Militares decidem se o povo vai viver numa democracia ou ditadura, diz Bolsonaro

Forças Armadas são "o último obstáculo para o socialismo" e ela é "quem decide se o povo vai viver em uma democracia ou ditadura", disse o presidente

Jornal GGN – O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, afirmou, nesta segunda (18), que as Forças Armadas são “o último obstáculo para o socialismo” e que ela é “quem decide se o povo vai viver em uma democracia ou ditadura”.

A declaração foi dada pela manhã a apoiadores, na saída do Palácio da Alvorada, criticando o “socialismo” e o governo do presidente venezuelano Nicolás Maduro.

“O pessoal parece que não enxerga o que o povo passa, pra onde querem levar o Brasil, para o socialismo. Por que sucatearam as forças armadas ao longo de 20 anos? Porque nós, militares, somos o último obstáculo para o socialismo”, disse.

Acrescentando: “Quem decide se o povo vai viver em uma democracia ou ditadura são as suas Forças Armadas. Não tem ditadura onde as Forças Armadas não a apoiam”.

O mandatário brasileiro reconheceu o apoio dos militares ao seu governo e disse, ainda em seu discurso, que “tudo pode mudar”, usando como exemplo Fernando Haddad (PT).

“No Brasil, temos liberdade ainda. Se nós não reconhecermos o valor destes homens e mulheres que estão lá, tudo pode mudar. Imagine o Haddad no meu lugar. Como estariam as Forças Armadas com o Haddad em meu lugar?”.

Haddad respondeu, nas redes sociais, que caso fosse presidente, “as Forças Armadas estariam prestigiadas no seu devido lugar”.

 

 

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie agora

8 comentários

  1. Sempre quem decide é o povo. Está na constituição que bozo e séquito não conhecem.
    Quanto a Haddad no lugar dele, o que menos importa é que cargos ou benesses os militares estariam recebendo. Sei que estariam na média nacional, e não teriamos soldado da aeronautica e cunhado como assessor técnico de ministério da defesa.
    Mas nada disso tem relevância ante a possibilidade de termos muito menos mortos por Covid caso Haddad estivesse no poder.

  2. Bolsonaro é tosco, primitivo, nem sabe o que está dizendo.
    Foi expulso do Exército por ter planejado atentados à bomba contra quartéis, em protesto contra os baixos soldos no governo Sarney. Depois disso, tornou-se ladrão de paraquedas da instituição que o pôs pra correr, com os quais fazia mochilas e vendia nas praias do Rio de Janeiro, para ganhar um pouquinho a mais de grana. Para seu próprio espanto e surpresa, ele chegou onde está por uma soma de circunstâncias históricas que é absolutamente incapaz de compreender, capturado que foi pela grande onda do movimento da sociedade brasileira para a direita. Nada sabe de nada, e se vê diariamente deslumbrado com o poder à sua disposição e os holofotes que lhe iluminam cada passo, por causa do cargo que ocupa.
    Como Calígula, ele é um acidente da história. Por ora, forças econômicas poderosíssimas ainda consideram interessante a sua permanência no cargo e dificilmente ele será removido, porque só faltam 20 meses para as eleições do ano que vem.
    Se for reeleito, não o será por qualquer valor que ele tenha, mas porque as forças de oposição foram incapazes de encontrar um nome de consenso para representar a democracia brasileira.

