Para substituir cubanos, governo arrisca reduzir profissionais no Mais Médicos

Jornal GGN – Ontem (20), o ministro da Saúde Ricardo Barros anunciou mudanças relacionadas ao Programa Mais Médicos, como o reajuste da bolsa paga aos profissionais, a liberação para médicos brasileiros formados na Bolívia e no Paraguai e também a diminuição dos profissionais cubanos a partir de 2017. O governo pretende que até 4 mil médicos de Cuba sejam substituídos por brasileiros nos próximos três anos.

Este grupo de médicos vieram ao Brasil em 2013 e seus contratos vencem ainda este ano. Na última semana, um acordo para substituí-los foi definido entre o Ministério da Saúde, representantes do governo de Cuba e a Organização Pan-Americana de Saúde (Organização Pan-Americana de Saúde), que faz o intermédio para a vinda dos médicos.

Entretanto, o próprio ministro reconhece que substituir os profissionais cubanos depende muito mais da vontade dos médicos brasileiros do que de medidas tomadas pelo governo. “Os médicos brasileiros têm prestado a prova e são qualificados, mas na hora que são chamados, muitos não se apresentam para ocupar os postos de trabalho”, disse o Barros.

Em entrevista para uma rádio de São Paulo, o ministro também afirmou que espera que o “número maior de cursos de medicina que foi estabelecido produza uma quantidade de profissionais que motive estes profissionais a ocupar as vagas que, hoje, são ocupadas pelos médicos conveniados cubanos e de outras nacionalidades”.

Atualmente, o Mais Médicos conta com 18.240 médicos, 11.429 deles cubanos, atendendo em mais de 4 mil municípios. O programa começa no primeiro governo de Dilma Rousseff com o objetivo de suprir a falta de profissionais da saúde em cidades do interior e também nas periferias de grandes cidades do país.

A solução de “importar” médicos foi adotada justamente porque outros projetos não conseguiam preencher as vagas com profissionais brasileiros, como no caso do Programa de Valorização dos Profissionais de Atenção Básica (Provab). Lançado em 2011, o Provab queria atrair médicos recém-formados, e três mil cidades pediram 13 mil médicos. Na época, somente 4.392 se inscreveram no programa, e apenas 3.800 assinaram o contrato de trabalho, com uma taxa de ocupação menor que 30%. 

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7 comentários

  1. Este individuo alem de

    Este individuo alem de mediocre é um CANALHA.

    O objetivo dele é PRIVATIZAR o atendimento a toda a SAÚDE aos brasileiros.

  2. A ditadura stalinista do Governo Temer

    A ditadura stalinista do Governo Temer, por uma questão meramente ideológica, prefere ver brasileiros e crianças pobres sofrendo e morrendo, a receber tratamento de saúde digno de médicos cubanos muito melhor preparados que os brasileiros para atender a população em regiões distantes dos grandes centros urbanos.

    Por uma saúde pública sem ideologia: Fora, Temer! Fora, golpista!

  3. Dispensarão os cubanos que

    Dispensarão os cubanos que são especialistas em atendimento primário e extremamente dedicados, aprovados pela população e colocaremos no lugar coxinhas que batem o ponto e vão embora dar atendimento em clínicas particulares ou no consultório que o papai montou para eles

  4. Mais medicos
    Ha alguns anos esta novela se desenrola o programa mais medicos foi criado com multiplas intenções. No nosso pais gasta-se muito com a formação medica e creio que um profissional da area como qualquer outro quer ter o retorno do investimento e vida digna. Os profissionais formados em paises vizinhos e com raras exceções nao tem formação confiavel especialmente pela facilidade em comprar seus diplomas. O interessante é ver o governo estabelecendo uma bolsa que nao é igual as pagas para residentes por exemplo,nao dar dignidade no local de trabalho e querer que o profissional se fixe. Para quem nao é da area a discussão será sempre fulano é coxinha beltrano nao é.

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