Marinha diz ter consciência de obstáculos do PROSUB com crise

 
Jornal GGN – Na mira da Operação Lava Jato no Brasil e de outros 11 países, além do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, os contratos da Odebrecht se veem ameaçados pelos próximos anos. Um dos principais empreendimentos a nível de tecnologia nacional é o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB). Terminada a concepção do submarino de propulsão nuclear há mais de três anos, atrasos em outras estruturas e a queda de 50% do efetivo da Odebrecht deixam incertezas na expectativa de conclusão. A Marinha do Brasil admite que a crise, que assola a empreiteira e os investimentos do governo, é um desafio.
 
“A Marinha tem consciência dos obstáculos tecnológicos que surgirão e terão que ser vencidos em função da situação econômica do País. O cronograma passa constantemente por criteriosa análise de forma a se adequar ao orçamento disponível e refletir as perspectivas futuras da economia e a necessidade de vencer os diversos obstáculos que estão por vir”, assumiu o contra-almirante Flávio Augusto Viana Rocha ao GGN.
 
No ano de 2015, os ajustes de contingenciamento no país já reduziam o ritmo de trabalho no Estaleiro e Base Naval de Submarinos (EBN), a central da marinha que leva a cabo o PROSUB. O Programa foi um acordo do país com a França, mais especificamente o grupo de construção naval DCNS, em 2008, que escolheu a Odebrecht sem licitação para formar o consórcio.
 
 
O contra-almirante, que é diretor do Centro de Comunicação da Marinha, explicou que são três os principais empreendimentos do PROSUB: a construção de uma infraestrutura industrial e de apoio para construção, operação e manutenção dos submarinos; a construção de quatro submarinos convencionais (chamados de S-BR) e o principal, o projeto e construção do submarino com propulsão nuclear (denominado SN-BR).
 
O objetivo, ao final, é ainda maior que as obras em si: permitir “ao país desenvolver de forma autônoma uma série de novas tecnologias, aliado a nacionalização de sistemas e equipamentos com significativo ganho para a indústria nacional”, contou Viana Rocha.
 
Maquete do submarino nuclear brasileiro
Maquete do submarino nuclear brasileiro
 
Consultada pelo GGN, a Marinha mostra que, apesar de garantir a continuidade dos trabalhos, pouco avançou o Programa de Desenvolvimento de Submarinos desde janeiro de 2016 até janeiro deste. A análise, por exemplo, de que o cronograma se adequa ao orçamento disponível é a mesma de um ano atrás, assim como as etapas já concluídas. O que houve de mudanças, mas de forma negativa, é a expectativa de entregas.
 
Nesse aporte da tecnologia francesa para o Brasil, são diversas as etapas de construções e projetos, sob o cargo da Odebrecht. Na primeira delas, a de infraestrutura, está a Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas (UFEM), de dois Estaleiros e uma Base Naval, um Centro de Instrução e Adestramento para as tripulações dos submarinos, além de um Complexo Radiológico. 
 
 
Projetos dos Estaleiros e Base Naval (EBN) e da Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas (UFEM)
 
Projetos dos Estaleiros e Base Naval (EBN) e da Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas (UFEM)
 
Tudo isso apenas para fornecer estrutura e mecanismos para a execução dos submarinos. Algumas dessas obras já foram concluídas, desde o ano passado. Entretanto, o contingenciamento de 2015 atrasou o término de dois desses projetos: o Estaleiro de Manutenção (ESM) e a Base Naval de Itaguaí.
 
Atrasos
 
O negócio total, orçado inicialmente em 6,7 bilhões de euros (cerca de 23 bilhões de reais), sofreu um primeiro impacto há dois anos, quando o corte de gastos liberou apenas R$ 1,052 bilhão, um resultado de R$ 719 milhões a menos do que o previsto para 2015.
 
Naquele ano, a Marinha decidiu atrasar essas duas obras para conseguir finalizar o Estaleiro de Construção e o Ship Litf, que é o elevador de navios, ambos essenciais para o término do primeiro submarino, o S-BR Riachuelo. 
 
Se, no ano passado, os cálculos eram de que as duas estruturas fossem concluídas junto com o primeiro dos quatro submarinos convencionais em 2017, a nova expectativa, hoje, é que tanto o estaleiro quanto o elevador serão entregues ainda este ano, mas o primeiro submarino lançado ao mar somente em 2018.
 
