Trabalhador da Petrobras defende pré-sal e critica cobertura da mídia na Lava Jato

Representante da Federação Única dos Petroleiros diz que a mídia erra ao misturar Lava Jato com resultados operacionais

Jornal GGN – João Antonio de Moraes, da Federação Única dos Petroleiros e do Sindicato dos Petroleiros de São Paulo, em entrevista ao jornalista Heródoto Barbeiro (Record News), defendeu que a “destruição” das empresas envolvidas na Lava Jato irão prejudicar as atividades da Petrobras e, consequentemente, de seus milhares de trabalhadores. Ele criticou a cobertura que a mídia tem dado ao assunto, sem separar o dia-a-dia da estatal e seus “ótimos resultados operacionais” dos reflexos negativos que a investigação sobre corrupção produz.

“Há um ano que o principal assunto no noticiário é a suposta crise na Petrobras. A nós trabalhadores, temos o mais profundo interesse que tudo que esteja errado seja apurado e, os culpados, punidos. Mas nos preocupa também toda essa movimentação que tem levado à redução das atividades da empresa”, disse.

Moraes afirmou que o sentimento entre trabalhadores da Petrobras é de medo quanto a possíveis mudanças quanto ao regime de partilha do pré-sal, que instituiu o conteúdo nacional, “coisa que as empresas privadas não têm cumprido”.

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“Para citar um exemplo, o setor naval, em 2002, com a exigência desse acordo [conteúdo local], tinha cerca de 2 mil metalúrgicos empregados em estaleiros. Em 2014, chegamos a 85 mil. Isso se aplica em toda a a cadeia produtiva. Nos preocupa que todas essas movimentações [da Lava Jato] levou a Petrobras a suspender licitações com grandes empresas [suspeitas de envolvimento no esquema. Nós entendemos que se os executivos que estão envolvidos com corrupção, devem ser punidos. Mas a retirada das empresas prejudica o nosso trabalho, a Petrobras e o País. A saída delas significa a entrada de empresas estrangeiras para fazer nossas obras. Nossas empregos irão para fora e, obviamente, o País entrará em recessão.”

Moraes ainda falou que os resultados operacionais são os melhores do mundo, mas que nenhum brasileiro comum ficou sabendo disso, em função da grande mídia. Ele também falou abertamente sobre os interesses políticos da oposição à presidente Dilma Rousseff em tentar destruir a imagem da Petrobras para, em tese, vendê-la ao capital estrangeiro.

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19 comentários

  1. FUP atrasada

    Nassif,

    Tanto a diretoria da Petrobras quanto a FUP se mostraram absurdamente omissas em relação a muitas das matérias relacionadas à empresa, presença obrigatória em 1ª página de jornais já há meses. Só isto já seria suficiente para pronunciamentos condenando a mídia inteiramente parcial e, o pior, interessada direta e inteiramente esquecida.

    Agora, depois de uma queda de presidente que poderia ter sido perfeitamente evitada, bastando para isto que tivesse ocorrido uma eficiente Comunicação para contraditar as inúmeras manchetes fake ou tendenciosas, somente agora vem a FUP atrasada com certeza.

    Escrevo desta maneira porque peço esta resposta por parte da Petrobras e FUP já há muitos meses e, vamos e venhamos, estou bem longe de ser um expert que possa ensinar algo de útil à petroleira e seus funcionários. 

  2. A civilização do espetáculo na era do vazio

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=yGyD7W44F5o%5D

    Por favor, não me condene.

    Sei que roubei o título de dois livros.

    Um de Mario Vargas Llosa e o outro do filósofo francês Gilles Lipovetsky.

    Mas já que fiz a delação de mim mesmo, mereço a liberdade.

    Quem sabe até um prêmio?

    A Polícia Federal protagonizou um espetáculo digno das novelas decadentes da Globo.

    Prendeu um serial killer em plena tentativa de fuga.

    João Vaccari.

    Um serial killer que talvez apresente alguns aspectos a seu favor.

    Nunca se negou ao chamado da PF.

    Chamado, comparece.

    Tem endereço conhecido.

    Mora lá.

    Mas a Polícia Federal do juiz Sergio Moro achou que precisava invadir a casa durante a madrugada antes que ele fugisse para fazer a feira.

    Por coincidência, ele estava lá.

    Dormindo.

    Foi e prestou depoimento, como já o fizera antes.

    Nada de novo foi acrescentado ao que o juiz Sergio Moro já sabia.

    Voltou para casa.

    Acho que não mais a tempo de fazer a feira.

    Meu-Deus-o-que-fizeram-com-a-Polícia-Federal.

    Trabalho em equipe?

    A Globo agora não precisa mais fazer seus repórteres acordarem de madrugada para fazer as matérias.

    A cena foi filmada e entregue.

    A matéria “por coincidência coincidiu” com a festa de 35 anos do PT.

    Além da praticidade, uma bela economia… para a Globo.

    Quem paga a operação?

    Já ouviu falar de contribuinte brasileiro?

    Posso dar um detalhe?

    Tudo bem, reconheço que não tem nenhuma importância.

    Mas, posso dar?

    JOÃO VACCARI NÃO É SEQUER RÉU.

    Entre os leitores-telespectadores da mídia, alguns cúmplices, outros vítimas, orgasmos múltiplos.

  3. Opinião isenta e abalizada,

    Opinião isenta e abalizada, não é mesmo? Agora quanto aos partidos que esses sindicatos apoiam roubarem dinheiro a rodo da empresa o que esse sindicato disse até agora?

