Política, política, política e política, por Juliano Santos

Política, política, política e política

por Juliano Santos

Comentário ao post Lula, Ciro e a frente das esquerdas, por Luis Nassif

Não diria que a política de conciliação fracassou, pois durou treze anos e fêz muita coisa. Desandou, por falhas do PT, quais sejam, conciliação “em excesso”, o tal “republicanismo” e acomodação burocrática da cúpula partidária. Sem contar uma geração de políticos sem sangue nas veias. Com esses Humberto Costa, Vianas, Tarsos, Cardozos e covardes que não aparecem, não há partido que resista. Salvam-se poucos como Lindeberg, Pimenta, Wadih e Gleisi.

Não falo nas “falhas” da direita, que deu o golpe, porque não foi falha, muito pelo contrário. Falha é não ver que em algum momento eles cansariam de perder eleição e partiriam para o tudo ou nada. Leia a história do Brasil e se constata que a direita brasileira é golpista, sempre foi.

Infelizmente, apesar de admirar profundamente a Dilma, por sua história fantástica, sua honestidade e coragem, sua figura foi a chave do desmantelamento do projeto conciliatório do PT. Fêz conciliação excessiva onde não devia, como com a mídia e a burocracia coxinha tucana no aparelho estatal.

Onde deveria ter jogo de cintura, na política “profissional”, foi intolerante e/ou ausente. Sem conversa não há política. E aí a gente chega na palavra mágica. Política. Sem fazer política não há projeto de país, que Dilma tinha, que se sustente. Faltou política no sentido pleno no governo Dilma

 

 

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