Ministra de Dilma executou projeto eficiente para levar água ao Nordeste, diz Janio

Jornal GGN – O jornalista Janio de Freitas usou sua coluna na Folha desta quinta (27) para lembrar a Jair Bolsonaro que, sob o governo Dilma Rousseff, o País teve um projeto “eficiente” e “preferível” para levar água ao Nordeste, executado pela então ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome Tereza Campello. A pasta coordenou a instalação do impressionante número de 1 milhão de cisternas na região com escassez de água, e mostrou-se uma obra viável em comparação com a proposta de dessalinização – que apesar de ser uma ideia que ainda está em estudo – e que o Brasil já tem técnicos capazes de ajudar – se mostra um desafio por seu alto custo de manutenção.

Na semana passada, Bolsonaro anunciou que em janeiro seu governo vai “construir a instalação piloto para retirar água salobra do poço, dessalinizar, armazenar e distribuir” no Nordeste. “Tudo a jato”, ironizou Janio, “porque será no mesmo janeiro a ida do ministro da Ciência e Tecnologia a Israel, ainda para procurar parcerias e a tecnologia necessária.”
 
“Bolsonaro ignora o indispensável sobre a sua solução técnica”, disparou o jornalista. “O interesse pela dessalinização vem de longe também no Brasil. A tecnologia não é problema. Suas modalidades são conhecidas aqui, já foram testadas, técnicos para aplicá-las não faltariam. Caso alguma dessas modalidades se mostrasse suportável financeiramente. Nem são as instalações, que custam uma só vez. O custo operacional é muito alto e permanente, em descompasso com as condições socioeconômicas da região.”
 
Segundo Janio, “outras soluções para as dificuldades prementes dos nordestinos são consideradas preferíveis”, e a prova disso, “sem excluir a continuidade dos estudos de dessalinização”, “é o feito da ministra Thereza Campello no governo Dilma, já citado aqui mais de uma vez: em torno de um milhão —sim, um milhão— de cisternas familiares instaladas, eficiência rara em qualquer setor brasileiro em qualquer tempo. E, de pasmar, sem nem sequer um arremedo de escândalo.”
 
Janio ainda frisou que “Israel vale-se da dessalinização” porque “conta com um suporte financeiro sem igual no mundo.” Já o Brasil “está destroçado, desacreditado e sem dinheiro até para alimentar os sinais de vida.”

3 comentários

  1. O problema
     

    Dilma, Thereza, ou a premiada Nadia Ayad tudo fizeram para solucionar o problema de falta de água no nordeste.

    “Nadia Ayad, formada em engenharia de materiais pelo Instituto Militar de Engenharia (IME), do Rio de Janeiro, criou um sistema de dessalinização que utiliza o grafeno – material derivado do carbono, 200 vezes mais resistente que o aço, mas flexível e utilizável em placas solares.”

    O problema é que elas são mulheres, e como é de consenso geral, mulher não sabe fazer nada sozinha.

    O que ela venha a fazer, portanto, não vem ao caso, mas se vier, seu mérito será devidamente creditado ao homem mais próximo.

     

  2. Quando os jornalistas se põe
    Quando os jornalistas se põe a fazer política só pode sair asneira.
    Mesmo Israel já teve essa solução das cisternas individuais, o problema era mantê-las abastecidas e para isso investiu na dessalinização.
    Cada macaco no seu galho, os jornalistas devem reportar notícias, é essa a sua formação.deixem a política para os políticos!

  3. Fico pensando sobre essa

    Fico pensando sobre essa aproximação fraterna demais com Israel, que, a bem da verdade, além de tecnologia para implementar algum projeto no Brasil, como essa de dessalinizar água do mar, que mais tem aquele paizeco? Apesar de paizeco, tem muito dinheiro dos jdeus do mundo inteiro, e tem grana dos EUA. 

    O que não falta no Brasil é gente com conhecimento técnico e científico para arregaçar as mangas e mandar pra frente qualquer grande projeto faltando, infelizmente o principal que é muita grana. Aliás, ter muita grana o Brasil até que tem. Não sabe é admiistrar, e investir onde precisa. Por exemplo: a quem serviu o gasto de mais e um bilhão de reais, conforme andei lendo por aí, com intervenção militar no RJ. Tudo pra fazer bonito, e terminou foi muito feio, porque não diminiu em nada a violência, e tal dinheirama poderia ter tido mais serventia com grana no bolso dos militares do Estado Fluminense, compra de equipamentos, e tudo mais, porém aplicado o dinheiro lá, onde policiais passaram até fome com falta de salário, de 13º salário, e sabe-se lá mais o quê.

    Eu estava aqui no NE quando vi as passagens de Dilma pelos interiores vários, enquanto rolava a seca das piores, há mais de 3 ou 5 anos, não me recordo. O estado do povo e dos animais e plantas era de chorar com as imagens divulgadas pelas televisões. A vinda de Dilma foi providencial. Trouxe cisternas, com pessoas capacitadas para ensinarem os moradores dos municípios a aporveitarem a água dos caminhões, e eventualmente, da chuva, que um dia iria voltar, como voltou. Dilma também entregou retro-escavadeiras para os lavradores de terras, e outros instrumentos, além de toneladas de milhos para matar a fome do gado. Providências emergenciais que foram muito bem aceitas pelo povo. 

    Quando a salinização, basta dinheiro, porque já temos tudo aqui para desenvolver a técnica.

    Acho que essa mania de Israel é pra fazer fita, e, no fim, mexer com os sentimentos dos outros países que vivem em guerra com os judeus. Plantar discórdia e ódio é o mote. Vai ver que tem projeto de entregar tiquezas brasileiras em troca do ovo no da perua.

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