Jungmann e executivos da Boeing reúnem-se por Embraer

 
Foto Divulgação
 
Jornal GGN – Raul Jungmann, ministro da Defesa, teve uma reunião ontem, sexta-feira, dia 12, com executivos da empresa aérea Boeing para tratar da Embraer. A Boeing pretende adquirir a Embraer, fabricante brasileira de aviões, e o ministro reafirmou que a manutenção do controle acionário da empresa pelo Brasil é questão de ‘soberania nacional’.
 
Jungmann reafirmou, segundo a Agência Brasil, que o governo não cederá o controle acionário da Embraer. Mas, por outro lado, se disse favorável a uma parceria entre as duas empresas. Há duas semanas, o ministro havia concordado com as negociações, mas descartou a hipótese de se vender apenas uma parte da empresa brasileira.

 
“Raul Jungmann se posicionou favorável a uma parceria entre Boeing e Embraer, mas defende que a manutenção do controle acionário da empresa brasileira é uma questão de soberania nacional, e não será transferida, nem irá à mesa de negociação entre as empresas”, informou o ministério da Defesa, pelas redes sociais.
 
Segundo a pasta, no encontro esteve a presidente da Boeing para América Latina, Donna Hrinak, dois vice-presidentes da empresa em nível global e o presidente comercial, Ray Conner. Do lado brasileiro, além de Jungmann, estavam presentes o comandante da Força Aérea Brasileira (FAB), Nivaldo Luiz Rossato, secretários do ministério e o diretor de Economia e Finanças da FAB, Heraldo Luiz Rodrigues.

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7 comentários

  1. Quem tem c. tem medo

    a prova cabal que os militares são o que pode barrar este golpe. Se a FAB não estivesse “contra” (a gente não sabe até quanto) a embraer já tinha ido pro ralo faz tempo!

  2. Eita! Jato não vai faltar

    Eita! Jato não vai faltar para transportar as malas de dinheiro. Viva os militares brasileiros! E será que dessa vez o Jungman devolve o dinheiro que ele e a do mulher do Noblat desviaram do Incra?

    Viva os militares brasileiros que tem um chefe a altura do patriotismo,  moral e honestidade das Forças Armadas.

    “Corrupto” mesmo só o Almirante Othon que se negou a entregar para os americanos o projeto nuclear brasileito. E os “mourões” nem se mexeram.

  3. Eu confesso que fico pasmo

    Eu confesso que fico pasmo como os economistas e administradores em geral não enxergam um palmo para além da planilha de lucros do ano que vem. Por isso aprovam e até se entusiasmam com a notícia da venda da Embraer à Boeing.

    Seria interessante ver como eles responderiam a este questionário (feito em parte com argumentos usados por eles mesmos e por estadunidenses que analisam nossa realidade):

    1) Você considera natural que um país agrícola, com imagem internacional de atraso e corrupção, seja um grande exportador de aeronaves de última geração?

    2) Você considera o Brasil o país ideal para projetar e montar aeronaves de última geração, diante do custo da mão de obra, infraestrutura logística, carga tributária, obrigações ambientais, crises sistêmicas periódicas, qualidade das escolas e universidades, instabilidade jurídica nos contratos etc.?

    3) Diante das respostas dadas às questões 1 e 2, justifique por que a Boeing, caso assuma o controle da Embraer, irá – a médio prazo – manter a maior parte das atuais atividades da Embraer no Brasil. 

    Seria ao menos uma forma de dizerem abertamente que na visão deles seria melhor “para a Embraer” (como se a empresa fosse uma pessoa ou coisa assim) se libertar do Brasil e se tornar grande de fato.

    Pensando bem, os comentaristas esportivos falam o mesmo – há anos – sobre a exportação dos craques para a Europa, e todo mundo acha a coisa mais normal do mundo… que tristeza.

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