Jungmann: Prestígio das Forças Armadas permanece “nos mesmos níveis”

Foto: Agência Brasil
 
 
 
Por Ana Cristina Campos
 
Da Agência Brasil
 
 
O ministro extraordinário da Segurança Pública, Raul Jungmann, disse hoje (11) que o governo não tem “conhecimento oficial” do memorando da CIA (serviço de inteligência dos Estados Unidos) que revela que o ex-presidente Ernesto Geisel (1974-1979) autorizou o Centro de Inteligência do Exército (CIE) a continuar a política de execuções sumárias contra opositores da ditadura militar no Brasil adotadas durante o governo de Emílio Garrastazu Médici.
 
“Para se ter um pronunciamento oficial a respeito desse assunto, nós não podemos ficar apenas, não estamos aqui a desconsiderar nem desfazer de nenhuma notícia ou reportagem, mas é preciso ter acesso oficial de governo a governo para se poder fazer um comentário que se possa e que se deva fazer no caso de as informações serem, de fato, confirmadas”, disse o ministro, após o lançamento da Operação Tiradentes II – força-tarefa de 24 horas de todas as forças militares estaduais para ações de segurança pública.
 
O memorando, agora tornado público pelo Departamento de Estado dos EUA, data de 11 de abril de 1974 e é assinado pelo então diretor da CIA Willian Colby e endereçado ao secretário de Estado dos EUA na época, Henry Kissinger. Nele, Colby detalha que Geisel, ao assumir o poder, foi informado de que 104 pessoas haviam sido mortas em 1973 pelo governo de Emílio Garrastazu Médici (1969-1974). Na ocasião, o Centro de Informações do Exército (CIE), órgão responsável pela política de tortura e assassinatos de adversários políticos da ditadura, recebeu autorização de Geisel para manter o método, mas restringido aos “casos excepcionais”, que envolvessem “subversivos perigosos”. Além do aval do Palácio do Planalto, as execuções também deveriam ser precedidas de consulta ao então diretor do Serviço Nacional de Informações (SNI), general João Baptista Figueiredo, sucessor de Geisel na Presidência da República, entre 1979-1985.
 
Jungmann ressaltou que o prestígio das Forças Armadas permanece “nos mesmos níveis em que se encontram até aqui”. “Por uma razão muito simples: as Forças Armadas brasileiras são um ativo democrático que o país hoje tem. E isso, evidentemente, que não é tocado por uma reportagem. Chamo a atenção: não temos acesso a documentos oficiais e isso só poderá acontecer, ou seja, um pronunciamento oficial, quando tivermos acesso direto a esses documentos”, acrescentou.
 
Sobre um possível pedido ao governo norte-americano dos documentos, Jungmann disse que esta não é uma decisão da sua pasta. “Não é minha área, não é decisão minha, mas eu acho que alguma deve ser tomada. Vocês estão me cobrando algo que não é da minha área, então não tenho como responder. Não vou invadir uma outra área. Eu fui ministro da Defesa, não sou mais. Hoje estou na área de segurança. Quem deve tomar essa decisão são aqueles que são responsáveis por essa área. Não me cabe, portanto, invadir a competência de outro ministro e muito menos uma decisão governamental”, disse a jornalistas.
 
Interesses políticos
O secretário Nacional de Segurança Pública, general Carlos Alberto dos Santos Cruz, também afirmou que a divulgação do documento da CIA não afeta o prestígio das Forças Armadas nem a intervenção federal na segurança pública no Rio de Janeiro. Ele vê motivações políticas na divulgação do memorando.
 
“Eu acredito que não arranhe em nada o prestígio das Forças Armadas, até mesmo porque tem que ler com bastante profundidade este tipo de documento e não ficar só na manchete. Esse ano é um ano eleitoral. É uma eleição que vem com pesquisas. Foram publicadas várias notícias de um número maior de militares participando nessa próxima eleição. Tem que ver os interesses políticos nesse tipo de divulgação”, disse.
 
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8 comentários

  1. Pode não ser muito nobre da

    Pode não ser muito nobre da minha parte mas… “gosto que me enrosco” de ver Jungmann e os golpistas todos  negando o que não tem como negar. O que aparentemente é mero cinismo em pouco tempo se torna demência, loucura incapacitadora e garante que a inevitável intransferível seja dolorosa e longa.

