!!

    Cadê os militares nacionalistas ?????????????????????? 

      • Então…………..

        Marcelo, acredito que ainda haja, mas estão calados frente a avassaladora corrupção civil que se apossou dos órgãos ditos “democraticos”. Democraticos para roubarem, diga-se !!!!

        Os quinta-colunas, treinados e financiados por eles, não deixam muito espaço, pois ninguém em situações como esta, irá colocar a cabeça na forca. Quanto aos nossos órgãos de inteligências, so posso lamentar que estejam omissos e coadjuvando esta ilegitimidade, pois chegarmos ao que chegamos, sendo espionados, manipulados, monitorados e com o território nacional cheio de Ongs parasitas, além de mercenários e desestabilizadores, só poderia dar no que ldeu!

        Isto sem falar na imprensa prostituta, vendida, que obedece aos ditames dos seus patrocinadores, pensando apenas no seu umbigo, pois está mais claro que nunca, os propósitos que almejam, pois não passam de instrumentos nas mãos dos sugadores e parasitas !!!!!!!!!! 

  4. Perdeu !!!
    Não sei dos erros

    Perdeu !!!

    Não sei dos erros de Dilma em relação a ABIN, mas ficaria surpreso se a ABIN não tivesse participado ativamente da derrubada dela !! Agora, não adianta reclamar, e tome Etchegoyen !!!

  5. Foi tarde

        A ABIN não sabe até hoje o que é, os servidores “ABIN”, não suportam o pessoal da PF que lá estão “encostados”, os “PFs” + “ABINs”, detestam os militares que servem a agência, portanto é facil ver : A ABIN é uma grande bagunça, o coitado do Trezza – um administrador bom, mas que de serviços de intel não sabe nada – era uma “Rainha da Inglaterra”, só os “ABINs” respeitavam.

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