Federação de caminhoneiros gaúchos não reconhece greve

Enviado por Almeida

Da Fecam/RS

FECAM SE MANIFESTA SOBRE A GREVE DOS CAMINHONEIROS

Palavra do Presidente
 
A Federação dos Caminhoneiros Autônomos do Rio Grande do Sul, tendo em vista o movimento de paralisação de transportadores de cargas iniciado nesta segunda-feira, vem a público declarar:
 
1º – Não reconhece a paralisação dos caminhoneiros denominados autônomos, pois na maioria dos piquetes há manifestantes pertencentes a pequenas empresas de transporte;
 
 2º – As entidades que sempre estiveram comprometidas com os caminhoneiros autônomos desse país e que, da década de 1990 têm atuado para conquistar, através de lei, medidas duradouras e favoráveis à categoria repudiam, veementemente, a pretendida tentativa de golpe contra a Democracia e à Constituição perpetrado por indivíduos estranhos à classe e a tentativa destes em usar os caminhoneiros autônomos como massa de manobra para suas intenções obscuras e ilegais.

3º – Um grupo intitulado “Comando Nacional do Transporte”, ao ser desqualificado como representante dos caminhoneiros autônomos nas paralisações do começo do ano, criou grupos nas redes sociais que usam de todas as formas forçar o impeachment da presidente da Repíublica e, em sua sanha aventuresca, tentam carregar de roldão trabalhadores honestos e honrados como os caminhoneiros autônomos
 
4º – A Fecam reconhece que no momento não está fácil, pelo contrário, a situação dos caminhoneiros autônomos está muito complicada, com fretes baixos, combustível alto, falta de local para descanso e insumos cada vez mais caros. Porém, através do Grupo de Trabalho Permanente do TRC, buscamos soluções urgentes, mas duradouras, e continuamos investindo no diálogo incessante como a maneira mais legítima e consolidada de buscar mudanças.
 
Claro que, se essas tentativas e tratativas forem, unilateralmente, descontinuadas ou descumpridas pelo Governo, seremos os primeiros a convocar o caminhoneiro autônomo e agregado a ficar parados, em casa, a fim de não sofrer consequências indesejadas, porém, demonstrando força e determinação como uma categoria que movimenta nas estradas mais de 70% da economia nacional.
 
O confronto somente será inevitável e absolutamente ligado aos assuntos dos caminhoneiros autônomos e agregados desse país se houver como consequência a ruptura nas negociações. Somos contra a paralisação por não representar os anseios da categoria e por servir apenas a interesses escusos e alheios a nós.
 
André Costa

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