Estrutura do Shiplift em construção
Estrutura do Shiplift em construção
 
Indefinições
 
A resposta para os demais submarinos, o S-BR2, S-BR3 e S-BR4 foram também as mesmas: estão em fabricação, sem expectativa da Marinha sobre datas ou ano. A única informação divulgada ao jornal é de que foram produzidos os cascos resistentes dos dois primeiros submarinos (S-BR1 e S-BR2), faltando a fabricação das estruturas não resistentes, suportes e tubulações. O segundo deles teve essa etapa terminada no mês passado.
 
E os dois últimos submarinos convencionais tiveram a construção da primeira fase iniciada, um deles, em janeiro de 2015, e o outro em fevereiro do último ano. Da mesma forma, como a etapa é a inicial, não há expectativa de entregas.
Modelo dos submarinos com propulsão convencional (S-BR)
Modelo dos submarinos com propulsão convencional (S-BR)
 
Se, por um lado, no ano passado houve uma desaceleração nas construções dos submarinos, por outro, a Odebrecht conseguiu avançar, ainda que pouco, em dois outros projetos antes paralisados: o prédio de ativação de baterias do Estaleiro de Manutenção e o prédio dos simuladores do Centro de Instrução e Adestramento, estando hoje com mais de 63% das obras realizadas.
 
Submarino nuclear
 
Mas as notícias também não são positivas para o último e mais importante dos submarinos, o com propulsão nuclear (SN-BR). Ainda no ano de 2013, já estavam prontos a concepção e planos de execução. A segunda parte, da criação de um projeto básico, até hoje não foi finalizada.
 
Modelo do primeiro submarino brasileiro com propulsão nuclear (SN-BR)
 
Modelo do primeiro submarino brasileiro com propulsão nuclear (SN-BR)
 
Para este ano, a Marinha prevê “ações de preparação para o detalhamento e construção” e, para o próximo, a qualificação, que é quando engenheiros, técnicos e operários começam a testar quais opções irão usar, definitivamente, na construção do submarino. Neste cenário, há uma expectativa, também sem confirmações ou garantias, de que o submarino seja lançado ao mar em 2027.
 
A duração de dez anos, contudo, não é certeira. O contra-almirante Augusto Viana admite que surpresas, tanto a nível de tecnologia, como de investimentos do governo e da Odebrecht, poderão atrasar ainda mais a entrega.
 
 
Números da Odebrecht
 
Parte das retrações nas obras foram justificadas pela Marinha ao GGN pelo contingenciamento e crise econômica no Brasil, tendo os efeitos sentidos a partir de 2015. Eximiu da desaceleração a Odebrecht – hoje investigada a nível da Lava Jato e em outros onze países e já com contratos internacionais cancelados, além de perdas por multas em acordos no Brasil, Estados Unidos e Suíça.
 
“O PROSUB se adaptou ao contingenciamento em função das restrições orçamentárias que passam o País, mas até o presente não foi observado qualquer transtorno em função do momento atual em que se encontra a Odebrecht”, disse o contra-almirante.
 
Por outro lado, os números mostram que a construtora brasileira sofreu impactos. Enquanto que começo do ano passado a Odebrecht informava não haver demissões nas empresas do grupo em Itaguaí, região metropolitana do Rio de Janeiro onde está o Estaleiro e Base Naval de Submarinos (EBN), houve uma queda de mais de 50% no número de funcionários no canteiro de obras.
 
Prédio Principal do Estaleiro de Construção - PROSUB
Prédio Principal do Estaleiro de Construção – PROSUB
 
Entre 2015 e 2016, de um total de 2.700 funcionários da Odebrecht atuando no Programa de Desenvolvimento de Submarinos restou apenas cerca de 1.300 no efetivo. De forma otimista, a Marinha informou que o número “voltou a crescer ao longo de 2016”. Mas a recuperação foi de apenas 300 trabalhadores, totalizando hoje aproximadamente 1.600 pessoas nas obras. 
 
Questionada pelo GGN se as ameaças econômicas contra a construtora brasileira podem provocar mais riscos para a conclusão do PROSUB, a Marinha respondeu que a Odebrecht foi a indicada pela francesa DCNS e que “as medidas necessárias vêm sendo implementadas e o programa continua em andamento”.
 

