Temer aciona bancos privados, estatais e Lei Rouanet para reconstruir Museu Nacional

Jornal GGN – Um dos culpados pela falta de recursos que levou ao trágico incêndio do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, o governo Michel Temer anunciou nesta segunda (3) que reuniu uma rede de bancos privados, estatais e o BNDES para ajudar na reconstrução e restauração do espaço e das obras de arte, na medida do possível.

Na noite de domingo (2), um incêndio destruiu boa parte do Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, Zona Norte do Rio. O fogo começou por volta das 19h30 e foi controlado no fim da madrugada desta segunda. As perdas dos cerca de 20 milhões de itens são incalculáveis, indicam os profissionais que conhecem e atuam no espaço.

Segundo a Agência Brasil, a ideia de Temer é usar a Lei Rouanet junto à rede de parceiros. A lei foi criada no governo Collor para “facilitar o acesso a fontes de cultura; promover e estimular a regionalização; apoiar, valorizar e difundir manifestações culturais; e preservar bens materiais e imateriais; entre outros. O governo dá a permissão para que empresas ou pessoas físicas descontem valores do imposto devido, que são diretamente transferidos para os produtores culturais.”

O BNDES já tinha um contrato com o Museu para liberação de verbas que somam R$ 21 milhões, via Lei Rouanet. A primeira parcela, de R$ 3 milhões, seria liberada dentro de um mês, com a finalidade de bancar um projeto executivo de combate a incêndio.

Em nota, o BNDES lamentou “o trágico incêndio” e se colocou à disposição do Museu e da Universidade Federal do Rio de Janeiro “para redirecionar os recursos já aprovados aos esforços de reconstrução do prédio e, no que for possível, de restauração do acervo”, informou o G1.

Por Karine Melo

Na Agência Brasil

Bancos integram rede de apoio para reconstruir Museu Nacional

Em resposta ao incêndio que destruiu o Museu Nacional, no Rio de Janeiro, na noite de ontem (2), o presidente Michel Temer articulou hoje a criação de uma rede de apoio econômico para viabilizar a reconstrução do museu.

Formado inicialmente pela Febraban (Federação Brasileira dos Bancos), Bradesco, Itaú, Santander, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Vale e Petrobras, o grupo deve se empenhar nesse objetivo “no tempo mais breve possível”, segundo nota divulgada hoje (3) pelo Palácio do Planalto.

“Outros participantes poderão ser agregados durante a elaboração do projeto. Os ministérios da Educação e Cultura estudam mecanismos para que as empresas se associem na reconstrução do edifício e na busca pela recomposição do acervo destruído ontem. Uma das primeiras alternativas é usar a Lei Rouanet para financiar a iniciativa”, diz o comunicado.

Segundo a assessoria de imprensa do Palácio do Planalto, o presidente está cumprindo hoje agenda privada em São Paulo.

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19 comentários

  1. Cadê a ajuda da “Afundação Beto Marinho” ?

    Eu pensava que o vampirão iria pedir ajuda a Globosta para a reconstrução do esqueleto da “Luzia” e das múmias do antigo Egito.

    A direção de arte das telenovelas são muito hábeis no manuseio de PAPELÕES E PLÁSTICOS .

    NÃO SERIA FANTÁSTICO ?

    Cientistas levaram séculos para a reconstrução e catalogação dos tesouros, mas a Globosta reconstruiria o acervo em apenas alhgumas semanas (TUDO EM PAPELÃO E PLÁSTICOS) .

    • Bem que o governo dos

      Bem que o governo dos bandidos e a Rede Globosta deveriam enviar seus representantes para o deserto da Siria, Afeganistão e Líbia para garimparem (in loco) tesouros arqueológicos para a composição do novo acêrvo . 

  2. Depois entrega tudo para ser
    Depois entrega tudo para ser administrado “competentemente” pela Fundação Roberto Marinho mediante pagamento mensal do custos do serviço. Vai ser outro Museu do Amanhã, elefante branco bancado com dinheiro de impostos de todos nós que vai encher os cofres dos irmãos Marinho. Será um museu sem conteúdo, perfeito para quem quer apagar o passado do pais e fabricar outro novo.

