Israel volta a atacar Faixa de Gaza

Bombardeios ocorreram na região de Khan Yunis

do Ibraspal

Israel volta a atacar Faixa de Gaza

Por Lúcia Rodrigues

As forças de repressão israelenses realizaram nove ataques na madrugada desta segunda-feira, 18, em pontos da região de Khan Yunis, ao sul da Faixa de Gaza, que os militares afirmam pertencer ao Hamas.

Os ataques foram feitos por meio de drones e aeronaves militares F-16, que lançaram misseis sobre o território palestino. Ainda não há informação sobre vítimas.

A resistência palestina respondeu ao ataque disparando um míssil. Após o revide soaram sirenes na área industrial de Ashkelon, em Israel.

Soldados israelenses também mataram um palestino na tarde desta segunda-feira,18, em Gaza. Sabri Abu Khader, 24 anos, foi morto a tiros depois que militares atacaram um grupo que tentava entrar em Israel.

Uma criança palestina também morreu nesta segunda. Zakaria Hussein Beshbash, 13 anos, havia sido baleado no abdômen durante manifestação da Grande Marcha do Retorno e permaneceu vários dias em estado grave. 

Na última quinta, 14, também havia morrido outro jovem palestino ferido na manifestação da sexta-feira retrasada. Ahmed Zeid Tawfiq Al-Assi, 22 anos, tinha sido atingido na cabeça por uma bomba disparada por soldados durante a Marcha do Retorno, em Khan Yunis.  

Com informações da Quds Press e Quds News

 

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4 Comentários

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Jus Ad Rem

- 2018-06-19 04:09:44

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Soldados israelenses prendendo “terroristas” palestinos que atiram pedras nas tropas invasoras dos seus territórios:

Sou agnóstico, mas peço, pelo amor de Deus, que parem esse massacre de palestinos! Isso é uma COVARDIA!

 

 

 

 

 

rdmaestri

- 2018-06-19 03:19:38

Algum dia deixarei de ser somente antissionista?

Quando falamos com judeus de liberais ou de esquerda, sempre há um discurso pronto contra o governo de Israel, e a culpabilização dos partidos de extrema direita pelo massacre que está sendo levado a décadas contra o povo palestino, porém junto com esta recriminação quase sempre vem a desculpa da necessidade histórica de possuir uma terra devido a perseguição que os cristãos executaram durante dois milênios contra o povo judeu, culminando no genocídio perpetuado durante alguns anos na Europa.

Porém vamos recuperar bem a história. A famosa diáspora forçada do povo judeu, que para alguns  historiadores judeus nunca existiu, pois principalmente os Romanos não tinham o hábito de promoverem diásporas, mas sim de massacrarem todos os povos que se revoltavam contra o Império, deixa sérias dúvidas sobre os motivos da dispersão do povo judeu.

Mas mesmo que esta diáspora tenha sido promovida pelo Império Romano, o povo disperso teve alguns séculos para retornar a sua terra prometida. E certamente não retornaram pois acharam terras mais férteis e amenas, que para um povo que pastoril era uma situação lógica que vários outros povos fizeram.

Durante dois milênios, devido a preconceitos religiosos dos cristãos que atribuíam falsamente a morte de Jesus ao povo judeu, eles foram perseguidos e lançados de um lado a outro sendo que a uma grande parte conservou a sua religião. Os que são mais fundamentalistas, no judaísmo, negam a importância do Estado de Israel e simplesmente colocam que o mais verdadeiro é conservar a sua religiosidade com todos seus rigorosos princípios, princípios estes que para aqueles que os seguem com todo cuidado, trazem muitos inconveniente e dificuldades. As restrições religiosas impostas pelos livros santos são rígidas e tornam a vida do fiel bem complicada, porém eles não precisam retornar a sua terra prometida, pois a religiosidade está neles mesmos.

Porém a imensa maioria dos judeus que retornaram a palestina não eram religiosos, retornaram depois que um ser abjeto, que é sinônimo do pior que existe na natureza humana, provocou um massacre organizado de todos que eram supostamente judeus, assim como ciganos ou mesmo eslavos. Falo “supostamente judeus”, pois na realidade judeu é aquele que segue os princípios religiosos, e não alguém por uma herança genética que em dois mil anos de história se perdeu por completo. Quer dizer, me nego a realizar o mesmo crime feito pelos governantes nazistas de por árvores genealógicas fajutas, definirem quem era ou não judeu, pois isto é uma imensa farsa científica.

