Juristas e movimentos sociais pedem impeachment de Temer hoje

 
Jornal GGN – Juristas e movimentos sociais incentivados pelo PT devem protocolar nesta quinta (8) mais um pedido de impeachment de Michel Temer, agora associada à crise Calero. Temer é acusado de agir em favor dos interesses pessoais do ex-ministro Geddel Vieira Lima. Geddel saiu do governo após admitir que pressionou o ex-ministro da Cultura Marcelo Calero a liberar uma obra residencial embargada por um instituto de proteção ao patrimônio histórico, em Salvador (BA).
 
Com 37 páginas, a peça de impeachment mostra que Temer, ao admitir ter “arbitrado” o conflito em favor de Geddel, praticou advocacia administrativa e infringiu a lei de probidade administrativa.  O pedido será protocolado na Câmara, é assinado por quatro juristas e cerca de 16 representantes de movimentos sociais.
 
“Além de tolerar a conduta ilegal de Geddel Vieira Lima, há fortes indícios de que o presidente da república usou da interveniência de dois outros subordinados para consubstanciar o atendimento a uma solução ao caso, contrária à firme deliberação do ministro titular da pasta responsável pelo tema, Marcelo Calero”, afirma o documento.
 
 
Temer é alvo de outro pedido de impeachment, cobrado nesta semana pelo ministro Marco Aurélio Mello, que já determinou a instauração de uma comissão especial para analisar a denúncia. Lideres de apoio a Temer não indicaram nomes para a comissão, e por isso o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), ainda não acolheu a ordem de Mello. Temer, neste caso, é acusado de assinar os mesmos decretos que derrubaram Dilma Rousseff do poder pelas alegadas pedaladas fiscais.
 
Assinam a peça da denúncia envolvendo o caso Calero Alexandre Conceição (MST), Carina Vitral (UNE), Carolina Tokuyo (Fora do Eixo), Carolina Proner (jurista), Clayton (Mídia Ninja), Denildo (Comunidades Negras Rurais Quilombolas), Edson da Silva (Intersindical), Gabriel dos Santos (ANPG), Guilherme Boulos (MTST), Ivanete Oliveira (UNEGRO), Juvelino Strozacke (jurista), Leonardo Yarochevsk (jurista), Luana Pereira (Levante Popular), Lúcia Rincón (UBM), Marcelo Neves (jurista), Raimundo Bonfim (CMP), Sonia Bone (APIB), Vagner Freitas (CUT) e Wanderley (CONAM).
 
Confira o documento, na íntegra, no anexo abaixo.

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12 comentários

  1. Que imbecilidade !!! Querem

    Que imbecilidade !!! Querem abreviar esse governo, eliminar o intermediário e botar FHC na presidência.

    Depois da postura vergonhosa do Jorge Vianna, agora esses imbecis vão pedir o impeachment do Temer !!!

    Ajuda mais o Efeagacê que tá pouco 1!!!!

  2. 1º) Estamos em uma ditadura e

    1º) Estamos em uma ditadura e não cabe “impeachment”.

    2º) O mafioso foi empossado pelos ditadores golpistas da câmara e do senado! Agora vão votar contra êle?

    3º) Seria um processo igual ao da Dilma que demorou um século! se for, estarão dando mais tempo de governo ao traidor do que êle mesmo espera! Como estamos em uma ditadura ferrenha mafiósa, de início temer tem que ser sumáriamente deposto e o parlamento fechado pelas forças armadas. E continuamos querendo os nossos votos de volta com a volta deDilma Roussef, ou qualquer outro político da confiança dela que seja indicado por ela / seu partido. Filhodaputa nenhum é mais do que nóis para roubarem os nossos votos! Principalmente déssa máfia formada por fhc e seus demotucanos / peemedebistas traidores golpistas, stf, grande imprensa globo e todos os parlamentares golpistas criminosos delatados.

