Nardes diz que “pedaladas não são tão importantes” e defende Temer

https://www.youtube.com/watch?v=P6PPdccxw1s width:700 height:394
 
Jornal GGN – Após a perícia técnica do Senado afirmar que a presidente afastada Dilma Rousseff não teve responsabilidade sobre as chamadas “pedaladas fiscais” no Plano Safra, o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) que relatou a análise das contas de 2014 de Dilma, Augusto Nardes, agora diz que “as pedaladas fiscais não são tão importantes”.
 
De passagem no Aeroporto Internacional Pinto Martins, em Fortaleza, o ex-presidente do TCU foi questionado por Eliomar de Lima, jornalista de O Povo Online. Na rápida conversa, Nardes ainda opinou pela defesa do governo do interino peemedebista: “O governo Temer está iniciando com mais capacidade de diálogo, conseguiu uma maioria no Congresso”, disse, completando que “isso já é um saldo positivo, já inspira uma nova confiança para o país”.
 
“A questão das pedaladas não são tão importantes, o mais importante é a abertura de crédito, ou seja, a Constituição Federal é muito clara, ninguém pode abrir créditos sem autorização do Congresso, sem a Lei Orçamentária ser aprovada pelo Senado e pela Câmara. Houve um desrespeito ao Congresso Nacional”, disse Nardes.
 
A resposta vai na contramão da postura do próprio ministro durante o julgamento das contas da gestão da presidente Dilma Rousseff, em outubro do último ano. A sustentação para o seu parecer que rejeitou as contas era, sobretudo, nas chamadas “pedaladas fiscais”, que o Tribunal julgou ocorrerem em 2014. 
 
Á época, Augusto Nardes defendeu que as pedaladas “distorceram a realidade fiscal” e que a presidente, agora afastada, Dilma Rousseff tinha responsabilidade “direta” sobre elas, contrariando a perícia de técnicos do Senado Federal.
 
Ainda no vídeo, Nardes tentou associar a responsabilidade de Dilma em um afastamento definitivo às irregularidades encontradas no ano de 2014 pelo TCU, o que contraria a denúncia atual de impeachment que traz argumentos de prática de irregularidades em 2015.
 
Ao ser questionado se acredita que a presidente Dilma voltará à Presidência, o ministro respondeu: “Acho que agora depende do Congresso Nacional, a parte técnica que tínhamos que fazer o Tribunal de Contas da União fez, que era relatar as contas e de forma muito competente, tecnicamente demonstrado que houve uma série de irregularidades totalizando, em 2014, R$ 106 bilhões”, argumentando motivação suficiente para o processo.
 
Em seguida, fez referência ao parecer preliminar do TCU sobre as contas de 2015 da gestão de Dilma, que apontou 24 possíveis irregularidades: “E agora em 2015, R$ 255 bilhões de ilegalidades, irregularidades, uso sem aprovação do Congresso Nacional, com a lei da Responsabilidade Fiscal sendo descumprida”, afirmou.
 
“E o mais grave de tudo, esse dinheiro não é da presidente, é do povo, e o povo tem que ser consultado através do Congresso Nacional. E foi o que aconteceu, infelizmente não foi consultado, com os recursos para várias áreas em um período extremamente importante, que é o período eleitoral acontecendo em 2014, depois se repetiu em 2015 com um valor muito alto, mais de R$ 200 milhões. Ela usou dinheiro, inclusive, do FGTS, que é do trabalhador que está disponível”, concluiu Augusto Nardes.
 

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6 comentários

  1. Explicar

    Tem que ser convocado a se explicar oficialmente, ele e todo o TCU. Não pode reprovar as contas, alegar pedaladas fiscais e depois simplesmente dizer que isso não importa?!?!?!? Então para que pagamos essa furtuna a eles? Como isso pode ser questionado judicialmente? Porque o PT ou qualquer outro partido não move uma ação xontra esse sujeito? Por falar em PT essa bancada do Rio é um zero a esquerda, tirando o “Lindinho”que tem se mostrado combativo no Senado.

  2. O crime não compensa…
    O crime não compensa… exceto se você for Augusto Nardes, Michel Temer, José Sarney, Romero Jucá, José Serra, Capez, Aécio Neves, Eduardo Cunha, Fernando Henrique Cardoso, etc…, pois neste caso o crime o deixará milionário e, portanto, amigo privilegiado de Gilmar Mendes e Sérgio Moro.

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