Lava Jato cumpre 53 mandados expedidos pelo Supremo, inclusive na casa de Collor

Jornal GGN – A Polícia Federal, em conjunto com o Ministério Público Federal deflagrou nesta terça-feira (14) a Operação Politéia, que tem como objetivo o cumprimento de 53 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, referentes a seis processos instaurados a partir de provas obtidas na Operação Lava Jato.

Segundo informações do Estadão, por volta das 7h, uma das residências do senador Fernando Collor (PTB) foi alvo da ação da Polícia Federal, além dos senadores Ciro Nogueira, presidente do PP, e Fernando Bezerra Coelho (PSB), que atuou na campanha de Eduardo Campos (PSB, morto em 2014) à Presidência da República. Os três contas na lista de políticos investigados por corrupção na Lava Jato.

Os mandados, que foram expedidos pelos ministros Teori Zawascki, Celso de Mello e Ricardo Lewandowski, estão sendo cumpridos no Distrito Federal (12), bem como nos estados da Bahia (11), Pernambuco (8), Alagoas (7), Santa Catarina (5), Rio de Janeiro (5) e São Paulo (5). Cerca de 250 policiais federais participam da ação.

As buscas ocorrem na residência de investigados, em seus endereços funcionais, sedes de empresas, em escritórios de advocacia e órgãos públicos.
 
As medidas decorrem de representações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal nas investigações que tramitam no Supremo. Elas têm como objetivo principal evitar que provas importantes sejam destruídas pelos investigados.
 
Foram autorizadas apreensões de bens que possivelmente foram adquiridos pela prática criminosa.
 
Os investigados, na medida de suas participações, respondem a crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, fraude a licitação, organização criminosa, entre outros.
 
Politéia, em grego, faz referência ao livro “A República” de Platão, que descreve uma cidade perfeita, de virtudes, onde a ética prevalece sobre a corrupção.

Com informações da PF e do Estadão

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10 comentários

  1. A “obra” de Sérgio Moro já

    A “obra” de Sérgio Moro já destruiu 14 mil empregos nos estaleiros

    14 de julho de 2015 | 01:38 Autor: Fernando Brito

    O navio aí em cima, o Cidade de Maricá, é uma bela imagem, e está sendo completado a todo vapor, mas é uma exceção. Ele está atracado ao lado do Estaleiro Mauá, que vive o drama de uma pré-falência, mesmo com três navios tanque em seu cais, quase prontos, esperando os acabamentos para que possam levar derivados leves de petróleo. Estão parados, como parados estão os mil trabalhadores do estaleiro.

    O Sindicato da Construção Naval divulgou, semana passada, os números do emprego nos estaleiros.

    De dezembro a junho deste ano, os estaleiros, em todo o país, fecharam 14.472 postos de trabalho: o número de trabalhadores caiu de 82.474 para 68 mil, agora.

    A quatro pessoas na família de cada trabalhador desempregado, são perto de 60 mil brasileiros  em dificuldades.

    E uma inflexão na chamada “curva de aprendizado” essencial para o desenvolvimento tecnológico da construção de navios que cobrará seu preço por muito tempo depois da esperada recuperação do setor.

    Os dados do Sindicato confirmam aquilo que se escreveu aqui há 15 dias: já perdemos dois anos de avanços na cadeia industrial ligada ao petróleo, ao menos em matéria de emprego, como você vê no quadro ao lado, na primeira queda, em uma década, do número de trabalhadores na construção naval, como você vê no quadro ao lado.

    O Brasil perdeu sondas e cascos de navios-plataforma quem diante das dificuldades dos fornecedores nacionais, tiveram de ser encomendados na Ásia.

    Logo, com a entrada de operação de novos poços, vamos precisar de navios de grande porte, os “aliviadores”, que recolhem o petróleo nos navios-plataforma e o transporta para as refinarias ou os leva aos terminais de exportação.

    Se não recuperarmos rapidamente a nossa capacidade de produzir grandes embarcações, teremos de recorrer a afretamentos no estrangeiro.

    E indústria naval não é algo que se reconstrua do dia para a noite.

    Aí está o resultado da devastação provocada por  uma investigação conduzida de forma a fazer de todos suspeitos ou culpados antecipadamente, como faz o Dr. Sérgio Moro.

    Ele, realmente, faz diferença.

    Para pior.

  2. Moro pega Collor.Aécio? Não

    Moro pega Collor.
    Aécio? Não vem ao caso!

    Lava Jato vai atrás de outro aliado da Dilma

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    O Senador Collor tem sido um dos únicos críticos no Congresso da ação Lava Jato e do papel do Procurador Janó.

    Veja aqui e aqui.

    Deu no que deu.

    Nessa manhã de terça-feira 14/07, ocorreu a 791ª operação derivada da Lava Jato, uma tal de “Operação Politéia”.

    Nasceu da 3.017ª delação pressionada.

