Servidores da equipe de Paulo Guedes turbinaram 29% dos salários, que para alguns atingiu R$ 54 mil

Um benefício adicional chamado "jeton" fez estourar o teto garantido pela Constituição aos servidores do Ministério da Economia. Apesar de legal, a medida é questionada

Paulo Guedes - Foto: ABr

Jornal GGN – Membros da equipe econômica de Paulo Guedes ganharam quase R$ 1 milhão de gratificações no ano passado, adicionais aos salários, o que fez estourar o teto garantido pela Constituição aos servidores, chegando a R$ 54 mil em um dos meses.

Além da equipe econômica de Guedes, ministros do próprio mandatário Jair Bolsonaro receberam acima do teto de R$ 39.293 ao mês. As polêmicas dos altos salários não param aí: o secretário da Fazenda, Waldery Júnior, acumulou o salário do Senado com o cargo em comissão na pasta, além dos chamados jetons do Banco do Brasil, BNDES e BB Corretora, obtendo em outubro do ano passado R$ 54 mil brutos.

Em outro caso, o secretário do Tesouro, Masueto Almeida, recebeu jetons do BNDES e da BNDES Participações e atingiu outros R$ 54 mil em dezembro do ano passado, sem considerar férias ou décimo terceiro salário.

Em resposta para este último caso, o ministério da Economia afirmou que a função de Mansueto no BNDES “tem por objetivo acompanhar a reorientação e o redimensionamento do Banco na economia”, e que ele estaria neste posto “por questões estratégicas de governo e não por motivos salariais”.

O jeton é o pagamento a funcionários que participam de conselhos de emepresas estatais e do sistema S. É uma prática permitida por lei, apesar de polêmica, e que hoje vem sendo questionada no Congresso por projetos de lei que buscam acabar com essa remuneração extra.

Em total, esses benefícios aumentam em até 29% as remunerações totais dos servidores de Paulo Guedes e, no ano passado, somaram R$ 976 mil somente dentro do Ministério da Economia, o que acumulou a sete servidores que tiveram os chamados “super-salários” em outubro do ano passado.

Além de Mansueto, nove funcionários de Guedes receberam jetons, sete deles a partir do adicional de estatais e do sistema S. A tabela abaixo foi produzida pela reportagem do Uol, a partir de dados obtidos no Portal da Transparência, Portal do Senado e Diário Oficial. Confira:

(1) O governo recolhe impostos das empresas e, depois, repassa alguns deles ao sistema “S”. (2) No contracheque de outubro, não foram incluídos R$ 7.993,60 recebidos como honorários advocatícios.

 

 

 

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