  3. Sugiro algo mais amplo = não

    Sugiro algo mais amplo = não só impeachment de temer, mas de toda nossa elite. E aí importemos alguma. Acho que a colombiana já serviria rss 

  4. O céu ou inferno?

    Mais uma vez, através deste pedido de impeachment contra o golpista Michel Temer, será colocada à prova o nível da ética, da moral, da imparcialidade, da honra, da transparência, do caráter, do respeito a constituição, do respeito aos eleitores, do respeito a população e do respeito e da verdadeira intenção de fazer do Brasil, um país honrado, respeitado, admirado e colocado no caminho do desenvolvimento social, científico, tecnológico, cultural e industrial. Mais uma vez, deputados e senadores, que tantas decepções, que tantas vergonhosas e repugnantes decisões tem feito contra o povo e nação, mais uma vez ganham a oportunidade de minimizar essa indecente e inescrupulosa dívida, que contraíram sem nenhum arrependimento. Vamos aguardar, sem muitas esperanças, qual será o movimento dessa classe, que hoje recebe da população uma avaliação cujo adjetivo se torna impublicável, por tão hedionda que se faz para todo o país. Vamos aguardar se movimentam-se em direção céu ou se chafurdam mais adentro di inferno em que estão.

  5. Pedido

    que será arquivado no senado renanrista e logo após incinerado no STFascista de Carmén Lúcia.

    Vamos ao próximo lance do jogo: quando será a posse de FHC ou Aécio névoa como primeiro ministro?

  6. É tudo que os tucanalhas querem

    O impeachment de Michel Temer vai favorecer ainda mais os tucanalhas e eles colocarão um deles indiretamente como presidente quando o Temer cair. O certo é a volta da Dilma e prender todos os golpistas. Será que o PT ainda não entendeu o golpe? Será que o PT acredita que os golpistas não irão massacrar todo tipo de movimentos progressistas?

     

  7. A gang do Temer: bons pra roubar, incompetentes para governar

    O sorvete na testa da Turma do Pudim. Toledo conta a tragédia de “uma ideia genial”

    Ainda há, para o bem do jornalismo pátrio, quem conte a coisa como ela é. José Roberto de Toledo faz isso, hoje, no Estadão, na mais perfeita e clara descrição do enredo que acabou no trágico episódio de ontem no Supremo Tribunal Federal.

    Seu artigo, que reproduzo abaixo, é a obra-prima da clareza que não vemos, senão de forma bissexta, nos grandes jornais e na televisão, agora transformados e tribunais morais (e padrão inquisição), onde os repórteres e  comentaristas dão lições de acordo com as conveniências políticas.

    O vazio presidente golpista, cercado das nulidades que o nada pode atrair, armou uma arapuca e nala própria caiu.

    Harmonia na crise

    Jose Roberto de Toledo

    Foi uma patetice espetacular mesmo para o circo brasiliense. Na semana passada, articuladores de Temer acharam que desgastar Renan Calheiros era uma boa ideia: ele atrairia a ira das ruas para si ao tentar votar, no atropelo, o chamado pacote anticorrupção. Melhor Renan do que o presidente, pensaram. Armaram a arapuca, e o senador ficou isolado no plenário. Perdeu por 44 a 14 sua tentativa de dar urgência à votação do projeto.

    De fato, pareceu que só Renan queria anistiar a turma. Mas aquela quarta-fera era apenas o prólogo do espetáculo.

    As faixas contra o Congresso e os gritos de “Fora Renan” no domingo encorajaram, no dia seguinte, o ministro Marco Aurélio Mello, do STF, a afastá-lo liminarmente – por considerar que um réu como o senador não pode substituir o presidente da República em caso de necessidade (ele é o segundo na linha sucessória).

    Aí o governo percebeu o que fizera. Começou a tentar recolocar para dentro o que deixara escapar com sua obra: o pródigo gênio que fugira da garrafa – na falta de metáfora menos pior.

    Temer e o que restou de seu time se deram conta de que o afastamento de Renan implicaria dar ao PT, na figura do vice-presidente do Senado, Jorge Viana, o controle do ritmo de votação das reformas constitucionais. Numa só tacada, a manobra anti-Renan ressuscitara a oposição e colocara em risco a única razão de ser do governo peemedebista. Bateu o desespero.