    Segundo a Fel-lha (ver no ABC do C Af):

    A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão nas residências de Collor em Brasília e em Alagoas. Os policiais também foram à TV Gazeta, no Estado nordestino, que pertence à família dele.

    (…)

    Ao todo, a polícia cumpre nesta terça 53 mandados de busca e apreensão –no Distrito Federal (12), na Bahia (11), em Pernambuco (8), em Alagoas (7), em Santa Catarina (5), no Rio (5) e em São Paulo (5).

    Como se sabe, o Aecím também foi “citado” na Lava Jato.

    Mas, como é tucano, não vem ao caso.

    Jamais será importunado às 6 da manhã com uma visitinha da PF, a dos delegados aecistas.

    Imagine!

    Um aecista despertando o ídolo, tão cedo!

    Coitado do Anastasia – pagou o pato!

    Não deixe de assistir ao Mino sobre a remotíssima possibilidade de o Moro ser o nosso Jim Jones e leia também sobre a falta de um macho neste país para impedir que o Moro extinga a PEA (População Economicamente Ativa).

    O Governo está acoelhado, com medo do Moro.

    Só quem não tem medo nenhum são os tucanos !

     

    Paulo Henrique Amorim

      • Foram expedidos por ordem

        Foram expedidos por ordem divina do DEUS Moro.

        ou será que os ministros acrodaram de mau humor e decidiram: vamos arrebentar com alguém hoje.

  3. E na casa do Cunha, que dia

    E na casa do Cunha, que dia vai ser?

    E na casa do Aécio?

    E na casa do Paulinho?

    E na casa do Caiado?

  4. Investigar (e vazar) ou não investigar, eis a questão

    É atribuído ao “grande” “filósofo” e “pensador” Roberto Marinho, que era, também, dono de jornal, algo como, “O Importante não é o que publico, mas o que NÃO publico.”

    Nessa Lava Jato descobrem-se toda semana indícios contra políticos do PT, PTB, PP, PSB, PMDB, mas, surpreendentemente, nenhuma incriminação contra PSDB, DEM, PPS, o núcleo duro da Oposição, vem à luz. Que coisa!

    Seriam os membros do PSDB, DEM e PPS honestos, ou, talvez, tão menos desonestos do que os dos demais partidos a ponto de nenhum indício contra eles ter sido detetado pela aguçada lupa lava jaticida? Mesmo tendo o tesoureiro do PSDB recebido doações ou propinas (depois dessa Lava Jato, ninguém sabe mais distinguir doação de propina) em maior volume do que o PT recebeu? Mesmo sendo o PSDB o campeão de candidatos barrados pela lei da ficha limpa?

    Antigamente, quando fiscais queriam extorquir empresas, diziam que se a vítima não concordasse com a extorsão, seria submetida a uma devassa fiscal. Devassas sempre pegam alguma coisa, não há pessoa, empresa, partido que não tenha cometido algum senão. Detectado o senão, hoje, com auxílio da mídia e de um Judiciário aparelhado que condena sem provas (como confessou a incrível ministra Rosa Weber na AP 470), a infeliz vítima está acabada, José Dirceu que o diga.

    Não sei se atualmente ainda é assim na área da fiscalização, mas é assim em áreas mais nobres, em tese. Sendo, ou não, a devassa, atualmente, prática intimidatória, ou preparatória de extorsão, o que se vê é o PT e a Petrobras, especialmente estes, sendo submetidos a ela, uma devassa que já dura, pelo menos, 10 anos.

    Ao lado disso, não prosperam investigações nas quais os suspeitos sejam do PSDB, quer em Minas, quer em São Paulo, por exemplo, sem se falar dos possíveis crimes cometidos pela turma do PSDB no Rio Grande do Sul e, mais recentemente, no Paraná, terra onde fica o inefável Sérgio Moro e sua trupe. Não nos esqueçamos ainda dos crimes que se suspeita foram cometidos durante a privataria tucana e a compra de votos para a reeleição de Fernando Henrique.

    Todo a montanha de fatos ocorridos na esfera judicial bem como indícios de crimes do PSDB e DEM (remember Agripino Maia) não apurados, fatos acontecidos também na justiça federal do Paraná, mas não só no judiciário de lá, mostram que a reflexão de Roberto Marinho teve um upgrade de cinismo, é hoje é a seguinte: o importante É o que se investiga e vaza, E, também, o que NÃO se investiga.

    A sujeira atingiu um novo patamar, o judicial. Que triste protagonismo este do Judiciário.

  5. Collor…

    sentindo na pele o significado da palavra “petralha”, que no Brasil identifica qualquer pessoa que concorde com pelo menos 0,5% do que fez e faz o PT nesses últimos 12 anos e poucos ou tenha lá alguma simpatia por Lula ou Dilma, não que seja o caso dele, simpatia, mas o simples fato de não ter se tornado um “oposisionista” o tornou um fora da lei.

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