    E desde quando fora da propaganda governamental O pré sal é a salvação ou futuro, porque quem é do setor de energia e acompanha as notícias sabe que o pré sal e de conhecimento da petrolífera desde o final dos anos 70 quando  a BP descobriu indícios da existência do pré sal e a petrobras já era uma grande empresa antes de aí sim ter desenvolvido a tecnologia de extração.

    Toda estatal e uma mãe de privilégios ao seu corpo funcional cedendo benefícios que empresas privadas não conseguem dar. Diretores mesmo sendo de carreira dependem de compadrio político e partidos no apoio ao governo usam as estatais para angariar dinheiro.

    Fhc criou o sistema diferenciado de licitações para que a estatal ganhasse agilidade. O mecanismo foi utilizado para o ilícito.  Dilma criou o rdc para agilizar obras estruturantes da copa. o mecanismo foi utilizado para que as empreiteiras de sempre dividissem as obras entre si. Quem quiser e tiver curiosidade pesquise as obras dos estádios e quem ganhou as licitações.

    Se alguém quiser salvar a estatal que defenda uma legislação que permita a empresa atuar como as privadas ou como uma ppp que possui controle do governo e dos tribunais de conta. Que os diretores não tenham afiliação partidária e a escolha,  por mérito seja regida como ocorre com as agências com prazo de atuação e metas de ação 

    E sinceramente, dane se se a estatal tem monopólio,  se o sistema é  de partilha ou existe concorrência. O que interessa a nação não é ou não deveria ser a empresa mas os impostos e Royalties que viram independente de qual empresa faz a extração.

    • [   Opinião isenta e

      [   Opinião isenta e abalizada, não é mesmo? Agora quanto aos partidos que esses sindicatos apoiam roubarem dinheiro a rodo da empresa o que esse sindicato disse até agora?]    sindicato, assim com qualquer funcionário público, não é um safado alcaguete

  4. Os petroleiros estão mal de representante.
    Os petroleiros estão mal de representante. O sujeito classifica de desastre o regime de concessões enquanto enche a boca para exaltar a produção em tempo recorde de 700 mil barris do pré-sal, todos descobertos e produzidos sob este regime. Exalta a partilha com operação única da Petrobras sem se dar conta que é ela que está sugando os recursos, endividando a empresa e causando atrasos e cancelamentos de projetos de exploração e de novas refinarias, que estão colocando na rua milhares de trabalhadores de empresas contratadas e fornecedores. 

     

  5. SOLIDARIEDADE AOS TRABALHADORES DO PETRÓLEO E GÁS.

    Os números de produção da Petrobrás e outras empresas de apoio do setor não deixam dúvidas que a companhia tá no rumo certo para entrar no seleto grupo das dez maiores produções do mundo.

    A imprensa quer confundir os brasileiros misturando política, economia, partidos, corrupção, empresas, trabalhadores tudo num mesmo saco.

    Prenda os corruptos e solidarizem aos trabalhadores!  

  6. Tá, mas… e os custos?

    Eu vou deixar só umas perguntas, que não paralisam nem escandalizam, mas estão bem lá no fundo de toda esta discussão e silenciosamente alimentando-a:

    – Como é que estão os custos da produção interna de petróleo, da Petrobras, frente aos preços medios de venda do produto “petróleo bruto” no mercado internacional?

    – Vale a pena continuar insistindo em apressar a retirada de um petróleo (do presal) que, no pé do poço e sem considerar qualquer possível risco, tem um custo de produção mais caro que o preço de venda de qualquer outro petróleo do mercado “spot”, já na boca da refinaria?

    – A Economia do país, especialmente a área industrial, tem condição de diluir esse “sobre-preço” da energia nos seus próprios custos e, ainda assim, permanecer competitiva?

    – Qual a diferença da Economia brasileira, em relação à da Rússia, ou à da Venezuela, que lhe permita supor que estará blindada à derrocada dos preços internacionais das commodities, em meio a essa crise que continua e que já reduziu a 1/3 até o crescimento do PIB da China?

    – Alguém tem dúvidas de que a decisão Norte Americana de defender a própria economia pela via da auto-suficiência (ou menor dependência) energética em hidrocarbonetos, está na gênese da maior parte dos problemas que hoje enfrenta a Petrobrás para manter as “suas” contas em linha?

    Cá entre nós, vocês tem alguma esperança de que melhore alguma coisa, em qualquer lugar, quando os preços de produção estão praticamente empatados com os de comercialização, ou acima? Eu não.

    Abs 

     

  7. Se tudo isso que esse moço

    Se tudo isso que esse moço disse é verdade, o governo tem que ser responsabilizado é por não informar o cidadão e deixar que infirnações equivocadas destruam a Petrobrás e os interesses do País.

    • resposta/comentário

      Prezado, concordo, mas xcadê peito do govêrno para contrariar os interesses dos donos da mídia? Só quem não quer perceber não entende que a depreciação da Petrobras só interessa aos que estão tão interessados nela quanto estavam na Vale do Rio Doce, tão facilmente entregue.

  8. O sindicalismo brasileiro tem

    O sindicalismo brasileiro tem que mudar, defender empregos e salarios é defender as empresas e quem produz.  É a defender a etica no trabalho e nos negocios. Tem que parar de defender vagabundo e parasita que só aumenta o custo Brasil. 

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