  3. Os militares entraram e saíram da vida política nacional de maneira relevante em 4 oportunidades:

    1. Na proclamação da República com Deodoro da Fonseca, homem de confiança(!!!) de Pedro II, seguido de Floriano Peixoto. Derrotaram a revolta da Marinha que era monarquista, e o Brasil demorou décadas para recompor seu poderio naval, que foi suplantado pelos argentinos (mas esta é outra história e não quero sair do tema). Os militares positivistas saíram quando as oligarquias habilmente retomaram a presidência e os partidos estaduais implantaram seus currais eleitorais. A Pax Britanica e a exportação de capitais (Rotschild) preferiam os “lords” paulistas que os fardados. Voltaram aos quartéis com sua ideologia e não demoraria a se dividir.
    2. Na Primeira Era Vargas, com a crise de 1929 e da incompreensão de Prestes que se recusou a assumir seu lugar na História. De que adiantou o seu Manifesto? Os tenentes se dividiram e parte aderiu ao fascismo europeu. Em 1932, tentativa de retomada (ou secessão?) da oligarquia paulista. A classe trabalhadora não aderiu ao chamado das classes médias e Vargas depois tentou agradar a elite bandeirante. Os militares tinham um projeto de modernização e industrialização (CSN, indústria pesada) Ao enviar tropas contra o nazismo quem saiu logo Vargas. Os militares se alinharam com o comando militar dos EUA na Guerra Fria. A ala antivargas, a partir da ESG foi calma e progressivamente conquistando o poder. 1954 os atrasou.
    3. Em 1964, o golpe foi civil e militar. A morte acidental de Castelo reordenou a correlação de forças. Jango, JK e Lacerda foram eliminados. Brizola, PCB e demais não se entenderam em quase nada. Ainda viveu-se um ciclo glorioso do capitalismo pós-guerra (30 anos). Declínio temporário dos EUA (Ford, Carter) e das lideranças do regime militar contribuíram, mas foi a economia e o movimento operário que aceleraram as Diretas Já. Eram liberais na economia e as vezes planificadores…hibrídos quase. O Estadão ao final começou a bater pesado já no tatcherismo. Mas os militares até o fim não privatizaram o complexo sui generis estatal brasileiro. Mas os militares varreram os varguistas do PTB dos sindicatos ao contrário de argentinos que conseguiram manter o aparato peronista na CGT e sistema de jubilaciones. Vale comparar com caso da Coreia do Sul. Mas aqui nos tempos de Geisel os EUA não aceitaram o acordo com Alemanha que levaria a autonomia nuclear.
    4. Bolsonaro só foi possível pós crise de 2008 e mudança na política externa do Império que passou a derrubar governos aqui na América com golpe ou sem. E não foi o Trump que começou. Os militares voltaram para ocupar e permanecer. Esse é o plano. Mas não tem a qualidade das levas anteriores. O que em parte é positivo pois permite que a sociedade civil, apesar das divisões e cabeçadas possa resistir e retomar o Brasil. Não é um cenário econômico como o caso 1 e 3, de crescimento econômico. Eles não querem largar o osso ainda assim.

    A ideologia positivista sempre defendeu a ciência e o progresso civilizatório e urbano, mas atualmente assistimos a desindustrialização, obscurantismo e necropolítica. Neste último ponto o governo militar de Bolsonaro ainda não chegou mas se aproxima do nível de Canudos e outros massacres (Vacina, Contestado).

    A esquerda perdeu contato com sua base e não se reeducou para um mundo do trabalho. A periferia das grandes cidades do sudeste estão sob dominio de milicias e igrejas protestantes. A ICAR não consegue disputar seu rebanho, dividida. A velha mídia perde audiência em especial entre a juventude.

    Os trabalhadores organizados e seu organizadores sindicais não dão resposta que precisam. A resposta é AÇÃO. Sim, certamente uma hora vão reagir. Mas lembra o gueto de Varsóvia que se levantou tarde.

    Mas tudo caminha, a meu ver para algum Vargas da elite atual. Façamos a Revolução antes que o povo a faça. Ciro, Dória ou …

  4. Que idiotice: as FFAA trouxeram o socialismo em diversos países, ex. Venezuela.
    Fora isso, ignorante, confunde comunismo com socialismo e não sabe que este existe democraticamente até em repúblicas e monarquias constitucionais, como na Europa. Faz uma mistureba que se transforma em massa fecal dentro de sua cabecinha de pressão baixa. Poupa o esfíncter valendo-se da boca.
    Um ignorante FQM (fala qualquer m#rd#@) obssessivo compulsivo com esta questão de socialismo/comunismo fantasmagórico em seus delírios alucinantes.
    Não conseguiu sair da guerra fria nem dos tempos da ditadura e acha que um mundo é um quartel, Não entende que forças armadas são subordinadas ao mundo civil(izado).
    Saiu lá do seu interiorzinho do Vale da Ribeira e até hoje está deslumbrado com o militarismo da época, embora incapaz até de seguir sua tão amada carreira.
    Fracassando, caiu para cima, elegendo-se num país de Tiriricas.
    Por uma conjunção político-midiática de anos seguidos neste braZil (não descarto a explosão de uma bomba macônhica em nossa estratosfera, resultando em milhões de besteirões), foi alçado à condição de “mito”, sem que compreendam que mito é uma invenção ou suposição mentirosa, infundada ou não explicada.
    Insisto: o sucesso de Bolsonaro não vem de nada dentro dele, mas de uma rara e peculiar conjunção psico-coletiva que o elegeu, assim como o infame Trampa no país dito mais desenvolvido do mundo.
    De resto, comete mais um crime de responsabilidade, atribuindo publicamente, como presidente e chefe das FFAA, um papel inconstitucional, que ela não têm.
    E o Brasil apodrecendo em braZil.

