Outros estados abdicam de doses da vacina para enviar ao Amazonas

Os governadores dos outros estados fecharam o acordo para que o Ministério da Saúde repasse 5% das doses do país ao Amazonas

Funcionários transportam cilindros ao lado de câmara frigorífica de corpos - Foto: Bruno Kelly/Amazônia Real

Jornal GGN – Governadores de outros estados brasileiros decidiram abrir mão de doses de vacinas para disponibilizar ao Amazonas, que enfrenta hoje uma crise sanitária sem precedentes, pela falta de oxigênio e aumento no número de internações por Covid-19.

Os representantes dos outros estados fecharam o acordo para que o Ministério da Saúde não envie as doses que iriam receber nos próximos dias e sejam dirigidas ao estado do Amazonas. A decisão foi tomada no Fórum de Governadores, coordenado pelo governador do Piauí, Wellington Dias (PT).

Eles chegaram a um acordo de 5% de todas as futuras doses das vacinas Coronavac e AstraZeneca que seriam enviadas aos demais estados, o que signitica cerca de 300 mil doses.

“Tivemos aprovação por parte dos governadores para que na distribuição desse novo lote de vacinas de mais de 6 milhões de doses a gente possa tirar uma fatia maior, cerca de 5%, para que a gente possa viabilizar a vacinação em Manaus e nesses municípios mais afetados, inclusive na divisa com outros Estados”, informou o governador.

Em resposta, o governador do Amazonas, Wilson Lima, agradeceu: “Amigo Wellington e demais governadores, nossa situação é de fato muito preocupante e logo irá atingir outros Estados. Agradeço o apoio nesse sentido.”

Além do Amazonas, os governadores também decidiram incluir nesses repasses adicionais de vacinas os municípios do Pará que fazem fronteira com o Amazonas.

“Concordo (com a proposta) e peço ajuda para incluir o Pará, estou no Oeste do Estado (área divisa), aqui a segunda onda chegou”, alertou o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB).

O alerta feito por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz Amazônia é de que a doença disseminada em Manaus e demais cidades do estado foi provocada por uma mutação do vírus, mais contagioso e fatal que o primeiro que atingiu o país.

 

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie agora