  3. O Império não quer mais sócios, quer servos! Sem cultura.

    O Império não quer mais sócios, quer servos! E de preferência sem cultura e educação.

    Seguindo na linha de artigos anteriores, como o titulado por: O Império não quer mais sócios, quer servos! Agreguei o fator econômico o cultural. Nos artigos anteriores, fazendo um breve resumo, se identifica claramente que todas as políticas Imperiais do Grande Irmão do Norte passam não mais para a criação de indústrias subsidiárias nas colônias imperiais das matrizes do Norte. Simplesmente porque a criação destas empresas, por menor que forem os salários pagos aos seus empregados o potencial de desenvolvimento de uma indústria autóctone aumenta, e o pior, a industrialização e a existência de uma vida econômica no país aumenta a pressão sobre commodities que causaria inflação para os empregados do Império nos seu país.

    A criação de uma atividade econômica, além de atividades mineradoras ou agropastoris, que geralmente pagam salários que mantém seus empregados ao nível da subsistência, produziriam nas colônias legiões de consumidores de produtos industriais, que mesmo sendo de baixa qualidade, consomem as matérias primas finitas na face da Terra. A origem de toda esta preocupação começa desde o “Clube de Roma”, que com seu trabalho, “Os Limites do Crescimento”, deixa claro que alguma forma deve ser barrado o consumo fora dos países do Império.

    Porém além do bloqueio do desenvolvimento econômico se vê claramente que a pauta da aniquilação da cultura e educação nos países do terceiro mundo é algo perfeitamente constatado a medida que dentro de golpes como do Brasil, ou atualmente na exigências do FMI para seu empréstimo na Argentina, os esquálidos e inexpressivos orçamentos para ministérios da Cultura são simplesmente eliminados ou deixados próximo a zero.

    No caso brasileiro é notável o que o golpismo está fazendo com o Ministério da Cultura, primeiro extinguiu-o, voltando atrás com toda a gritaria do setor da cultura, e posteriormente em 2017 reduziu os minguados 0,07% a 0,08% do orçamento da União que tradicionalmente este ministério possuía, para o ridículo valor de 0,012% (dados do portal G1 da rede Globo), ou seja, diminuir as verbas do já miserável orçamento para a cultura ainda mais não tem o mínimo impacto nas contas públicas.

    O corte das verbas do Ministério da Cultura no Brasil, que antes irrisórias passando para praticamente inexistentes, mostra sua consequente incapacidade de patrocinar qualquer verba de restauração do mais importante Museu Nacional.

    Ao mesmo tempo que se vê a mutilação da cultura nacional, chegam notícias da Argentina, agora sobre domínio do FMI que o Ministério da Cultura ou será extinto ou simplesmente transformado numa secretaria dentro de outro ministério, evidentemente para que sobre dinheiro para pagar os interesses internacionais e para diminuir a cultura local.

    A extinção das culturas nacionais são parte da sustentação da globalização, onde as empresas multinacionais mandarão os seus lixos culturais para os países periféricos. Isto diminui a autoestima nacional, cria uma noção que cultura é aquilo que Hollywood produz e servindo isto tudo para a colonização cultural dos países periféricos.

    O que é bom em termos de cultura são os parques temáticos da Disneylândia, os filmes e séries enlatadas do USA e a cultura do hambúrguer norte-americano, feito com o resto da carne que sobrará para nós.

     

  4. Acervo de línguas indígenas

    Cinda Gonda

    47 min

    Pessoal, não salvou-se nada da Linguística. Perdemos todo o acervo de Línguas Indígenas: as gravações desde 1958, os cantos em muitas línguas sem falantes vivos, o arquivo Curt Nimuendaju: papéis, fotos, negativos, o mapa étnico-histórico-linguístico original com a localização de todas as etnias do Brasil, único registro que tinhamos datado de 1945. As referências etnológicas e arqueológicas das etnias do Brasil desde o Sec. XVI…Enfim, uma perda irreparável para nossa Memória Histórica. Está doendo demais ver tudo em cinzas.

    • Ninguém fez algum Backup?

      Será que não há alguns pesquisadores que regravaram estas fitas?