31 comentários

    • braços….

      Diziam que os militares eram alinhados aos interesses norte-americanos e outras balelas. Eles foram lá, com a cara e coragem, trouxeram a tecnologia, importaram as centrifugas e deram o conhecimento e liberdade nuclear para o Brasil. Os americanos fizeram de tudo para sabotar. Lembra dos geradores WW que não funcionavam? Até nisto os militares deram uma volta nos americanos.  Agora, com pseudo-democratas, pseudo-patriotas, pseudo-progressistas, estamos nos tornando a Terra da Mediocridade, governada por imbecis. Dando tiro no pé atrás de tiro no pé, destruindo nossa soberania, nossas empresas, nossa economia. E para que? Para dar suporte para as ultrapassadas economias americanas e européias. Acorda Brasil.   

    • Infelizmente vão botar naris
      Infelizmente vão botar naris de palhaço na cara dos Brasileiros,e mandar a marinha gastar o dinheiro do povo,na manutenção daquele elefante branco.

  1. Essa história dos acordos

    Essa história dos acordos “estratégicos” na área de defesa com os franceses tem tudo o dedo do ministro Nelson Jobim, PÉSSIMOS acordos!!!

    Para ficar apenas no caso mais calamitoso dos submarinos, o Brasil tinha o UNICO programa de construção de submarinos do hemisfério sul no mundo que podia se vangloriar de ser bem sucedido, o acordo com a Alemanha permitiu ao Brasil fabricar o IKL-209, um marco na construção de submarinos convencionais, o mais numeroso submarino convencional do ocidente!!

    TODOS os submarinos convencionais modernos brasileiros são IKL-209, era uma verdadeira parceria estratégica com a Alemanha, que detem tecnologia e tradição na construção de submarinos e, principalmente, tinha o INTERESSE em participar do programa brasileiro do submarino nuclear, já que a Alemanha NÃO PODE ter armamento nuclear! Antes do Nelson Jobim havia um acordo para a contrução do modelo que sucedeu o ILK-209, o IKL-214 para a marinha do Brasil.

    O programa de construção do IKL-214 no Brasil ia custar menos de UM QUINTO do programa de construção dos submarinos franceses Scorpene, o programa do IKL-214 no Brasil interessava aos alemães como projeto, eles poderiam exercer o know-how ajudando a construir o submarino nuclear brasileiro. Já para os franceses foi a chance de vender pelo DOBRO do preço que cobraram de outros clientes uma tecnologia que para eles já estava obsoleta.

    Um resumo da história do Scorpene, nos anos 60 a França decidiu construir uma frota de submarinos nucleares, optou por um projeto compacto, o resultado foi a classe Rubis, realmente o SSN (Submarino de Ataque Nuclear) mais compacto já feito, mas com sérios problemas de desempenho, sensores e armas, estava mais para um SSK (Submarino Convencional de Ataque) movido a energia nuclear, isso sem ter as vantagens da furtividade de um SSK, os submarinos convencionais são bem mais silenciosos que os nucleares. Depois de alguns anos operando o Rubis os franceses resolveram  revisar o projeto tentando aperfeiçoar ele, desse processo saiu a classe Amethyste bem mais eficiente, mas mesmo assim era um projeto provisório, os verdadeiros esforços franceses se concentravam na realmente moderna classe Barracuda. A partir do projeto do Amethyste os franceses resolveram fazer o caminho inverso, criaram um SSK a partir do projeto básico de um SSN, alterando a propulsão para convencional com opção de celulas de combustivel independente do ar, arrumaram um parceiro, a Espanha, e o resultado deveria ser o Scorpene, mas os espanhois ficaram insatisfeitos com o desempenho do grupo propulsor frances e optaram por tecnologia americana, novamente uma parceria estratégica visto que os americanos optaram por ter apenas submarinos nucleares e a parceria com a Espanha permitiu exercitar tecnologia.

    Então o resumo do que é o futuro SSN brasileiro, é um Amethyste!!! Um projeto dos anos 80, mas vai ficar pronto em 2030!!! imagina como vai ser bom!? Esse é apenas UM dos legados de Nelson Jobim como ministro da defesa, deveria haver uma investigação sobre o que ele fez durante a gestão dele… comprometeu o futuro do Brasil pagando uma fortuna!!

