Ibope: Para 79%, deputado que salvar Temer é “cúmplice de corrupção”

Foto: Agência Brasil
 
 
Jornal GGN – Uma pesquisa Ibope encomendada pela Avaaz mostra que o deputado federal que rejeitar a denúncia da Procuradoria Geral da República contra Michel Temer estará cometendo “suicídio político”. Isso porque 8 em cada 10 brasileiros acham que Temer deve ser investigado pelo caso JBS, e 7 em cada 10 afirmam que ficarão indignados se isso não ocorrer.
 
Outro dado alarmante para os deputados é que a maioria dos entrevistados admitem que vinculam os parlamentares dispostos a salvar Temer a casos de corrupção. Frente à afirmação “Acho que a denúncia é correta e o deputado que votar contra a abertura do processo é cúmplice da corrupção”, 79% dos entrevistados disseram que concordam com ela, 18% discordam e 3% não sabem ou não respondem. 
 
A frase “O deputado que votar contra a abertura do processo não merece ser reeleito em 2018” ainda aferiu que 73% de concordância, 25% de discordância e 2% que não sabem ou preferem não emitir opinião a respeito. A concordância com a abertura do processo é maior ainda entre os eleitores jovens (16 a 24 anos). Dentre eles, 89% concordam com a investigação do presidente.  
 
A abertura do processo é apoiada pela maioria dos eleitores em todas as regiões do país. Nos municípios com mais de 50 mil habitantes, mais de 82% são favoráveis à medida.  
 
Na média geral, 81% querem a investigação. Apenas 14% dos respondentes são contrários ao processo e aqueles que não sabem ou preferem não opinar representam 5% da amostra. Os deputados devem votar a questão nesta semana.
 
Para Diego Casaes, coordenador de campanhas da Avaaz, “os eleitores já se decidiram: votar a favor de Temer agora é suicídio político. 81% pedem que seus deputados descubram a verdade sobre Temer e protejam o Brasil dessa corrupção que está drenando os cofres públicos. Se eles nos ignorarem, serão rejeitados nas próximas eleições. Os brasileiros vão se lembrar disso em 2018.”
 
A sondagem foi feita por telefone entre os dias 24 e 26 de julho, e foram consultados brasileiros com 16 anos ou mais.

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