Lista de Fachin não pode paralisar atividade legislativa, afirma Temer

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Foto: Beto Barata/PR
 
Jornal GGN – Em cerimônia de atos em prol das mulheres, o presidente Michel Temer saiu do tema e afirmou que “não podemos jamais paralisar a atividade legislativa”, sem falar diretamente na lista do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal. 
 
A lista foi divulgada na tarde de ontem (11) e atinge diversos ministros do governo Temer, além de deputados e senadores. Agora, o Planalto se preocupa que possam ocorrer atrasos e impactos na reforma da Previdência. 
 
“Porque aqui no Brasil, se nós não tomarmos cuidado, daqui a pouco, não deixamos, o Executivo não opera, o legislativo não opera, o judiciário não opera. E não é assim”, disse Temer, afirmando também que seu governo tem conseguido apoio no Congresso e que o Poder Judiciário tem independência no país. 

 
“Evidentemente, nas eventuais divergências ou interpretações, quem vai dar a palavra final é o judiciário. E isso que temos que prestigiar cada vez mais”, afirmou.
 
Carlos Marun (PMDB-MS),  presidente da Comissão Especial da Câmara que analisa a reforma, disse que a divulgação da lista de Fachin não vai mudar o andamento da Proposta de Emenda à Constituição (PEC), afirmando também que mantém a meta de aprovar a proposta na Comissão antes de maio.
 
De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, o governo Temer já sabia que oito de seus ministros seriam atingidos pela lista do ministro do STF, e preparou um plano de redução de danos, aconselhando seus auxiliares a prepar suas defesas e não se manifestar antes de saber o conteúdo das delações.
 
A cerimônia realizada hoje no Planalto, sem a presença de jornalistas, marcou a sanção de quatro leis e a assinatura de um decreto. Entre elas, estão o acréscimo do parágrafo único ao art. 292 do Decreto-Lei nº 3.689, que proíbe o uso de algemas em mulheres grávidas durante o parto e em mulheres durante a fase de puerpério imediato. 
 
“Porque aqui no Brasil, se nós não tomarmos cuidado, daqui a pouco, não deixamos, o Executivo não opera, o legislativo não opera, o judiciário não opera. E não é assim”, disse Temer, afirmando também que seu governo tem conseguido apoio no Congresso e que o Poder Judiciário tem independência no país. 
 
“Evidentemente, nas eventuais divergências ou interpretações, quem vai dar a palavra final é o judiciário. E isso que temos que prestigiar cada vez mais”, afirmou.
 
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