    • Que ninguem nos leia

           O ex-ministro Jobim ( o ” Condestavel dos Pampas ” ), não esta sozinho nesta, tem outro, que até pode dizer – niguem irá acreditar – que poderá ser envolvido neste rolo ( procure sobre a origem da Odebrecht Defesa e Tecnologia, em : Penta Prospectiva Estratégica Ltda ).

            Mas retornando a seu texto, vc. mexe com variaveis da época do contrato que impactaram ( brigaram ) na MB, grupos que tinham concepções diferentes, o pessoal da AIP ( air independent propulsion ) ” os modernos”, contra os nucleares ” pessoal do Othon” ( old fashion ), para os modernos a tecnologia AIP ( Siemens ou Kockuns ) dos IKL seria mais aconselhavel a nossas condições, inclusive de custo, mas os “antigos”, que a mais de 30 anos batalhavam por um SSN venceram quando combinaram com a DCNS, que na real, deseja fazer no Brasil, ou desejava, uma versão não do Amethiste ( um Rubis melhorado ), mas um “teste” de casco e sistemas do “Barracuda”, não por nós, mas para poder concorrer na India – que tambem adquiriu Scorpenes – contra os russos, e aqui é só UM, na India são 4.

            As pessoas “normais” creem que um SSN (nuclear) é um bicho de 9 cabeças, a arma definitiva, mas reduzir um reator e inseri-lo neste navio, trata-se na realidade de somente um sistema de propulsão, até nossos vizinhos argentinos com o “Candú” podem fazer isto, caso tenham dinheiro, o projeto do ARA Santa Fé ( um TR-1700 ) permite, o rpoblema de um SSN não é a “propulsão”, tecnologia dos anos 60, mas a “porra” do ruido dos trocadores de calor do reator e da pressão das bombas de resfriamento, tipo os “Alpha” russos ( anos 80/90 ), rápidos, pequenos, uma tremenda resistência a profundidade, mas quando elevavam potencia – Brilhavam, viravam alvo – pato na lagoa e pequena.

             E meu filho, vamos lembrar que em 2015 um submarino chinês ( Classe Kilo EKM com AIP , procedencia russa ), “furou” no Mar do Japão a TF da US Navy liderada pelo USS Ronald Reagan, logrando mais de 4 soluçoes de tiro de missil e duas de torpedo ( a 5 mn – tipo estava do lado ).

              O Sub- AIP, pode ser Scorpene (Jeumont ), ou HDW, IKL ( Siemens ), Kockums ( Stirling ), resumindo “células de combustivel ” ( herdeiras do sistema Walther da 2a GM ), atualmente são muito mais tecnologia embarcada do que a propulsão nuclear.

              Não sou contra as pesquisas da Amazul/Iperó ou da Fundação Pátria, que não apenas estão desenvolvendo um SSN, pois estas pesquisas vão muito alem de somente um sistema de propulsão submarina, o RMB para isotopos para a saude, e mesmo o LabGene ( investigação de fisica de particulas ), são muito mais importantes que um “navio movido a vapor “.

               P.S. : Foi engraçado o Jobim, quando ele falou que o SSN ” seria para proteger o Pré Sal “, porra todo mundo sabe onde encontram-se estas reservas e plataformas, qualquer satélite no Google as enxerga, trata-se enquanto mar uma area pequena, na qual um SSN para manobrar teria dificuldades, alem de virar um alvo facil – politicos são complicados, tem votos, mas em matéria de defesa, não entendem nada.

               

      • Fiquei com algumas

        Fiquei com algumas duvidas:

         

        _ Se o projeto do SSN brasileiro é algum tipo de banco de testes para um casco derivado do Barracuda, por que ele parece ser apenas um Scorpene “esticado”, na prática uma volta ao Amethyste, em vez de um Barracuda simplificado?

         

         

         

        Agora olhando o Barracuda as diferenças são bem notáveis

         

         

        Para piorar ainda tem a noticia de que a Australia esta trabalhando numa versão convencional do Barracuda!! Só falta entrar em operação antes dos nossos Scopernes!!!

        • É um “simplificado”, mas…..

