Suposta venda de casa de Cunha a traficante foi explicada a banco na Suíça

Jornal GGN – Um dos responsáveis pela Orion SP – uma das quatro contas abertas na Suíça para beneficiar Eduardo Cunha (PMDB) e sua mulher, a jornalista Cláudio Cruz – teve de explicar ao banco Julius Baer a denúncia feita por uma deputada fluminense, há mais de 15 anos, dando conta de que Cunha teria participado da venda de uma casa de luxo ao traficante colombiano Juan Maria Abadia.

Segundo reportagem publicada pelo jornal O Globo nesta sexta-feira (23), o responsável pela conta – que não teve o nome revelado – informou ao banco que se tratava de uma denúncia feita por um “rival” de Cunha, que não foi comprovada. A informação consta no relatório que o Ministério Público da Suíça enviou à Procuradoria Geral da República, fruto de uma investigação por corrupção e lavagem de dinheiro contra o presidente da Câmara.

“No dossiê do banco constam uma reportagem da ‘Agência Estado’ da época [2002] sobre a venda da casa de Cunha e cópia de uma retratação de Sergio Antônio Alambert, advogado de Abadia”, destacou O Globo.

Na matéria, intitulada “Deputado do Rio teria vendido casa de luxo para Abadia”, a Agência Estado aponta que a casa teria sido vendida por R$ 800 mil. A denúncia sobre o negócio partiu da então deputada estadual Cidinha Campos (PDT) e tinha como base informação do advogado de Abadia.

Ele teria se retratado apenas em 2007. “O notificado não afirmou, confirmou, por puro equívoco, após ser indagado insistentemente pela deputada Cidinha Campos, que Cunha, o deputado, havia participado da negociação envolvendo o imóvel referido. Logo equivocou-se nesta confirmação e por ela se retrata”, escreveu Alambert.

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8 comentários

  1. éter

    Nassif,

    Basta procurar pelas notícias daquela época.

    ECunha, inteligente, apenas colocou os suíços no bolso do colete, pois nem o mais malandro dos suíços é capaz de chegar perto do nobre parlamentar, que consegue dar nó em pingo de éter usando luvas de boxe. Existiu informação de que ECunha e Abadia tinham vínculos de ordem comercial, o jornal dos Marinho publicou reportagens sobre o assunto.

    Juan Carlos Abadia, quando se instalou por aqui aprendeu rápido, disse que o Denarc e o Detran eram dois notáveis focos de corrupção, mas ninguém quis saber de consertar coisa alguma, é o brasilsil de corpo e alma.

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      Concordo em boa parte com

       

       

      Concordo em boa parte com o que diz Alfredo Machado. De fato, os supracitados, inclusive membros da gangue do Dr. Roberto Marinho. Sabemos tratar-se de criminosos de calibre avantajado. Sendo dois deles melhor enquadrados na categoria de bandidos de colarinho branco. Não obstante entre estes personagens em apreço: Juan Carlos Abadia, Eduardo Cunha e o jornal da família Marinho. Se instado a escolher o que diz um deles, ficaria com a palavra do senhor Juan Carlos Abadia.

      O cabra é um criminoso como os demais. No entanto, é homem pra dizer o que de fato pensa no momento crítico. É o que fez o senhor Abadia, já detido, declarar à imprensa que, se o governo de São Paulo quisesse mesmo reduzir a bandidagem  no Estado, fechava  o Denarc e o Detran. Com essa declaração, aliás, também citada ao final de seu texto. Dai, pode-se inferir que, o sujeito por ser bandido, não necessariamente necessita acumular a condição de safado sem vergonha, mentiroso e covarde. Como ao que temos observado, com esse notável incremento de “virginais e castos” militantes, e de combatentes indignados, contra a corrupção atribuída à mãe dos outros.

      Orlando

  2. Bandidos

    Um dos maiores do mundo é brasileiro , mora no Brasil e é o 3º na sucessão da presidente. com as bençãos de toda a oposição e todo o PMDB, aliado do Governo.

    E a presidente Dilma é a execrada, por não ter dado o que eles queriam, de início. Daí a raiva toda.

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