Ministros contradizem Bolsonaro, que dá reuniões ministeriais por encerradas

Presidente diz que ministro “se equivocou” ao fazer menção à Polícia Federal na reunião de 22 de abril; encontros com ministros passam a ser individuais

Foto: Reprodução

Jornal GGN – O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (13/05) que o general Luiz Eduardo Ramos, ministro da Secretaria de governo, “se equivocou” ao citar menção à Polícia Federal na reunião ministerial realizada em 22 de abril.

Em depoimento, Ramos afirmou que Bolsonaro “se manifestou de forma contundente sobre a qualidade dos relatórios de inteligência produzidos pela Abin [Agência Brasileira de Inteligência], Forças Armadas, Polícia Federal, entre outros”​.

Ele disse ainda que Bolsonaro “acrescentou que, para melhorar a qualidade dos relatórios, na condição de presidente da República, iria interferir em todos os ministérios para obter melhores resultados de cada ministro”.

Segundo informações do jornal Folha de São Paulo, a declaração foi feita uma vez que os depoimentos de Ramos e do general Augusto Heleno, ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), divergem da versão de Bolsonaro sobre a citação à PF no encontro de ministros. Os dois afirmam que Bolsonaro mencionou o nome da PF ao cobrar relatórios de inteligência.

“O Ramos se equivocou. Mas como é reunião, eu tenho o vídeo. O Ramos, se ele falou isso, se equivocou”, afirmou o presidente.

Diante da repercussão dos eventos dessa reunião, Bolsonaro já vetou a gravação da reunião desta terça-feira, e anunciou que mais realizaria reuniões do conselho do governo. Agora, as reuniões serão individuais.

 

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