Lula debocha de delação da JBS contra ele e Dilma: “Tá na hora de parar de palhaçada”

Foto: Ricardo Stuckert

Jornal GGN – Lula reagiu, durante a abertura do 6º Congresso do PT, em Brasília, à delação de Joesley Batista, da JBS, à Lava Jato. Com ar de deboche, o ex-presidente indicou que as informações prestadas pelo empresário – a quem chamou de “canalha” – não passam de uma “palhaçada”. Isso porque Joesley afirmou que criou e gerenciou duas contas no exterior “em nome” de Dilma e Lula, onde chegou a acumular cerca de R$ 150 milhões. 

“O canalha de um empresário diz que fez uma conta pra mim e pra Dilma, só que está no nome dele, e ele é quem mexe na grana!”, disse Lula, arrancando risos da militância. “Acho que está na hora de parar a palhaçada. O País não comporta mais esse tipo de achincalhamento”, disparou.

Na delação, Joesley afirmou que Guido Mantega disse que Lula e Dilma sabiam das contas no exterior. Os recursos, segundo o empresário, ajudaram a abastecer campanhas eleitorais de aliados em 2014, principalmente do PMDB. 

Durante o discurso, na noite de quinta (1), Lula falou que pouco sobre a Lava Jato. Disse que não queria ver o partido preocupado com seus “problemas pessoais”, pois ele está empenhado em provar sua “inocência” e, acima disso, vai “exigir” do Ministério Público Federal provas das aacusações que estão fazendo. “Cada mentira contada será desmontada”, afirmou.

Sobre a crise do partido, Lula disse que não há tempo de fazer avaliações sobre o que foi feito ou se deixou de fazer no passado. É preciso, em sua avaliação, dar uma resposta rápida à sociedade. E o Congresso servirá para que um programa de governo, com vistas a 2018, seja esboçado.

O ex-presidente ainda defendeu que o PT “radicalize” na defesa dos direitos dos trabalhadores em oposição ao que vem sendo feito pelo governo Temer.

Ele disse que, para se reaproximar da sociedade, o PT precisa parar de discutir apenas internamente. “Não falem para vocês mesmos, falem para os milhões e milhões de brasileiros que não estão aqui e que precisam que o PT tome as decisões certas para voltar a despertar esperança”, sugeriu.

Lula defendeu que o partido crie um discurso com propostas “exequíveis”, considerando que o PT já vinha enfrentando dificuldade de eleger um número suficiente de deputados federais aliados que dessem sustentação à agenda do governo. 

Ainda assim, ele avaliou que a população deposita confiança num futuro com a esquerda de volta ao poder. “Se a esquerda for para a disputa com programa bem preparado e uma coisa factível, a gente vai voltar a governar esse País em 2018”, comentou. “Minha única pendência é de preparar o PT para governar o País”, acrescentou.

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