“Quem vai pagar o pato” volta-se contra Temer

 
Jornal GGN – “Quem vai pagar o pato?”, foi a pergunta símbolo dos atos pró-impeachment, que agora se volta contra o presidente interino Michel Temer. É que o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, responsável pela campanha e um dos aliados de Temer na queda da presidente Dilma cobra o preço: é contra a recriação da CPMF ou de impostos que afetem o setor.
 
Mas apesar da saída temporária de Dilma Rousseff, a ideia do imposto transitório não foi descartada pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, como uma das saídas para a crise econômica.
 
“O pato está a postos e tem como prioridade dizer não ao aumento”, disse Skaf, no último sábado, em entrevista à Rádio Gaúcha, referindo-se ao animal inflável que foi colocado em frente à sede da Federação. 
 
Um dia depois, o empresário reuniu-se com Temer, na noite deste domingo (15), para falar sobre essas cobranças. Além de Skaf, o presidente interino irá se encontrar nesta segunda, às 15h, no Palácio do Planalto, com quatro centrais: Força Sindical, União Geral dos Trabalhadores (UGT), Central dos Sindicatos Brasileiros e Nova Central Sindical de Trabalhadores.
 
Os grupos pressionam Temer, Meirelles, o ministro da Casa Civil Eliseu Padilha e o novo ministro do Trabalho Ronaldo Nogueira a rever algumas propostas anunciadas nesta última sexta-feira (13). Além do não retorno da CPMF, eles temem os rumos da reforma da previdência e a revisão da legislação trabalhista.
 
Apesar de Temer deixar os caminhos para a recuperação da economia nas mãos de Meirelles, o interino deve tentar uma conciliação com os grupos que antes o apoiaram no impeachment de Dilma. Ele e o ministro da Fazenda devem ser objetivos na proposta, que irão apresentar ao Congresso, para conter os gastos enormes que o setor representa, mas devem caracterizar o plano como “temporário” aos grupos sindicais, evitando uma oposição das centrais. 
 
Dentro do próprio Ministério temporário, o nomeado secretário de governo, Geddel Vieira Lima, se disse pessoalmente contra a recriação da CPMF.
 
“Sou pessoalmente contra a criação da CPMF, mas vou adotar a postura do governo. (…) O novo governo Temer tem um ministro da Fazenda, que é o Meirelles. Não há ambiguidade. Não haverá surpresas para pessoas físicas e jurídicas”, disse Geddel ao Estado de S. Paulo.
 
A Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil foram convidadas para a reunião com Temer, mas não confirmaram a presença.
 
 

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