              O ” Amethiste” não deu certo, custou muito para pouca evolução de um “Rubis”, e pela avaliação do pessoal da DCNS, visando minimizar os riscos de custos da Classe Barracuda, seria ideal que algum outro País participa-se, do processo, e o SSN Alvaro Alberto cumpre esta função, aliás, mesmo que não seja concluido.

               A idéia de evoluir um SSK para um SSN, tipo de um Scorpene para um SNBR, não é recente, começou nos anos 80 com os canadenses ( “Classe Canadá” ) mas pressionados pelos USA ficou só em projeto, bastante viavel, tanto que através de movimentações “heterodoxas”, os sub argentinos da Classe TR-1700 ( imensos para época ) alemães da HDW, possuem projetos, factiveis, para instalação de um pequeno reator.

               Quanto a concorrencia australiana, a opção nuclear não é contemplada, mas eles exigem que os substitutos da Classe Collins, tenham propulsão AIP ( SEA 1000 Program ), e esta “batalha” entre os possiveis fornecedores está brava, uma briga de “cachorro grande”, até com acusações de espionagem ( caso recente da divulgação de informações secretas do contrato DCNS – India de Scorpenes ), as costumeiras de corrupção, e até motivos étnicos ( japoneses X australianos nacionalistas ).

                Apesar de em abril passado a DCNS com o ” Barracuda Shortfin “, ter sido declarada vencedora sobre os alemães ( TKM Type 216 ) e japoneses ( Soryu ), para 12 unidades, um contrato de US$ 37 Bilhões, este assunto no Parlamento australiano ainda esta “fervendo”, inicialmente pelas razões de custo, pois as propostas derrotadas eram bem mais baratas, e entrariam em operação antes de 2030, já outras indagações referem-se ao controle destes submarinos pelos americanos, afinal a DCNS cedeu no contrato, aliás associou-se, que todos os sistemas de armas sejam fornecidos pela Lockheed – Martin.

                  Outro problema parlamentar australiano, levantado pela oposição e os “verdes” (ONGs e politicos ), é que na realidade a idéia futura é de que os 6 primeiros submarinos sejam SSK ( diesel-elétricos com AIP ), já os outros 6 ou mesmo 4 ( modificando o contrato original ) seriam comissionados como nucleares, afinal a Marinha australiana tambem tem um programa neste sentido.

  2. Refrescando a memória sobre o papel das FFAA

    A MISSÃO DO MINISTÉRIO DA DEFESA (Do portal=http://www.defesa.gov.br/):

    “Coordenar o esforço integrado de defesa, visando contribuir para a garantia da SOBERANIA, dos poderes constitucionais, da lei e da ordem, do PATRIMÔNIO NACIONAL, a  SALVAGUARDA DOS INTERESSES  NACIONAIS  e o incremento da inserção do Brasil no cenário internacional.”

  3. Nenhuma novidade

        Quem quiser pode acessar postagens minhas neste sitio, referentes ao caso ODT ( Odebrecht Defesa & Tecnologia ), tais como:

          ” Sem noção ” – em 28/10/2016 as 17:03 – //jornalggn.com.br/comment/1009072#comment-1009072

          ” Para vc. guardar e futuramente recordar ” – em 06/11/2016 as 22:53 – //jornalggn.com.br/comment/1012766#comment-1012766

          E sobre uma visão mais geral da situação da ODT, alem dos submarinos :

           ” ODT acabou, já era, FOI ” – em 24/12/2016 as 20:00 – //jornalggn.com.br/comment/1034690#comment-1034690

  4. Prioridade

    O que se percebe é a total irresponsabilidade de nossos governos com nossa ” Amazônia Azul”‘, fonte de quase 100% de nosso petróleo , 90 % de nossas trocas comerciais,  7 500 Km de extensão ,próxima da nossa maior parcela de população , de nossos recursos de produção industrial . Literalmente estamos desprotegidos mesmo contra agressores de menor importância econômica . Descuidar de área tão sensível ,permitir sucessivas falências de nossa indústria naval é torcer pelo bandido ou traição ao Brasil

  5. O silêncio sobre a intolerável traição

     

     

    “Jornal GGN – Na mira da Operação Lava Jato no Brasil e de outros 11 países, além do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, os contratos da Odebrecht se veem ameaçados pelos próximos anos. Um dos principais empreendimentos a nível de tecnologia nacional é o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB). Terminada a concepção do submarino de propulsão nuclear há mais de três anos, atrasos em outras estruturas e a queda de 50% do efetivo da Odebrecht deixam incertezas na expectativa de conclusão.”…

