Golpe: não basta raposa no galinheiro. Faltam mapa$ das mina$!, por Romulus

Golpe: não basta colocar a raposa para tomar conta do galinheiro. Falta dar a ela também o mapa das minas!

Por Romulus

Inacreditável: a “doutrina do choque” continua à toda no Brasil.

Antes que avance a inevitável reação da cidadania, os golpistas querem privatizar até

… o Serviço Geológico Brasileiro!

– Isso mesmo: querem vender o “mapa da mina”. Bem, na verdade o mapa de todas as minas do Brasil.

Para que entregar um campo de petóleo individualmente, uma mina no Pará ou um aquífero no Sul se você pode vender diretamente o mapa de todo o território nacional? Facilita, não? Os gringos veem o que interessa e compram em bloco de uma vez só.

Com essa nem Friedman nem Pinochet sonharam. Tome nota, Dona Naomi Klein: no Brasil o buraco é sempre mais embaixo.

*   *   *

Leio já com apreensão matéria intitulada “Temer inicia ‘abertura extraordinária para concessões’” aqui no GGN.

Apreensão?

Constato que é pouco!


Alguém avisa ao sujeito aplaudindo que essa quantidade de ouro – amarelo! – no dedo em vez de status denota mau gosto e cafonice? “Menos é mais”! Não sendo ele bicheiro patrono de escola de samba, recomendo maneirar no ouro. Ainda mais perto de quem está…

Chego ao final do texto e leio:

>> Somados aos projetos de 2017, também estarão os ativos da Companhia de Pesquisas e Recursos Minerais (CPRM) e os editais das usinas hidrelétricas de São Simão, Miranda e Volta Grande, hoje pertencentes à Cemig.

Li direito?

CPRM?

É isso mesmo?

A Companhia de Pesquisas e Recursos Minerais?

O Serviço Geológico Brasileiro?!

Oi?!

Passado o choque, indago a mim mesmo: que ativos que podem ser “concedidos” do Serviço Geológico?

– O belo palacete, sua sede, ali no aprazível bairro da Urca, no Rio de Janeiro?

– O Museu de Ciências da Terra, que fica ali dentro?

Ou…

Todos os dados sobre o solo, subsolo e hidrologia do Brasil hidrocarbonetos (petróleo, gás, xisto, etc.), minérios e recursos hídricos inclusos?

Ou seja: literalmente “o mapa da mina”?!

Sim, porque além do mapa da mina, que “grandes ativos” a CPRM tem para “conceder”?

Aliás, “concessão” de… dados?! Deve ser mais uma contribuição brasileira à civilização ocidental. A figurar no nosso panteão: ali, entre a jabuticaba e a depilação à brasileira, sucesso nos salões de beleza mundo afora.

Todas as empresas de petróleo têm de entregar ao Estado cópias dos dados de suas pesquisas sísmicas (2D e 3D), assim como eventual re-trabalho, com programas mais sofisticados, de dados aferidos anteriormente por outras empresas.

Entregam esses dados à ANP, por obrigação expressa contida nos contratos de concessão para exploração e produção de petróleo. “Exploração” – justamente do que tratamos aqui: a investigação do que existe no subsolo. Havendo descoberta e “comercialidade”, inicia-se o desenvolvimento (montagem das estruturas) e, finalmente, a produção (3 fases de operação no total).

Todas as concessões, mesmo que não resultem em descobertas, declarações de comercialidade e produção geram, por obrigação contratual dos concessionários, um acervo de dados geológicos da área concedida. Esse acervo, como dito acima, deve ser entregue à ANP. E de lá vai para o inventário da CPRM, no tal belo palacete da Urca.

Leia também:  Economia em tempos de Bolsonaro e Guedes, por Pedro Carajilescov

As empresas mineradoras têm de fazer o mesmo com relação às suas explorações.

Pergunto:

É esse o ativo a ser “concedido”?

Todo o acervo de informações geológicas e hidrológicas do território nacional acumulado em décadas de pesquisa? Inclusive por autarquias, universidades, e empresas estatais, como a Petrobras e (como fora) a Vale?

É sério isso ou é piada?