  5. Somando mais um crime de responsabilidade aos muitos que cometeu, Bolsonaro está esticando a corda do impeachment. Como todo bufão, é afeito a ameaças e basófias. Sustentam-se enquanto neles se crê, o que parece estar a ocorrer no meio político e na sociedade brasileira.
    Não irei dizer que o impeachment virá porque minha média de acertos dos grandes fatos da política nacional tem 100% de erro. Minhas principais previsões:
    1 – impeachment da Dilma: “é loucura, vão jogar o país no caos, não há como”;
    2 – Prisão do Lula: ‘Lula não será preso, esse processo é mais furado do que teto de igreja, uma piada”;
    3 – Bolsonaro: “Esse doido não se elege, quem vota num louco desses?
    4 – Bolsonaro 2: “Não termina o primeiro ano, não iremos deixar levar o País para o buraco”.
    Como visto, minhas previsões políticas não podem ser levadas a sério. Então não farei previsões, apenas pontuarei os fatos.
    Em primeiro, temos um governo disfuncional em meio a uma crise sanitária, econômica e social. Logo, sem a menor condição de oferecer respostas efetivas para os problemas nacionais.
    Em segundo, vivemos uma situação explosiva, com o fim do programa emergencial, sem medidas para retomar a atividade econômica e com um programa de vacinação pleno de incertezas.
    O fim do programa emergencial vai decretar o aumento da população de miseráveis e reduzir o poder de consumo, agravando ao mesmo tempo o lado social e o lado econômico da crise. Há no Brasil em uma população de 213 milhões de pessoas, 60% que vivem com menos de um salário mínimo mensal. Destes, 80 milhões dependem em algum grau de auxílio governamental e estão, em grande parte, sendo jogados ao léu.
    A inflação, represada no meio da cadeia de comercialização acumula nos últimos 12 meses, de acordo com o IGPM, 23,14%. Já a inflação do consumidor medida pelo IPCA registrou 4,52% no mesmo período. Ambas as curvas mostram tendência de crescimento e a pergunta é: o quadro recessivo servirá de freio suficiente ao crescimento da inflação? e segue a próxima: a pressão dos custos não irá romper a barreira do baixo consumo e forçar o aumento de preços ao consumidor? e mais outras: se a expectativa do governo e do mercado se confirmar e tivermos crescimento econômico, haverá pressão inflacionária e havendo, o governo aumentará a taxa básico de juros? Nesse caso, o aumento da taxa Selic não irá segurar essa retomada da atividade econômica? Irá o governo usar o câmbio para incentivar importações e reduzir o impacto inflacionário sobre insumos e bens transacionáveis? Na contrapartida isso causaria impacto contrário na cadeia de exportação reduzindo a competitividade dos produtos nacionais no mercado internacional.
    Em um quadro de pressão inflacionária, tendo a política monetária só um martelo como ferramenta e estando carente de pregos, como sustentará a taxa Selic no níveis atuais? Se segurar pode não controlar a escalada inflacionária, se soltar e referendar aumento da taxa Selic terá que lidar com o efeito na atividade econômica. Taxa de juros para conter inflação via queda da atividade é como segurar o boi pela corda, se ele tenta escapar você consegue segurar. Mas, se você quer que o boi torne a andar não adianta só soltar a corda, é preciso fazer mais pro bicho se mover. E o dono desse boi se recusa a dispor de um mísero pedaço de taquara pra cutucar esse bovino e fazer o dito cujo andar. Vai continuar a aplicar a mesma receita que fez o boi ficar em estado de inação, a prescrita inanição. Enquanto isso, espera – nessa altura rezando e fazendo mandinga – que o espírito selvagem desse boi carreiro desperte e restaure a fera empreendedora que, como presume, mora nessa carcaça.