    …”O objetivo, ao final, é ainda maior que as obras em si: permitir “ao país desenvolver de forma autônoma uma série de novas tecnologias, aliado a nacionalização de sistemas e equipamentos com significativo ganho para a indústria nacional”, contou Viana Rocha.”…

     

    Se os militares brasileiros orientados pelos EUA, não tivessem embarcados nas torturas, assassinatos, atos terroristas, sequestros, desaparecimentos e selvagens perseguições, muito provavelmente, não teriam deixado o governo em 1985. E, com toda a certeza, já teríamos concluídos mais de um submarino nuclear e vários submarinos convencionais, imprescindíveis a nossa soberania, principalmente, por conta das gigantescas jazidas de petróleo e gás no pré sal, descobertos pela competente Petrobras.

    Por não tolerarem a mais leve possibilidade de independência, econômica, tecnológica e militar, do Brasil e da América Latina, os EUA ajudaram a depor os militares, que eles mesmos tinham instalados, acreditando que os milicos iriam entregar a pátria como eles pretendiam.

    Deposto os militares, logo em seguida, apareceu o governo FHC/PSDB, causando siderais prejuízos ao Brasil com as conhecidas privatizações de riquíssimas empresas estatais a preços de bananas. Dentre elas, a mais criminosa, foi a inesquecível privatização da CVRD (hoje, Vale), apreços de nada.

    Tragicamente, os EUA estão retornando com toda total. Desta vez, instalando no Poder uma verdadeira quadrilha de vendilhões da Pátria. Por conta desse golpe, os prejuízos decorrentes da Lava Jato e das privatizações que estão sendo realizadas por essa turma de entreguistas, já totaliza, muitas vezes mais, o montante contabilizado pelas diversas ações dirigidas pelos golpistas, a pretexto de combate a velha praga da corrupção. São os novos traidores da Pátria. Até quando vamos continuar em silêncio?

  6. Amazônia azul?

    Parte do marketing para os investimentos da Marinha foi a proteção das reservas do pré-sal. Ora, as reservas já estão sendo cedidas a empresas ESTATAIS de outros países (inclusive a França). Deveríamos aproveitar que os franceses já vão, seguramente, defender o pré-sal DELES e contratá-los para defender o restante também, economizando.

    E os nossos militares deveriam ser incorporados às missões da OTAN, para terem um “treinamento” mais realista. É claro que isso implicaria um certo risco, mas acredito que eles estaríam dispostos a correr esse risco, em defesa dos EUA e contra o comunismo.

  7. Finito

    Armas nacionais, tecnologia, soberania, responsabilidade constitucional?

    Prezado Almirante, esqueça. Já era! Finito. Brejo. Nem na próxima encarnação.

    Além do que não será mais necessário submarino para defender o pré sal. Antes que a Marinha e as briosas forças armadas do nosso querido Brasil conte até dois o Parente já terá doado tudo! 

    Para os integrantes das Forças Armadas nem tudo está perdido. O golpista já tomou a providência óbvia de preservar os soldos de V. Sas. 

    • Hierarquia nas Forças Armadas

      A História nos mostra que a Marinha e a Aeronáutica sempre foram hierarquicamente subordinadas ao Exército.

      Se você não concorda, diga o nome do Almirante ou Brigadeiro que foi “presidente da república” durante toda a ditadura militar.

      É preciso lembrar que atualmente a Segurança do governo golpista está garantida pelo General Etchegoyen.

      O golpe atual e o de 64 foram coordenados e apoiados pelos norte-americanos. Basta lembrar que a “escolha” do General Castelo Branco foi determinação dos EUA.

      Estes são fatos. Ou não ?

      Alguém acredita que os comandantes das Forças Armadas dariam suas vidas em defesa da Soberania e da Constituição do Brasil ?

