Para fugir da crise, Bolsonaro mantém Bebianno e pede distância a filho

Bolsonaro decidiu manter Bebianno no posto e anunciar que, pelo menos a nível oficial, Carlos está fora das questões de governo

Foto: Divulgação

Jornal GGN – Após a polêmica com mira no ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, respingando em uma crise política do PSL com interferência de seu filho, o vereador carioca Carlos Bolsonaro (PSC), Jair Bolsonaro decidiu manter Bebianno no posto e anunciar que, pelo menos a nível oficial, Carlos está fora das questões de governo.

Nesta sexta-feira (15), o presidente dedicou o dia para tentar costurar como sair da crise que afetou o PSL e o início de seu governo. A polêmica envolvia desde a suspeita de que Bebianno seria o pivô do esquema de candidaturas laranjas do partido nas eleições 2018, até a interferência do filho no caso, que acabou repercutindo negativamente na imagem de Bolsonaro.

Entenda o caso aqui

Para sair do problema, a primeira iniciativa que o mandatário teve foi de anunciar que seu filho, o vereador, não articularia e não se envolveria mais em decisões do governo federal. Pelo menos a nível oficial.

Para que essa medida seja efetiva pelo menos na aparência, o conselho dado é que Carlos Bolsonaro evite publicar mensanges nas redes sociais, entre Facebook e Twitter, com ataques e críticas a integrantes da equipe do presidente. Além disso, interlocutores do governo teriam sugerido que Carlos não apareça publicamente em encontros da agenda de governo.

Mas ao Estadão, por exemplo, uma das fontes consultadas disse que “ninguém é ingênuo” de achar que o vereador irá se concentrar em seu trabalho na Câmara de Vereadores do Rio. Apesar de daqui para frente estar ausente do dia-a-dia do Planalto, ele continuaria atuando nos bastidores.

Já sobre Bebianno, o mandatário considerou que a nota divulgada na noite desta quinta-feira (14) pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência já seria suficiente para quitar a polêmica.

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Na nota [leia mais aqui], Bebianno afirmou que a responsabilidade por candidaturas laranjas seriam dos próprios candidatos e que os repasses a nível estadual ficaram a cargo dos comitês estaduais e regionais do PSL.

Ainda, a diversos jornais o ministro transpareceu que não queria sair do governo após ser o alvo exclusivo da polêmica, carregando a peche da crise do partido. E que se fosse deixar o cargo, teria que ser com uma “saída honrosa”. Se parte da equipe de Bolsonaro pressionava pela saída de Bebianno, com o comunicado e a postura do ministro, outros apelavam pela sua permanência.

Com isso, na tarde de hoje, Jair Bolsonaro teria desistido de pedir que Gustavo Bebianno deixe a Secretaria-Geral da Presidência. A informação, que ainda não foi divulgada oficialmente, foi repassada pelos ministros Onyx Lorenzoni, da Casa Civil, e Carlos Alberto Santos Cruz, da Secretaria de Governo.

 

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7 comentários

  1. Que loucura esse governo. E assustador a falta de preparo de Bolsonaro para o cargo que ocupa.
    O homem nao tem preparo, nao tem postura, a exemplo de publicação de fotos como a de hoje no Palácio Alvorada,
    O presidente despachando com ministros de Moleton e chinelo. Meu Deus onde chegamos.

  2. O Ministro da mentira e do laranjal não vai voltar às origens, pois o Bozo também não quer voltar às origens. Então deixa como está, prá ver como é que fica.

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