Bem, a não ser que Michel Temer e o notável Wellington Moreira Franco estejam ocupando suas mentes com a concessão do belo palacete da Urca e do museu em seu interior…

Talvez para a criação de um complexo turístico-hoteleiro temático: “hospede-se conosco e conheça todas as riqueza$ da nossa terra”!

Nesse caso, imagino tratar-se de um turismo “premium”, devidamente “gourmetizado”. Visando ao turismo de negócios, tendo como público alvo turistas do Norte com sotaque amerrrricanow, talvez?

*

É inacreditável!

A desfaçatez dessa gente não tem limite!

Exasperado, lembro até de citação suprema:

Essa é sim a “[sua?] alternativa de poder”, Ministro Barroso. Sou, então, obrigado a fazer coro com esse meu ex-professor:

– “Meu Deus!”

E digo mais, antigo mestre:

Não foi só na Economia que, como o senhor observou em Londres (onde mais?), “’eles’ escolheram os melhores nomes” não…

Na cozinha do Palácio do Planalto também, veja o senhor: Temer, Eliseu Padilha, Geddel Vieira Lima e… Wellington Moreira Franco!

Estamos bem, não?

– “Meu Deus!” (2)

*

Pensando bem, talvez a venda do Serviço Geológico Brasileiro (!) – custo a acreditar! – não chegue a chocar tanto o senhor como a mim, Min. Barroso.

Para ficar no reino mineral, não foi o senhor quem escreveu, em obra coletiva sobre concessões e agencias reguladoras – opa! – que “no Brasil se provou que na Economia o Estado é como um Rei Midas às avessas: todo o ouro que toca degenera para latão“?

[Perdoe pequenas imprecisões na transcrição. Cito de cabeça]

*   *   *

Lobby: raposa no galinheiro e com o mapa de mina. O que mais falta?

Falando em Rei Midas e riquezas minerais, olho aberto com aquele projeto de novo Código de Mineração do Dep. Leonardo Quintão, do PMDB de Minas Gerais – Oh! De que partido mais seria o deputado?

A não ser que tenha se afogado junto com o deputado na lama de Mariana, segue sendo aquele mesmo: o Código elaborado pelo escritório de advocacia das mineradoras.

Para que deputados e senadores quando o lobby da indústria pode perfeitamente escrever a lei que vai regê-la no lugar deles, não é mesmo?

Melhor que isso só se o lobby subisse também a rampa do Palácio do Planalto, não?

Peraí…

Ou ainda, se o lobby cuidasse ele mesmo do Serviço Geológico do Brasil!

Peraí… (2)

Se esse fosse o caso, faltaria o que mais? Entregar a cobrança de impostos e o controle aduaneiro das exportações também ao lobby da indústria?

Eita!

Melhor ficar quieto… nada de dar ideia a essa gente…

Cala-te, boca!

*   *   *

“Doutrina do Choque”: muito além de Friedman e de Pinochet

De fato a “doutrina do choque” continua à toda no Brasil, conforme o paradigma identificado por Naomi Klein. A autora canadense elenca diversas operações de blitzkrieg contra direitos sociais e de liberalização selvagem da economia, aproveitando a “janela de oportunidade” criada por contextos de “crise”.

Leia também:  Governo Bolsonaro cria fila de 1,3 milhão de pessoas esperando aposentadoria

No Brasil, antes que avance a – inevitável – reação da cidadania, os usurpadores correm para privatizar até… o Serviço Geológico e o seu inventário de dados.

Tome nota, Dona Naomi Klein: no Brasil o buraco sempre desce mais embaixo.

Com essa nem Milton Friedman nem Pinochet sonhavam. A Codelco, mineradora chilena do cobre, passou pelo golpe e continuou estatal. E isso, notem bem, sob as bênçãos dos Chicago Boys de Friedman.

Ora, riqueza mineral é coisa séria, rapaz!

Estritamente ligada à soberania nacional, não?

Não por outra razão o próprio Pinochet fez passar lei destinando fatia do faturamento da Codelco diretamente às forças armadas chilenas, sem ter de passar pelo caixa do governo e pelo orçamento. Afinal, para que serve o Estado – e as suas Forças – senão para proteger a pátria e as suas riquezas?

Algum militar da ESG – Escola Superior de Guerra poderia responder a essa pergunta?