       

      • Etchegoyen

          Esta pessoa é bem compativel ao pensamento da esquerdinha tupiniquim, tão burra quanto ele, aliás se merecem, o General Etchegoyen deve adorar esta visão de um espantalho que a esquerdinha retrograda lhe concede, ele não garante nada, nem sabe ou tem idéia do que está ocorrendo em sua própria seara, nem a ABIN ele controla, já quanto a inteligência da PF, ela esta atuando, e faz tempo ( desde Lula  2 ) independentemente, somente subordinada, em termos vagos, ao delegado atuante, conchavado a membros do MPF, nem o MinJustiça ( de Zé Eduardo a Alê Moraes ) tem idéia do que eles estão fazendo.

           Quanto as FFAA, a unidade estratégica mais atuante em inteligência, o ” S2 ” ligado ao EMCFA, ainda tem forte influência do Exército, e reporta ao GSI-PR ( Etchegoyen ), apenas o que acha “importante”, para eles.

            O problema mais relevante e REAL relativo ao SisBin, não é o GSI, os S2 das FFAA, sequer o pessoal da ABIN ou os do DPF , orgãos estruturais de Estado, mas sim os ” avulsos ” paralegais, fora do “mainstream”, que vendem serviços de intel ( comunicações, analises, infiltrações ), para quem pagar melhor e sem rastro, e comercializam com qualquer um.

            Mas é ótimo, que tanto a esquerdinha como os direitóides brazucas, estacionaram o cerebro nos anos 60/70, pois quem já esta no século XXI, no minimo alem de 1990, sai bem na frente em entender como o barato hj. funciona.

        • Soldadinhos de merda!!!

          Quando leio o post e o comentários acima, lembro da música do Legião Urbana: “Que pais é esse”, “general sentado com o cú na mão”. O Vice Almirante Othon é considerado um preso político, junto com José Dirceu, contrariam a ordens vinda do norte, queriam a independência do Brasil, mas não combinaram com os russos. Nosso problema não é o tio sam e sim nossa elite entreguista, safada, que se contenta com um iphone. Não tem espirito de nação, trata aqui como uma republiqueta.

  8. SBR 1 ou S-40 Riachuelo

        Não sei quando foi realizada esta consulta a MB, mas o cronograma foi alterado e o 1o submarino convencional (SBR-1), o “cabeça de classe” ( S-40 ” Riachuelo ” ), esta com o “lançamento previsto” para 2020 e não 2018, sendo que sua entrega ( comissionamento ) ao setor operativo da MB prevista para 2022.

         Outro dado importante que a matéria não contempla, que  deve ser explicado, é que trata-se de duas atividades diferentes, uma é a construção dos submarinos convencionais, base deles e estaleiros, todas sobre a responsabilidade da Itaguai Construções Navais ( DCNS + Odebrecht + MB ), já com relação ao SSN ( nuclear ) o gerenciamento dos processos cabe exclusivamente a ” Amazul tecnologias de Defesa SA ” – uma empresa estatal ligada a MB .

  9. Se um juizinho mequetrefe
    Se um juizinho mequetrefe atrapalhasse os planos da marinha dos EUA ele certamente seria preso. Se ousasse sabotar a marinha da Rússia ele apareceria numa vala com dois tiros na cabeça. Cá nenhum marinheiro é capaz de afogar aquele merdinha madrinha de Curitiba numa poça de água.

  10. Se um juizinho mequetrefe
    Se um juizinho mequetrefe atrapalhasse os planos da marinha dos EUA ele certamente seria preso. Se ousasse sabotar a marinha da Rússia ele apareceria numa vala com dois tiros na cabeça. Cá nenhum marinheiro é capaz de afogar aquele merdinha madrinha de Curitiba numa poça de água.

  11. O QUE É VERDADE NISSO TUDO?

    Não gosto de meias verdades e nem de mentiras e nem de desinformação. Com a derrogada da empreiteira é possível anilizar de forma estratergica que ha interferência externa no atraso da transferencia de tecnologia e de defesa ou não? Como na entrevista com o Assange fundador do WikiLeaks  o exercito está por traz para adiquiririr mais força destroçar a petrobras em coluiu com EUA? O que podemos ter de verdade nisso tudo? São meras especulações? Quem poderá dirimir tais duvidas sem mentir? Cadê o verdadeiro jornalismo dos brasileiros defensores dessa nação, os nacionalistas verdadeiros?