    Ainda assim creio que melhor seria fazer como determinado brigadeiro que pessoalmente presenciei: inquirido sobre a “redentora”, numa cerimônia de formatura da EPCAR por pais prá lá de coxinhas bolsonaristas, respondeu com firmeza e altivez: “Não foi algo de que nos orgulhamos”.

  2. Prestígio das FA caiu abaixo

    Prestígio das FA caiu abaixo de zero. Já se sabia que eram completamente burros em termos econômicos e sociais. Neste ano ficou-se sabendo que, além de burros, são vira-latas a serviço do Tio Sam para quem, além de ficarem alegremente de quatro, também atuam como matadores de aluguel.

    Quem nunca nos esqueçamos quem é essa gente: traidores e assassinos.

  3. O prestígio das FFAA é tão
    O prestígio das FFAA é tão grande, que Julgmam disse que não tem como combater as melicias no RJ.

    Julgmam fala pelo exército.

    Caraca ! Se não tem como combater as milícias do RJ, como irão combater o exército Paraguaio caso resolvam invadir o Brasil.

    Caraca, o bagulho é doido ! como dizem os jovens.

  4. EU TAMBÉM ACREDITO! Omi qual!

    EU TAMBÉM ACREDITO! Omi qual! Eu acredito que nada nesse mundo seja capaz de arranhar o prestígio das Forças Armadas brazuca.

    Um Exército de bravos e corajosos que, no passado. Já em 1896 enfrenta a Grande Guerra de Canudos. Em 24 de novembro daquele ano, é enviada a primeira expedição militar contra Canudos, vila situada no interior da Bahia. A expedição militar sob comando do Tenente Pires Ferreira, despachado para o campo de batalha para enfrentar as tropas do poderosíssimo exército do “perigoso lider Monarquista” Antonio Conselheiro, no interior da Bahia.

    O Tenente e seus bravos não resistiram nem ao Primeiro Round. Colocaram o rabo entre as pernas e, se picaram. O arraial de Canudos e, os seus poderosos e bem armados soldados, digo, maltrapilhos camponeses, armados com sofisticados pedaços de paus, facão, badogue e facas ponteagudas. Estes eram os homens do poderoso Exécito do general Antônio Conselheiro. Que, ainda assim,  conseguem rechaçar, desbaratando as 3 primeiras expedições do brioso exercito verde-amarelo, pondo-os a correr no meio do mato. Mas, na quarta expedição, os canarinhos, digo, os periquitos, destruiram tudo com muita bravura.

    Depois, teve a Guerra do Contestado. Teve também o heróico episódio da Revolta da Chibata. Nada porém, pode ser comparado ao heróica Revolução Redentora de Primeiro de abril de 1964, quando o generão Vaca Fardada, digo, gal. Mourão. Invade o Brasil para tirá-lo das garras vermelhas comunistas. Amém!

    Orlando

  5. Depois da noticia “vazar” no

    Depois da noticia “vazar” no The Guardian, seria interessante melhorar as “Relações Públicas” fora do Brasil, pois notinhas deste tipo enganam muito facilmente somente dentro Brasil…

    Isso mostra que essa notícia interessou, senão não teria sido publicado e não foi uma notinha qualquer…

    Vou repetir…

    Povo que se deixa enganar por informações midiáticas de segunda categoria, evidenciando baixa cultura = BOBO.

    O Brasil é um pais rico em minerais, biodiversidade, água e petróleo = RICO.

    Interesse internacional para apropriação de riquezas demonstrado nos últimos séculos através de guerras e saques = LADRÃO

    Somando BOBO + RICO = LADRÃO

    Considero desenhado…

    O brasileiro continua sendo enganado diariamente, e os golpistas felizes da vida pois apenas com mentiras se apoderaram de um país…

    Só que há outros olhos capazes de entender e que não estão no Brasil e não têm nenhum laço de amizade ou demonstrariam respeito a quem engana para roubar…

    Nosso futuro será turbulento…

  6. Prestígio permanece

    Ao nível do chão.

    A rede globo puxando o saco do imbecil e troglodita figueiredo, burro feito porteira.

    Nunca me esqueço.

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