Aliás, vejam que a coincidência entre Forças Armadas e riquezas minerais não se dá apenas no Chile não…

Notem: a ESG fica também ali na mesma Urca – na mesma rua! – um pouco depois do palacete da CPRM.

Será que os nossos especialistas em estratégia e geopolítica vão aproveitar a proximidade para ir lá prestigiar o leilão de privatização do “mapa das minas” brasileiras?

Em caso afirmativo, não deixem de fazer selfies… o momento será histórico!


Estou delirando ou aquilo ali no mar, atrás da bela península em que se encontra a ESG (casarão branco), do lado da ilhota rochosa, já é uma plataforma de exploração de petróleo? Caramba! Os caras não perdem tempo…


ESG em 1952: é o tempo passa mesmo…

*   *   *

Constato, ao reler o texto antes de publicá-lo, que, uma vez mais, dois nomes que marcaram o meu caminho estão juntos num mesmo post. Um, ex-professor, e outro, o Governador do Estado na minha infância: o Min. Barroso, do STF, e Wellington Moreira Franco, o leiloeiro do mapa da mina.

Inevitável que me venha à memória outra oportunidade em que ambos estiveram juntos aqui no blog um tempo atrás.

Lembra-se, Min. Barroso, da valiosa “lição de humildade” que o senhor dizia ter aprendido com o saudoso Darcy Ribeiro?

Meu antigo mestre contava o seguinte causo em sala de aula:

Em 1986, na campanha para a sucessão de Leonel Brizola no governo do Rio, formou-se um amplo consenso nos meios jurídicos progressistas para que se apoiasse o candidato do brizolismo: Darcy Ribeiro.

Para consagrar tal apoio, organizou-se grande evento, onde Darcy se dirigiria à nata dos juristas cariocas.

Pois bem.

Chega Darcy ao local e, sem cerimônia, passa duas horas falando apenas sobre índios do Xingu. Muito Kuarup e pajelança. E só.

Com a sua notória amabilidade e simplicidade, fala, termina o discurso, levanta-se e vai embora.

Há, então, uma perplexidade no recinto. Todos esperavam ouvir o que Darcy tinha a dizer sobre o Direito para os juristas ali reunidos.

Barroso conclui o causo com um ar de ironia e provocando risos em seus interlocutores:

– Não deixa de ser uma lição de humildade, não é mesmo? Ia ele falar de Direito para os juristas? Não… falou do que sabia melhor que ninguém: índios do Xingu e Kuarup. E ponto final.

Leia também:  N° 2 de Wajngarten e irmão “administrador” tem bens bloqueados por impostos, por Fernando Brito

Pois é, Ministro Barroso.

O causo é engraçadinho sim.

Mas mais pelo confronto de tipos de personalidade que ali se viu: pavões autocentrados vs. a humildade encarnada, como se fora personagem de um auto medieval!

Sim… esse choque é muito mais interessante do que propriamente uma suposta “falta de noção” de “bicho-grilo”, que não se digna a mudar a si para agradar o meio em que se encontra e atender a expectativas que não as suas.

Sim, humildade… mas também integridade e fidelidade aos seus princípios. Através do tempo – dos anos 50 até falecer nos anos 90  e do espaço – de um humilde CIEP na Baixada Fluminense até os palácios: Casa Civil ou Senado da República.

Ausência de deslumbramento ou intimidação…

Assim era o grande Darcy Ribeiro.

E assim não são outros…

Que exemplo, não, Min. Barroso?

Aliás, olha o que mais ele costumava falar:

Como Darcy é atual, não? Tanto as suas lutas, como as suas “derrotas” e as suas lições. Sem falar, é claro, do exemplo de vida.

Chefe da Casa Civil de Jango… criador do Parque do Xingu… fundador da UnB… idealizador dos CIEPs, com educação em tempo integral para os pobres… Senador…

E pode terminar a sua vida colecionando tamanhas “derrotas”.

Bem-aventurado! Esse entrou para a História pela porta da frente!

E por falar em História e em como entrar nela, uma das “derrotas” de Darcy, como o Min. Barroso bem sabe e deve ter lamentado (então), foi para…

… Wellington Moreira Franco. Justamente naquela eleição para o governo do Estado, em que Darcy falou de índios a Barroso e aos seus colegas doutores.