  12. Em 2008 os EUA começaram a agir
    Em 2008 os EUA começaram a agir para impedir o fortalecimento da Defesa brasileira mais especificamente contra o projeto do submarino movido a propulsão nuclear…assim detonaram o projeto com o projeto ao prenderem o almirante Orhon, o que ocorreu com a ajuda dos EUA cooptando Janota, sendo que para coroar o feito só falta prender o Lula num pais agora sob ocupaçao de interesses americanos e do mercado que se apodera de tudo, inclusive da impressao do papel moeda, tal qual ocorreu no Iraque após a invasão pelos Bárbabaros…neste post ha um video sobre a preocupaçao dos EUA com a ousadia de Lula na area da Defesa: uma reportagem da insuspeita Globo com base em vazamento de documentos da diplomacia americana,
    pelo Wikileaks

    https://josecarloslima.blogspot.com.br/2016/11/o-juiz-sergio-moro-servico-de.html?m=1

  13. Se toca, galera!
    Linda galera que em noite apagadaVai navegando num mar imensoNos traz saudades da terra amadaDa pátria minha em que tanto penso — “Cisne Branco” – hino da Marinha

     

    Nassif: com tristeza, concordo com a tese do Carcamano da Moóca — “Marinha de Guerra, prá quê?” Essa, então, de submarino nuclear, já era.

    Não “doamos” à Westinghouse as centrífugas e as centrais nucleares (com promessa desse submarino ir junto)?

    Não mandamos pró xilindró aquele almirante que impedia que os da Matriz assumissem todo programa nuclear brasileiro?

    Não vendemos a preço de bananas todo sistema de segurança nacional àqueles do Oriente Médio, conforme combinado entre a Colônia de Higyenópolis e o Intelectual Tardio?

    E se estamos fechando os estaleiros nacionais e despedindo aqueles operários nortistas e nordestinos, qual serventia dessa força militar, além da despesa?

    A “IV Armada”, diga-se de passagem, está ali mesmo, a menos de “uma pedrada” do présal, com 15.000 bravos marinheiros, leais aos golpistas. A manutenção será paga pelas petrolíferas que irão assumir a Petrobrás (promessa de campanha), com os Royalties que iriam para a Educação e a Saúde.

    Mas a culpa mesmo é do Almirante Tamandaré, que não conseguiu convencer o Imperador em autorizar o bombardeio das posições republicanas, também golpistas à época

    Ter consciência é importante. Mas não é nada, no Brasil de “MT”. Vecê viu no que deu?

  14. O “cérebro” do projeto

    foi preso e está sendo torturado por Moro e eles da Marinha, Exército e Aeronáutica não fizeram e não fazem nada alegando “a não interferência em assuntos que não nos dizem respeito” (lembrando que em 1964 eles rasgaram esse princípio de conduta); aliás, como já disse um comentarista antes de mim, não se preocupem com a defesa nacional contra agentes externos, Temer e seus ratos já traçaram todo o plano pra vocês: a Amazônia Azul foi uma armação petralha e os ianques é que farão a segurança do Pre-Sal, que já está sendo doado a conta-gotas.

  15. Não faz mais sentinfo o

    Não faz mais sentinfo o PROSUB os gringos já conseguiram de nós o que queriam sem disparar um tiro só com os pollíticos entreguistas brasileiros e direitistas do MPF e justiça.

    Já entregaram todo o pré-sal com barril vendido a preço de coca-cola para Pedro Parente “consertar” a Petrobrás

    Até o quadro de pessoal da marinha poderia ser reduzido.

  16. O Jucá falou que tava todo

    O Jucá falou que tava todo mundo junto, num grande acordão !!!

    PAtrulhem a costa de caiaque !! Bem-feito !!!

    Até pq a defesa do pré-sal não é necessária, estamos dando.

     

  17. Aeroporto

    Cada vez mais começo a ficar convencido de uma historia contada por dois frentista do posto de gasolina(posto enfrente ao areroporto de Congonhas) e confirmada por um taxista de Guarulhos de que o Lula só não foi levado a para Coritiba porque a Aeronautica não autorizou  a decolagem do jato da policia federal,isolando a area e quase no mesmo instante todo o movimento decolagem de Congonhas e Cumbica foi suspenso.Se somarmos a este fato as palavras vinda do Exercito que resumidamente quer independencia e poder ,podemos concluir que podemos ter dentro das forças um movimento de liberdade.

     

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