      Para mim tudo que é único ou deve ser feito um Backup ou fazer reproduçôes e os originais serem guardados em locais seguros (no caso parece que era a vontade da direção que não conseguiu por falta de um prédio).

        • Eu sou obcecado por backups.

          Tenho computador há mais de 20 anos, e tenho artigos guardados desde esta época. Quando trabalhava chegava a ter quatro backups em dois locais  afastados 12 km um de outro com várias mídias. Quando chefiava um setor com alunos de diversos níveis, desde bolsistas de segundo grau até estudantes de doutorado, devido a minha chatisse nenhum de mais de uma centena de estagiários de todos os níveis jamais perdeu algo.

          Hoje em dia é possível fazer cópias tão fidedignas que por exemplo o ORIGINAL DA LEI ÁUREA que se perdeu no incêndio poderia estar guardado e exibido cópias com altíssima fidelidade. Outro exemplo é o caso das gravações dos indígenas, ou seja, por exemplo deixar a mão de um louco qualquer um quadro original é um crime, deveriam fazer cópias e os falsários teriam trabalho durante toda a vida.

      • Acho que ajuda entender

        Nilson Lage

         8 h ·  

        Há 15 anos, quando dirigi por alguns meses um órgão publico vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, tentei inutilmente convencer políticos e burocratas da importância e urgência de se copiarem digitalmente teses e dissertações acadêmicas, bem como o acervo das bibliotecas públicas, constituindo coleções estruturadas com tesauros que assegurem o acesso em múltiplas cópias-espelho..
        Incêndios acontecem. Governos de ignorantes também. E períodos de tirania e intolerância.
        Pode-se imaginar uma arquitetura simples de registro, capaz de ser transcrita e reformatada a cada mudança tecnológica.
        Afora a aura que Benjamim atribui aos originais (já não tão originais, se impressos), e o desprezo dos colecionadores pelas réplicas, o essencial de cada obra permanece em sua reprodução digitalizada, em duas ou três dimensões
        É uma tarefa enorme, como tantas outras que se deixam para depois, preferindo encher as burras de dinheiro de quem não está aí para o futuro das gentes.

         

  5. Esse é o modelo americano de

    Esse é o modelo americano de destruir tudo é depois 

    chamar os amigos para reconstruir para levar vantagem.

    o canalha vai indicar a empresa do amigo coronel 

    para tocar a obra.

  6. A Fundação Roberto Marinho
    A Fundação Roberto Marinho conseguiu administrar o museu da Língua Portuguesa em SP após um incêndio misterioso igual ao do Museu nacional,SERÁ Q VAI CONSEGUIR ADMINISTRAR O MUSEU NACIONAL NA MESMA CIRCUNSTÂNCIA?Lembro q a Cinemateca Brasileira em SP escapou por pouco de um incêndio misterioso desses e isto cheira sabotagem para mudar a administração e papar o dinheiro público!!São sujos!!

  7. Isso é de uma ESTUPIDEZ inacreditável

    Como vao “reconstruir” o fóssil de Luzia, com 12.000.000 de anos? Ou os fósseis dos dinossauros? As múmias egípcias? Ou os cantos em língua indígenas que nao têm mais falantes vivos? Cretinos.

  8. chocado mas não surpreso.

    Solução bem tipica dos jecas. 

    Vamos chamar os banqueiros agora que tudo virou cinza!

    Chamemos tambem os profissionais da globo para recriar em tecido, papalão, cola, resinha todo o material perdido.

    Vai ser o “fake-museu”.

    Mais uma invenção nossa elite!

    Seria mais honesto deixar as ruinas.. como testemunho de nossa incompetencia” . 

     

     

  9. E o dinheiro surgiu das cinzas…

    A lógica destrutiva do neoliberalismo é assim: os governos alegam que não há dinheiro para o gasto publico em educação, saúde e cultura. Ai quando tudo vira cinzas o dinheiro aparece sob a forma de renuncia fiscal e pagamento de juros. O resumo do ‘problema fiscal’ é: não há dinheiro para o povo, só para os empresários. E os empresários que se queixam da intromissão do estado e dos gastos do governo viram filantropos pagos pelo Estado.

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