E “a humildade encarnada”, quando perguntado por jornalistas “como alguém da sua estatura perdera para alguém como Moreira Franco”, respondeu:

– Faltou voto, ora.

(suspiro…)

Em tempo: as voltas que o mundo dá…

O companheiro de Barroso hoje, vizinho na Praça dos 3 Poderes, é não outro que o mesmo…

… Wellington Moreira Franco!

Irônico, não?

Diante da dura realidade, parafraseio, mais uma vez, um famoso áudio vazado de Barroso:

“Meu Deus… [essa é sim] a nossa alternativa de poder”!

Quer dizer… a do Min. Barroso.

Não a minha.

Nem a de Darcy. 

*   *   *

Da série: precisa desenhar?


Repetida mesmo

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Sambas aleatórios do dia:

https://www.youtube.com/watch?v=x9MUGEpBCSg]
“Se gritar ‘pega ladrão!’, não fica um, meu irmão”

e

[video:https://www.youtube.com/watch?v=qqKgyJoVNCU
“É ladrão que não acaba mais”

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Quando perguntei, uma deputada suíça se definiu em um jantar como “uma esquerdista que sabe fazer conta”. Poucas palavras que dizem bastante coisa. Adotei para mim também.

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12 comentários

  1. É assustador quando você

    É assustador quando você COMPREENDE que isso tudo está sendo PATROCINADO PELA JUSTIÇA!

    É uma sensação de DESAMPARO ABSURDA!

    Começo a me sentir um excluído, um refugiado de guerra COM CERTEZA QUE ESSE TROÇO QUE CHAMAM DE PATRIA MÃE GENTIL não me dará abrigo, pelo contrário, me infligirá toda sorte de penalidades e castigos!

    Fazer meu pedido de socorro como refugiado a ONU!

     

  2. Naomi

    Romulus, tem outro livro que complementa o trabalho da Naomi Klein com perfeição, trata-se de:

    Confessions of an Economic Hit Man,  John Perkins.

  3. Sobre a entrega dos recursos naturais

    Impressionante. De fato , estamos impotentes diante do que está acontecendo. Esta é minha impressão. Mas há movuimento contrários. Mas isso não me conforta . Fico angustiado. Mas lembro de uma frase da minha vó. Quem vai muito sede ao pote ele quebra.
    Creio que haverá reação, inclusive das forças armadas da ala nacionalista, de maneira sutil para evitar melindres de intervenção militar, e evitar um ditadutra. Não é possível ter sangue de barata diante de tantos canalhas.

  4. lucro

    Deve existir (quem sabe, por favor, me diga) alguma vantagem para o pais em adotar esse ideário.

    Como os atores nasceram neste chão ou, ao menos, ser um pouco patriotas. Algum progresso futuro deve acontecer para justificar essa ação. 

    Ou (desconfio) os atores (não eleitos ou sim) que impõe essa agenda estáo exclusivamente a soldo do capital internacional?

    Ou, ainda, será puro “espírito de porco”?

  5. Teremos tempo de “estancar

    Teremos tempo de “estancar essa sangria, acabar com essa porra?

    Voltaremos à condição de colônia?

    É revoltante a sanha desses caras.

     

  6. Longe de qualquer “teoria de

    Longe de qualquer “teoria de conspiração”, “pesadelo” ou “simples entreguismo”, a doação do solo brasileiro é algo jamais visto em toda história. Toda esta subserviencia ao capital internacional deixa o “consenso de washington” no bolso.

  7. Não esta delirando

      É uma plataforma semi-submersivel, e o “ponto” branco entre a plataforma e a ilha, quase na linha do horizonte, é o rebocador que a está movimentando, possivelmente o morro esconde o outro que estabiliza a plataforma.

       Quanto a CPRM, pela lógica  ” wellingtoniana “, para privatizar o restante de nossos recursos naturais, para que eles ganhem preço, tenha competição, o abrir o mapa das minas seria uma condição básica para tornar estas vendas mais atrativas, diminuindo o risco de prospecção de seus futuros proprietários, mas quanto a Petrobrás, o pessoal externo já sabe de tudo, e faz tempo.