Porém, sempre vem o porém! Quem cometeu o crime? Foram os palestinos ou os governantes nazistas? Esses últimos apoiados por uma parte significativa da população alemã e com o conhecimento de vários líderes dos países ocidentais. Logo aí é que estão os criminosos, e se eles cometeram um crime eles que deviam ser punidos por seus atos bárbaros, e não um povo pacífico, que provavelmente possuem mais descendencia das tribos de Israel do passado, do que os judeus europeus. Este povo palestino se manteve pr séculos naquela terra árida e infértil da região que foi abandonada por outros.

Ou seja, qual o direito de alguém teve seus parentes e amigos torturados e massacrados por alguém, levar a punição para quem não participou disto. As guerras na região não foram produtos da continuidade do crime perpetuado na Europa, foram guerras de resistência a um invasor.

Um invasor que foi apoiado por milhares de outras pessoas, que se sentindo bem fora do Estado de Israel ficaram nos países que lhes acolheram como qualquer outro emigrante que se adapta a novas terras. Alguns conservaram a sua religiosidade permanecendo judeus quanto a religião e outro não, tornando-se cidadãos comuns numa nova terra. Porém estes, que longe da zona de conflito, longe do massacre do povo palestino, apoiam a necessidade daqueles que eles acham "parentes", para se livrar da opressão dos católicos europeus, massacrando um terceiro povo que nunca participou do crime.

Fica cada vez mais difícil naturalizar todo apoio de pessoas de fora do Estado de Israel, mas sendo considerado pelo Estado de Israel com mais direitos a terra do que aqueles que nasceram na Palestina, tiveram as suas casas e seus bens roubados para dar espaço a um grupo completamente estranho a toda história daquela região, pois estes acham que tem um direito de "sangue" histórico garantido por uma saga escrita como livro santo.

Para mim fica a cada dia mais claro a responsabilidade do massacre do povo palestino por estes simpatizantes distantes do Estado de Israel, que por mais que recriminem o governo atual por seus atos bárbaros, continuam a apoiar a ocupação da terra de outros, em nome de um direito de defesa contra quem não os atacou. Quem os atacou e perseguiu durante milênios em nome de umas palavras escritas noutro livro santo que acusou um povo de ter matado seu deus foram outros, os cristãos europeus e não os palestinos.

Acho que chega de um falso sentimento de culpa que cristãos tem no mundo inteiro, porque antigos cristãos perseguiram outro povo. Eu nunca persegui ninguém, nem ao menos discriminei ninguém pela religião que ele segue, e muito menos por uma falsa ascendência que em dois mil anos de história não deixou nenhuma marca genética que confirma uma identidade judaica, ou seja, é falso a união em um só povo.

Jamais, deixarei de ser antissionista para me alinhar ao antissemitismo, pois como simplesmente acredito que o judaísmo é somente uma religião, que poucos praticam, mas muitos tomam como uma marca de sangue, adotando um critério que o seu algoz implantou. E é a estes que pergunto, por quanto tempo deixarão o massacre continuar?

peregrino

- 2018-06-19 02:12:40

que horror...

e ainda há quem defenda que toda esta brutalidade foi dejada por Deus.................................

 (podem procurar na Bíblia, duvido muito que encontrem)

[[[por mais que matem, ou por mais matarem, sempre terão zero do Reconhecimento ou do Domínio Espiritual]]]

em outras palavras : tempo no "Céu" tornar-se-á cada vez mais curto

Renato Lazzari

- 2018-06-18 23:22:05

Hipocrisia de Calabar

Se dissesse que Israel e suas lágrimas de crocodilo ("Ah, como sou coitado, como sou inseguro...") se contentaria com a Palestina toda, ainda ia. Mas uma que transformaria os palestinos em semi-escravos, quase-cidadãos num apartheid, o que já vem sendo implantando á décadas. E outra que a conquista da Palestina seria só um passo para barbarizar árabes e persas. O que também já vem sendo feito através dos sionistas banqueiros, quando disfarçam suas condições de privados fingindo o status de estado nacional dos EUA para usar as forças armadas daquele país.

Alguma honra lhe restaria se assumisse que não é coitado coisa nenhuma, que muita água já passou debaixo da ponte desde o trágico Holocausto, água, ouro e sangue árabe suficientes para declararem suas pretensões de domínio mundial econômico e político.

Vai ver o Yom Kippur não é para perdoar ao próximo e sim para perdoar a si mesmo pelas atrocidades que vem praticando (ou por financiar e suportar quem o faz), algo como a aflição a que os cristãos se submetem se auto-flagelando.

"Jejuei, me afligi e me agredi, pronto... zerei os pecados e posso começar uma nova conta."

Parafrasando Chico Buarque em "Fado Tropical", de que adianta o coração "sinceramente" chorar se as mãos está ocupadas em "torturar, esganar e trucidar"?

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