Governo repassou R$ 2,6 milhões a faculdade de Gilmar nos últimos 8 anos

Foto: Agência Brasil

Jornal GGN – O governo federal revelou em matéria da Folha de S. Paulo, publicada nesta quarta (31), que o IDP (Instituo Brasiliense de Direito Público), faculdade cujo um dos sócios é Gilmar Mendes, recebeu nos últimos 8 anos cerca de R$ 2,64 milhões de patrocínio. Só em 2017, já foram repassados R$ 180 mil.

A informação veio à tona após o jornal cobrar explicações sobre a participação de Michel Temer em um evento do Instituto nos dias 20 e 21 de junho – poucos mais de 10 dias após o Tribunal Superior Eleitoral, presidido por Gilmar Mendes, retomar o julgamento da ação de cassação.

Segundo a Folha, Temer, ministros de seu governo, o diretor-geral da Polícia Federal Leandro Daiello, Cármen Lúcia e outras autoridades devem participar do “7º Seminário Internacional de Direito Administrativo e Administração Pública – Segurança Pública a Partir do Sistema Prisional”. O evento vai receber da Caixa Econômica Federal cerca de R$ 90 mil.

Apesar de dizer publicamente, desde o mensalão, que os governos do PT construíram e mantiveram ao longo dos anos um grande esquema de corrupção destinado a perpetuar o partido no poder, o IDP de Gilmar Mendes recebe patrocínio de estatais como os Correios, Banco do Brasil, Caixa, Eletrobrás e Petrobras desde 2009, quando Lula ainda era presidente.

Folha destacou que Gilmar já havia negado “conflito de interesse” em promover eventos patrocinados e com a presença de Temer. Em nota ao jornal, o ministro disse que “não é administrador do IDP, portanto não acompanha questões administrativas do Instituto”, e disparou contra a reportagem: “A própria Folha realiza eventos com patrocínio de diferentes empresas sem que haja questionamento de conflito de interesse ou suspeita de comprometimento da imparcialidade do jornal.”

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O IDP, por sua vez, argumentou que a Caixa patrocina seus eventos desde 2001. “Assim como outras empresas estatais como o Banco do Brasil, os Correios, a Eletrobrás, entre outras, que foram administradas nestes 16 anos por governos antagônicos entre si, além de inúmeras empresas privadas”, comentou.

Para o Instituto, “não existe limitação legal ou ética em um banco público patrocinar um seminário sobre tema tão relevante às instituições financeiras, como é a Segurança Pública”.

“Da mesma forma que a Folha de S.Paulo não se sente impedida de buscar patrocínios para os eventos que promove ou em anúncios publicitários, entre empresas que precisará denunciar em suas páginas, como aquelas envolvidas na Operação Lava Jato e em outras graves denúncias que os leitores esperam ver publicadas nas páginas do jornal com absoluta isenção”, afirmou.

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7 comentários

    • Apenas para os bons.

      Quando os representantes sérios da nova política chegarem ao poder, quando se iniciar a Era de Alpha Centauri, os recursos do Governo serão destinados apenas para “os bons”, não é nilo? O cara é lider de partido político, tem uma escolinha onde é acusado de fraude, sonegação fiscal, uso do cargo público em benefício privado (comprovado nos autos do processo), tudo é abafado, e a culpa é dos governos progressistas?

  1. 17-8=9

    Quer dizer então que a tal faculdade do Gilmar Mendes vem recebendo verbas públicas desde os tem pos de Lula e Dilma. É complicado entender esta convivência repulicana, mas, no frigir dos ovos, eu pago meu adversário para me atacar.

  2. essa matéria é do Leandro Fortes

    Olá, colegas,

    Esta matéria foi revelada pelo Leandro Fortes, em uma de suas publicações. A folha deu crédito???

     

  3. Isso é HEDGE da Folha? 1 vela p/Diabo e outra p/Nosferatu??

    A Folha claramente já embarcou no acordão.

    Da grande mídia só resiste – até ser enquadrada pelo verdadeiro PODER – a Globo.

    Gilmar é um dos redatores do acordão.

    Esse petardo – oh, descoberto agora apenas! – só pode ser hedge.

    OLHO NO “ACORDÃO”: MORO, JANOT E FACHIN DANÇANDO NESSE “BAILE”

    Por Romulus & Núcleo Duro

    Como temos registrado no blog, houve nos últimos dias muitas “piscadelas”, de um lado, e “exibição de músculo”, do outro, entre os diferentes atores do “baile” do acordão possível. E segue a valsa!

    Depois da confirmação, ontem, pela fonte de Fernando Morais de TODAS as nossas especulações, surge mais uma peça: Nassif revela hoje um dos vários “esqueletos no armário” que empurrarão, ao fim e ao cabo, a PGR e o MPF para esse acordão.

    Eis o que foi colocado na mesa de negociação ~hoje~:

     

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