Os dois extremos que aprovam ou desaprovam o governo Bolsonaro, segundo o Datafolha

Empresários, ricos, sulistas e evangélicos são os maiores apoiadores e pobres, negros, desempregados, nordestinos e de religiões afrodescendentes são os que mais desaprovam. A maioria (55%) acredita que a crise no país vai demorar para acabar

Foto: REUTERS/Adriano Machado

Jornal GGN – A reprovação dos brasileiros ao presidente Jair Bolsonaro se mantém estável: 36% consideram o governo ruim ou péssimo, enquanto 32% considera regular e 30% ótimo ou bom, mostrou a nova pesquisa do Instituto Datafolha neste domingo (08). Empresários, ricos, sulistas e evangélicos são os maiores apoiadores e pobres, negros, desempregados, nordestinos e de religiões afrodescendentes são os que mais desaprovam. A maioria (55%) acredita que a crise no país vai demorar para acabar.

Os números pouco variaram em comparação ao último levantamento. Em agosto, Bolsonaro havia obtido 38% de desaprovação, um aumento de 5 pontos percentuais em comparação a julho. Mesmo tendo reduzido a avaliação negativa, a margem de erro possibilita a interpretação de que não houve melhoras.

Entre os que mais apoiam o governo Bolsonaro, avaliando a gestão como ótima ou boa, são os empresários (58%), seguidos dos mais ricos (44%) e cidadãos do sul do país (40%). Também tem representativo apoio dos evangélicos neopentecostais (39%) e pessoas brancas (37%).

Na outra ponta, adeptos de religiões afrobrasileiras são os que mais desaprovam Bolsonaro (55%), seguidos dos moradores do Nordeste (50%), indígenas (50%), desempregados (48%), negros (46%) e mais pobres (43%). Mulheres e mais jovens também são significativos na avaliação negativa do mandatário, ambos com 41%.

Um pequeno aumento do otimismo foi registrado entre a população (43%) que acredita que a economia no Brasil vai melhorar nos próximos meses. Entretanto, a maioria ainda vê a retomada como lenta e 55% dos entrevistados acreditam que a crise brasileira vai demorar para terminar.

 

 

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5 comentários

  1. Pois é, o PT tem que parar com o discurso genérico de auto ajuda e partir para o programático, quais os planos para a saúde, educação, emprego, e a previdência, cai continuar com esse trombolho confirmando que eram envergonhadamente a favor? Chega de blá blá blá…..por que até o discurso da distribuição de renda querem tomar……

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  2. Vejam como o título do artigo é capcioso: “Os dois extremos que aprovam ou desaprovam o governo bolsonaro (…)”. E o texto se inicia com a citação dos principais grupos desses dois “extremos”. Eu, como aluno do prof. Wilson, já começo a perceber as manipulações, ao menos essas não muito sutis.
    Ora, o que a grande mídia está pregando? Que há uma polarização entre dois extremos, como se Lula e o PT fossem os antípodas de Bozo e seus generais. O título do artigo faz exatamente o mesmo, colocando em extremos opostos os que aprovam o governo de ultradireita (é a denominação comum no mundo, exceto no Brasil) e os que o desaprovam (o que inclui, ou deveria incluir, todos os que são simplesmente democratas e favoráveis aos direitos individuais).
    É como dizem alguns, PIG e PIGuinho-vermelho numa operação em pinça para conduzir a manada rumo ao abatedouro.

  3. A tentativa de implantação de transformação da barbárie em selvageria social, com esquadrões da morte abatendo impunemente os indejesados. Ora, se respondendo pelos excessos, a nossa polícia é a que mais mata no mundo, imagina sem punição. Será a guerra de todos contra todos e finalmente contra si mesmos
    Sr Deus, Jesus Cristo e Maria, não permitam o triunfo da selvageria, mas da civilização (não confunda com SIFILIZACÃO)

  4. Penso que a pesquisa Datafolha é muito reveladora. Apesar dos absurdos, Bolsonaro se mantém.
    Enquanto os democratas acreditarem que a saída está na polarização Lula-Bolsonaro, a relação Política continuará estática. São dois grupos minoritários (não passam de 15% cada, mas são combativos, estridentes e parecem ser maior do que são na realidade). Essa polarização só interessa a Lula e Bolsonaro: ambos ficam em evidência, o jogo não sai do zero a zero, mas o Brasil é desclassificado.
    Os democratas que não se identificam com Lula ou Bolsonaro são, em quantidade, maiores do que a SOMA dos lulistas e bolsonarista juntos ! Se eles sentarem numa mesa redonda, sem cabeceira…

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  5. Afinal, qual e o percentual de aprovação do Sérgio Moro na pesquisa divulgada pelo Datafolha?

    Para obter a resposta correta é preciso calcular quanto é 53% de 93%.

    De acordo com notícia veiculada no G1, Pesquisa Datafolha aponta $érgio Moro com aprovação de 53%, acima, portanto, do Bolsonaro

    https://g1.globo.com/politica/noticia/2019/12/09/pesquisa-datafolha-aponta-moro-com-aprovacao-de-53percent-acima-de-bolsonaro.ghtml

    De acordo com a supramencionada notícia, O instituto indica que Morfo é conhecido por 93% dos entrevistados, a taxa mais alta entre os Ministros. E, DENTRE OS QUE AFIRMAM CONHECÊ-LO, Moro foi avaliado como ótimo ou bom por 53%, como regular por 23% e como ruim ou péssimo por 21%; 3% não responderam.

    Quanto é 53% de 93%?

    Resposta 53% de 93% é igual a 0,53 x ,0,93= 49%. Portanto, a aprovação de Moro seria de 49% e não de 53%.

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