    Se o espírito empreendedor está dormente, o mesmo não pode se dizer da inquietação que dá seus sinais na sociedade cabocla. Um quadro social terrível com forte evidência de agravamento não leva a bom lugar. Não farei previsões, como prometido mantenho-me no presente e nos fatos até agora ocorridos, mas não há qualquer medida em curso que contenha o agravamento da situação de miséria e desesperança de grande parte dos brasileiros. Miséria e desesperança grassando soltas são componentes da convulsão social. O caldeirão está no fogo e a nossa pseudo elite a por lenha. Se ferve e transborda, veremos.
    Indo à questão sanitária, pouco há acrescentar. Com maior ou menor grau de hipocrisia os donos do poder político e econômico desta Nação tomaram a decisão de trocar vidas por dinheiro. Logo, não há medidas minimamente eficazes de contenção da epidemia e os resultados estão aí. Agora anunciam, ufanamente, o início da vacinação, dando a mensagem ilusória de que a epidemia será contida. Esqueceram de dizer que os lotes disponíveis atenderão menos de 4% da população, que terão acabado em poucos dias e que a partir daí não há nada certo. Não há insumos disponíveis em território brasileiro. A produção e sua continuidade estável dependem da importação de novos lotes do inoculante e, isto, como de praxe, está no terreno da incerteza.
    O que acontecerá se o Estado brasileiro não se mostrar à altura – confirmando o que parece praxe – de assegurar o fornecimento das vacinas de forma suficiente e constante para imunizar, em 2021, no mínimo 70% da população, cobertura imunológica que, segundo infectologistas, permite alcançar a imunidade de rebanho?
    Sob essa hipótese, como ficarão a situação econômica e as condições de vida da população? A retomada, ainda que modesta da atividade econômica não virá? O desemprego aumentará? O orçamento da União para 2021, uma obra visionária mesmo sob uma perspectiva otimista, conseguirá ficar de pé? E, como o governo irá lidar com uma recessão ainda mais prolongada considerando como tem lidado com essas questões? O receituário de sempre agora vem com a reforma administrativa que é, exceto sob a ótica dos economistas de mercado, contraproducente no formato em que está anunciada. O mesmo se dá com as privatizações. Vender ativos públicos rentáveis na bacia das almas sem contrapartidas como se tem feito é inócuo para redução da dívida e uma aposta perigosa para o futuro.
    Essas questões olhadas em conjunto levam a uma resposta óbvia, o atual governo perdeu qualquer condição, mínima que seja, para permanecer.
    Então, o quê? impeachment? O caldo do impeachment parece estar engrossando. Mas, o impeachment leva o Sr. Mourão à presidência. Isso seria trocar 6 por meia dúzia na melhor das hipóteses e nada está tão ruim que não possa piorar.
    A solução pode estar dormindo no TSE, nas melífluas mãos do seu presidente, que é por em julgamento a cassação da chapa Bolsonaro/Mourão. Há, segundo noticiado elementos de prova que substanciam a ação e podem levar a uma condenação.
    E, aqui voltamos ao início. É preciso reunir coragem e decisão política para opor-se de forma definitiva ao bufão. É uma questão de pagar para ver e o risco que se corre ao não agir é ficar a assistir a marcha de insensatez que se mostra todos os dias aos nossos olhos.

  6. o mussoline de Rio das Pedras tá delirando de novo, … deve ser efeito colateral da cloroquina,… o exército sempre fez e vai fazer o que o tio sam manda, … o bozo está prestes a sentar numa trolha…

  7. Faltou transcrever aqui as manifestações dos membros do Poder Legislativo, Poder Judiciário, e parte, do Poder Executivo uma contestação sequer à frase ““Quem decide se o povo vai viver em uma democracia ou ditadura são as suas Forças Armadas. Não tem ditadura onde as Forças Armadas não a apoiam”.”
    Aliás, houve ?

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome