Temer cancela viagem à Ásia por Lava Jato e eleições

Foto: AFP
 
Jornal GGN – O presidente Michel Temer adia, uma vez mais, a sua agenda de viagem oficial à Ásia. A justificativa dada pelo Planalto, em comunicado emitido neste domingo (29), era que a sua ausência a partir do dia 7 de maio poderia prejudicar as votações no Congresso Nacional. Entretanto, a decisão ocorre no ápice das investigações no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o mandatário.
 
A agenda previa visitas a Cingapura, Tailândia, Indonésia e Vietnã, embacardo entre os dias 5 e 7 e com a volta prevista para o dia 14 de maio. Mas ele cancelou o roteiro, pela segunda vez, justamente quando a Polícia Federal (PF) enviou um pedido ao Supremo para adiar as apurações e diligências sobre o inquérito que investiga o decreto dos Portos.
 
Também foi marcada para a mesma semana em que Temer estaria ausente o depoimento de sua filha, Maristela Temer, que teria sido beneficiada de uma reforma feita com pagamento do coronel João Baptista de Lima, preso na Lava Jato.
 
Na semana passada, o mandatário já havia sido aconselhado a encurtar a programação no exterior ou, até mesmo, cancelar a viagem, uma vez que aqui dentro ele poderia articular melhor as estratégias de defesa jurídica, além das pautas que ainda segue levando no Congresso.
 
Mas, de acordo com o comunicado oficial divulgado pelo Palácio do Planalto e pelo Itamaraty, o motivo do cancelamento é outro: as pautas no Congresso e o “calendário oficial”. Por isso, além dos riscos de novas operações da Polícia Federal com mira nele, Temer quer estar preparado para articular as pautas que pretende aprovar e usar de bandeira para a possível tentativa de se reeleger.
 
“Tendo em vista o calendário eleitoral, a concentração de votações no Congresso, essenciais ao programa de reformas do governo, e a necessidade da ausência simultânea do país dos presidentes das duas Casas legislativas, durante o período da visita, por exigência da lei eleitoral, a pauta de votações no Congresso ficaria prejudicada”, informou o Itamaraty, em nota.
 
 
 

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