    • Frustrações

      Uma frustração minha é não ter ficado “embarcado”. Uma vez quase rolou uma visita a uma plataforma na Bacia de Campos.

      Eram outros tempos…

      Boom das commodities, Brasil menina dos olhos do mercado e do mundo, subindo de 7a para 6a economia, maior descoberta de petroleo em 3 décadas e o coroamento da “graduação” do pais diante dos demais: escolha da sede das Olimpiadas para 2016.

      Bons tempos:

      Quem diria que seria tão fácil de sabotar?

      Quem – da minha geração – achava que haveria, no seu tempo de vida, um golpe de Estado?

      Quem poderia saber que as 3 corporações públicas – Judiciario, MPF e PF – iam se fechar numa guerra de tudo ou nada contra um campo político, pouco importando a terra arrasada?

      Quem poderia saber que a mídia, jogando contra seus interesses econômicos não imediatos, ia articular esse exército?

      Quem poderia supor que a elite do funcionalismo público – procuradores e juizes federais concursados – regiamente pagos e com caros cursos de pos-graduaçao no exterior, eram tão simplórios? Com conhecimento de ciência política e de economia de um secundarista de escola de grotão?

      Aliás, até de Inglês… algo um tanto bizarro para esses americanófilos que confundem a narrativa da Disney, em Orlando, com a História real dos EUA.

      Fiquei com certo ceticismo com relaçao ao aproveitamento que essa “elite” fez dos cursos no exterior. Como pode alguem que fez LL.M. (?) em Harvard (?), como Sergio Moro, traduzir “rule of law” – de forma (pseudo!) literal – como “regra da lei” numa sentença?!

      Sim, ele o fez neste ano na Lavajato…

      Nas suas leituras em Harvard nunca percebeu que “rule of law”, expressão de “tão pouca importância”, significa “império da lei” ou “Estado de direito”. Coisa pouca… certamente do restante ele terá entendido tudo o que foi ensinado.

      Sério, gente: erro primário desses nem estagiário meu, na primeira semana de trabalho, cometeria. Se cometesse não era nem contratado, já que no processo seletivo eu cobrava – e eu mesmo corrigia – tradução de um texto jurídico em inglês. Dessa forma, não teria tido o prazer de ter Moro como estagiário…

      Mas eles vão além:

      Os slides de Powerpoint do Dellagnol hoje não deixam dúvidas: perfeito casamento de ignorância, burrice e má-fé.

      (dicas do meu amigo Ciro D’Araujo pelo twitter)

       

      Até os famosos “comentaristas de portal” acharam a peça acusatória do MPF um lixo inepto. Pergunta: isso importa no Brasil de hoje?

      Como se perguntou o meu amigo Ciro:

      – Na peça acusatória o MPF também pede a prisão do Sergio Abranches, por “criar” o “presidencialismo de coalizão”?

      *

      Nesse ponto tenho que concordar com um comentário repetido pelo André Araújo: quando que essas pessoas, “qualificadas”, conseguiriam os mesmos salários na iniciativa privada?

      Com o inglês do Moro e os powerpoints do Dellagnol??

      NUNCA!!

      *

      O resultado disso tudo nao poderia ser outro:

      Se me contassem em 2008, 2009, 2010 que estaríamos aqui hoje, nunca acreditaria.

      • É arte, não politica

            Teses para explicar nossa atual situação, e nosso futuro, não se encontram em Bobbio, Maquiavel, Keynes, Friedman, e outros, a situação esta mais para Salvador Dalí, Vasarely, talvez Volpi.

  8. Insignificante retoque

    “Notem: a ESG fica também ali na mesma Urca – na mesma rua! – um pouco depois do palacete da CPRM.”

    Esta referencia é da Escola de Guerra Naval.

    A ESG é localizada na Fortaleza de São João, no “final” da Urca.

    • Valeu!

      Valeu!

      De fato ja fui à ESG e nao lembrava de ser “na praia”.

      Era um predio ali quase no pe do Pao de Açucar…

      Mas enfim: confiei no google images…

      Nao faz mal: a paisagem é imbativel.

      Pequeno consolo diamte do conteudo que o golpe me força a abordar.

  9. + comentários

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