    Vale lembrar que a confiança no governo é tão tênue que Temer e seus aliados tucanos precisam dizer dia sim e dia também que a equipe econômica de Henrique Meirelles está prestigiada. Tal qual cartolas de um clube de futebol prestes a cair para a segunda divisão, apelaram ao Tapetão.

    Primeiro, trataram de prestigiar Renan. Não sem o apoio do governo, a Mesa Diretora do Senado referendou-o na presidência da Casa, enquanto suas secretárias driblavam o oficial de justiça do STF que deveria notificar o senador do afastamento. A manobra que começara dias antes como tentativa de entregar Renan aos leões se transformava em improvisada operação de resgate.

    A protelação não bastava. A Turma do Pudim e demais comensais tiveram a ideia de convencer o plenário do STF a desfazer o que Marco Aurélio fizera. A presidente do STF, Cármen Lúcia, pautou o julgamento para o dia seguinte, e emissários convenceram magistrados a seguirem a tese que seria apresentada pelo decano Celso de Mello: Renan segue presidindo o Senado, mas não entra mais na linha sucessória de Temer. A “jabuticabum” suprema.

    Ganharam o julgamento, graças aos votos dos ministros de sempre e de uma ou outra adesão de última hora: 6 a 3. Tudo com muitas mesóclises e citações latinas para dar a impressão de que as instituições estão funcionando em harmonia. De fato, estão harmonicamente em crise.

    O resultado da operação “fica Renan” foi associar ainda mais o governo à imagem de réu do presidente do Senado e, de carona, acabar com a pose do Supremo. Nas redes sociais, nunca se viu tantos petistas e antipetistas convergirem contra o STF. Projetada como Plano C, para o caso de o governo Temer fracassar, Cármen Lúcia deixou ontem de ser a unanimidade em que tentavam transformá-la.

    Cumpre-se a profecia de que nenhum Poder fica imune a uma crise de confiança deste tamanho. Ela contaminou o Executivo e expeliu Dilma Rousseff. Depois, o Legislativo de Renans e Eduardos Cunha. Agora, atingiu a última instância do Judiciário.

    É nesse cenário que o governo tentará convencer quem tem menos de 50 anos a trabalhar até morrer, se conseguir emprego.

     

  8. A Constituição de 1988 foi
    A Constituição de 1988 foi rasgada durante o Impedimento mediante fraude de Dilma Rousseff.

    Ontem o que restava de normalidade constitucional foi banida do cenário político em razão do acordo espúrio entre o STF e o Senado Federal.

    Todas as propostas de Michel Temer (congelamento de investimentos sociais, redução de direitos previdenciários e trabalhistas, privatização do ensino e da saúde) terem mortalmente a Constituição cidadã.

    A esquerda, contudo, segue agindo como se nada tivesse acontecido. Insiste em exigir o cumprimento de uma Constituição cuja validade tem sido ignorada pelo Executivo, Legislativo e Judiciário.

    Pior… como em 1964 as lideranças de esquerda nutrem a ilusão de que podem derrotar o usurpador com manifestações estudantis.
    http://jornalggn.com.br/blog/fabio-de-oliveira-ribeiro/a-esquerda-e-as-ilusoes-estudantis

    Caminhamos para o abismo.

  9. Não sei em que mundo esse

    Não sei em que mundo esse povo vive.

    Com esse congresso dos 360/60 na passa nada.São todos amigo, com o apoio da Globo e agora declarado STF.

    Pode pedir quantos impeachment quiserem.

    Primeiro que não será colocado e votação. Segundo, se colocado em votação, não passa, será estancado pela barreira dos 360/60.

    O Temer só cai quando a Globo queiser.

    Bobabem ! Perda de tempo !

  10. Essa esquerda… invés de

    Essa esquerda… invés de ajudar, piora. A queda do Temer sempre esteve nos planos da direita, desde quando o golpe começou a ser desenhado. Respaudam e legitimam o golpe. Eles querem o FHC, Rodrigo Maia ou a Carmem Lúcia?

  11. + comentários

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