Fechamento da Ford em SBC terá efeito cascata sobre população, diz professor

Unidade que responde pela fabricação de caminhões e do Fiesta ameaça emprego de até 4.500 funcionários

'Vamos ter 100 mil pessoas afetadas diretamente por isso, considerando os fornecedores', alerta Bresciane (ADONIS GUERRA/SMABC)

da Rede Brasil Atual

Fechamento da Ford em SBC terá efeito cascata sobre população, diz professor

São Paulo – O anúncio do fechamento da fábrica da Ford, em São Bernardo do Campo, se concretizado, terá impactos negativos em cascata . De acordo com Luis Paulo Bresciani, professor de Administração na Fundação Getúlio Vargas (FGV), 100 mil pessoas serão atingidas diretamente, além dos efeitos secundários sobre a economia da cidade.

Segundo o especialista, imediatamente após o eventual fechamento, haverá um impacto num volume de dinheiro “gigantesco”. “Chega à casa de R$ 600 milhões ao ano, contando apenas os salários e rendimentos do trabalho. Se somar isso ao volume de negócios que deixarão de acontecer pela falta de renda dos trabalhadores e a retirada da empresa, o valor supera a casa do bilhão”, alertou o professor à Rádio Brasil Atual.

O Dieese, por exemplo, calcula que R$ 5 bilhões deixariam de ser movimentados em São Bernardo, já que a prefeitura e o governo estadual também deixarão de arrecadar impostos.

Bresciani lembra que o fechamento da unidade é um descumprimento da responsabilidade social da empresa. Ele também diz que a montadora aguardou a aprovação do programa Rota 2030, que manteve incentivos para a abertura de fábricas na região Nordeste, o que beneficiou a planta da Ford em Camaçari, na Bahia.

“Vamos ter 100 mil pessoas afetadas diretamente por isso, considerando os fornecedores. Nós temos que lembrar que a Ford acessa uma série de recursos públicos, e esse dinheiro não pode ser utilizado como alavanca para fechamento de unidades, afetando milhares de pessoas”, criticou.

Leia também:  Explode o modelo chileno de Paulo Guedes, por Andre Motta Araujo

Na quinta-feira (7), representantes dos metalúrgicos do ABC se encontrarão com a direção mundialda Ford, nos Estados Unidos, para tentar reverter a decisão. “É importante que haja solidariedade porque não estamos tratando só da permanência da empresa, mas do desenvolvimento da região e do país.”

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6 comentários

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  2. “Bresciani lembra que o fechamento da unidade é um descumprimento da responsabilidade social da empresa. Ele também diz que a montadora aguardou a aprovação do programa Rota 2030, que manteve incentivos para a abertura de fábricas na região Nordeste, o que beneficiou a planta da Ford em Camaçari, na Bahia.”

    Responsabilidade social?! Que isso? Tá pensando que os gestores de empresa privada, principalmente em cenário de desregulação – estado tomado por privatistas -, especialmente estrangeira e pior, dos EUA, sentem alguma responsabilidade social?

    A única responsabilidade desses gestores é com o lucro da empresa. Quer apostar quanto que essa firma será reaberta, que só admitirá sem nenhuma obrigação trabalhista, social ou fiscal e que a turma, morrendo de fome, vai aceitar? Esses gestores estão fazendo isso com a Venezuela, sabotando-lhe suas possibilidades de prosperidade faz tempo…

    Ou a gente continua firme e aumenta na reação ou esses gestores continuarão crescendo em abuso contra o trabalhador exponencialmente.

  3. Viva o capitalismo. O que importa é o lucro dos patrões, essa coisa de responsabilidade social é coisa de comunista! Não é assim?
    É daí pra pior…

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