Quarentena deve ser prolongada ou alternada até 2022, diz Átila Iamarino

Virologista divulgou estudo em que aponta a retomada gradual dentro de dois anos nos países desenvolvidos que conseguirem preparar a rede para a pandemia

Jornal GGN – O virologista Átila Iamarino divulgou nas suas redes sociais, na noite de terça (14), o primeiro estudo que projeta quando ou como as medidas de mitigação ou supressão contra o coronavírus poderão ser suspensas. De acordo com as primeiras impressões do cientista, “as conclusões são tensas”.

O estudo apontou que a quarentena deverá ser prolongada ou alternada até 2022, caso as orientações de distanciamento social e outras recomendações sejam levadas a sério e o sistema de saúde seja preparado para absorver a demanda.

No cenário mais dramático, em que as intervenções não são feitas ou são insuficientes, o problema continuaria até 2024. “O que aceleraria o processo de forma não catastrófica seriam novos tratamentos e aumentar a capacidade de leitos”, avaliou.

Outra informação revelada pelo estudo é que não há certezas sobre quanto tempo o vírus pode levar para desaparecer. “Com imunidade permanente, se ninguém pega o vírus mais de uma vez, ele desapareceria em 5 anos. Sem imunidade permanente, não se tem perspectiva de quando ele some.” Segundo Átila, a pesquisa não concluiu qual é o caso do coronavírus e “recomenda testes de imunidade das pessoas para saber melhor.”

O documento também abre um debate hipotético sobre qual o caminho que a COVID-19 pode seguir se comparado com outros coronavírus humanos: “Se o de imunidade protetora (como a SARS) ou o de imunidade parcial por um ano, como os coronavírus que causam gripe.” Átila notou que parece mais “compatível” com um vírus de imunidade parcial.

“Se a imunidade só durar um ano, como pros coronavírus humanos que causam gripe, todo ano [a epidemia] volta forte. Se durar dois anos, a cada dois anos volta forte. Sem imunidade permanente, não tem muita saída”, porque “se a imunidade não for permanente, ele continua indefinidamente.”

Átila ainda ressalvou que “mesmo se a imunidade for permanente, pela necessidade de não deixar o sistema de saúde colapsar com todo mundo doente, precisaremos de 5 anos, até 2025, pra ter a ‘imunidade de rebanho’ que protege todo mundo. Isso contando com sistemas de saúde de primeiro mundo.”

O paliativo para esse cenário seria o surgimento de uma vacina. Na falta dela, encontrar tratamentos e aumentar os leitos em hospitais “pode acelerar a saída”.

Neste caso, “teríamos que alternar distanciamento mais forte com abertura econômica, aperta mais no inverno, pode abrir mais no verão.” Sem vacina, mas com leitos expandidos, “o distanciamento intermitente teria que ser mantido até o meio de 2022.”

Leia mais detalhes do estudo no perfil Átila, no Twitter, clicando aqui.

O link do estudo está aqui.

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