Xenofobia contra venezuelanos expõe vísceras cultivadas no jornalismo de ódio e nas teses fascistas, por Tiago Barbosa

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Xenofobia contra venezuelanos expõe vísceras cultivadas no jornalismo de ódio e nas teses fascistas

por Tiago Barbosa

A imagem devastadora de refugiados venezuelanos tratados como animais leprosos e expulsos de Roraima é a aplicação xenófoba das teses fascistas forjadas no jornalismo de ódio de anos recentes e testadas nas passeatas contra a esquerda brasileira.

Ou é possível esquecer o medo do “bolivarianismo” açulado pela mídia frente a medidas políticas articuladas pelo petismo e vendido como bicho-papão do país dos venezuelanos Hugo Chávez e Nicolás Maduro?

Durante os governos Lula e Dilma, parte retrógrada da imprensa brasileira fez campanha incessante para assustar o imaginário coletivo com a ameaça de reprodução no país de um regime político noticiado por aqui como sanguinário, intolerante à oposição, alienante e contrário à liberdade de expressão.
Bolivarianismo, comunismo, chavismo e outros termos foram amarrados, deformados, explicados propositadamente de forma superficial e viraram bordões inócuos, mas com potencial suficiente de instituir no senso comum a ideia de um inimigo onipresente do qual só seria possível escapar com o expurgo público do PT e de aliados.

O temor irracional foi colado à vida pública e se tornou útil para desestabilizar o país como espécie de parâmetro às avessas das obrigações do estado – passou a infestar de matérias jornalísticas a condutas dos poderes constituídos e serviu de base para a adoção de medidas institucionais temerárias.

Às vésperas do segundo mandato de Dilma, por exemplo, o ministro do STF Gilmar Mendes receava a formação de uma “corte bolivariana” porque a presidenta tinha o poder constitucional de nomear cinco novos ministros. Quando ela editou decreto para ampliar a participação da sociedade civil, em 2014, os juristas Carlos Velloso e Miguel Reale – sim, o do impeachment – recorreram ao termo bolivarianismo para detonar a iniciativa.

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O epíteto político associado à Venezuela era, acima de tudo, sinônimo negativo de retrocesso e excesso de poder do estado.

A etiqueta já havia sido colada à gestão Lula e apequenado a avaliação midiática da política externa do ex-presidente, marcada, no entanto, pela aproximação com nações vizinhas e pelo fortalecimento dos países periféricos em contraponto à potência norte-americana.

O documentário Era dos Gigantes (2017, disponível na Amazon Prime Video), de Maurício Costa, expõe com propriedade como o governo Lula promoveu a construção de laços com sul-americanos enquanto liderava o continente na cruzada por relações internacionais multilaterais.

A imprensa brasileira, no entanto, reduziu o esforço diplomático a partidarização da política externa, enxergou risco constante de adesão ao bolivarianismo e pregou a postura beligerante contra os países da região – sobretudo a Venezuela chavista.

As sementes do ódio à relação fraterna com a América Latina germinaram nas insurgências contra os governos petistas e amadureceram no surgimento de porta-vozes do discurso contrário à ideia de integração regional candidatos à presidência da República.

Cabo Daciolo (Patriota) virou piada nacional após se rebelar na TV contra o inexistente plano de criação da Ursal (União das Repúblicas Socialistas da América Latina). O delírio do candidato, não por acaso, ressuscita um termo jocoso criado em 2001 por uma socióloga para caracterizar discurso de Lula contra a Alca, bloco cuja existência privilegiaria interesses norte-americanos. O termo seria resgatado pelo pensador conservador Olavo de Carvalho, ícone brasileiro dos direitistas da era das redes sociais.

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A intolerância e o contraponto de gogó também escoaram para a plataforma de campanha de Jair Bolsonaro (PSL), segundo colocado nas pesquisas eleitorais e conhecido pela defesa do armamento e pelo discurso de ódio contra mulheres, negros e pessoas LGBTQ.

A aversão do ex-militar aos venezuelanos cristalizou-se na sugestão de criar “campo de refugiados” para sanar o fluxo migratório provocado pela crise no país vizinho. “E agora os mais pobres estão vindo para o Brasil. Nós já temos problemas demais aqui. Se vamos incorporar aquele exército que recebe Bolsa Família, quem vai pagar isso aí? Vamos aumentar impostos”, ele declarou em entrevista em março.

Há poucos dias, o Ibope pesquisou 12 estados e identificou Roraima, palco das atrocidades contra venezuelanos, como único do Norte-Nordeste onde o candidato da extrema-direita lidera a corrida eleitoral à frente do ex-presidente Lula.

O ataque aos refugiados, no sábado, tomou forma depois de boatos viralizados pelo WhatsApp sobre um suposto roubo a um comerciante por venezuelanos. O resto da história desfechou anos de apologia ao ódio (formatada e difundida na mídia) contra povos e países identificados com a esquerda latino-americana – mesmo em situação de fragilidade física, social, econômica e psicológica.

“Agarravam os meninos e os agrediam. Batiam nos pais. Atiravam pedras, telhas. Batiam na cabeça. Pegaram nossa comida e nos expulsaram como se fôssemos cachorros”, descreveu uma jovem à imprensa. Em um vídeo na internet, pertences pessoais são queimados no meio da rua enquanto a horda fascista é apartada pelas forças militares.

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A cena xenófoba se desdobra ao som do hino nacional – coincidentemente, a trilha sonora das passeatas e da falência da nossa democracia

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10 comentários

  1. Infelizmente, não é só isso!

    Todos os países do mundo cedem a essa tipo de irracionalidade, que no fim das constas, obedece o mais baixo instinto de sobrevivência: se já está ruim sem eles, muito pior com eles.

    E claro, a questão passa por questões de classe, sim, porque estrangeiros vindos de países ricos são sempre bem recebidos, assim como aqueles que o senso comum (manipulado pela mídia) enxerga com vítimas (até certo ponto, porque os haitianos começaram a ser recebidos, mas depois foram rechaçados).

    Nós da esquerda deveríamos sentir ódio dos que fogem da Venezuela, ora bolas: afinal, estão traindo e sucumbindo a propaganda anti bolivariana dos EUA.

    Deveríamos sentir por eles o mesmo desprezo que sentimos por mineiros e goianos que sonham com Miami.

    Viram como não é uma questão fácil? A mesma ilusão dos europeus de esquerda com seus muçulmanos.

    Lutam (a esquerda) pelo direito deles (muçulmanos) em tratar suas mulheres como lixo,em defenderem estados teocráticos dentro de seus países e regras seculares que demoraram eras para serem estabelecidas, não sem o derramamento de rios de sangue!

    O certo é que esse enorme contingent (de venezuelanos) se soma aos fluxos que integram esse enorme mercado de gente humana, uma vez que boa parte dessa mão-de-obra vai servir ao rebaixamento e aviltamento dos já aviltantes preços da mão-de-obra nas periferias, como aconteceu com bolivianos (e o ramo têxtil em SP), haitianos.

    Bem, se queremos resolver os problemas de imigração, que tal começar com as reparações históricas e patrimoniais com os milhões de descendentes de negros trazidos à força da África do século XVI em diante?

    No caso dele a coisa fica bem mais fácil, afinal, foram sequestrados e colocados aqui.

    Já venezuelanos e outros estrangeiros devem entrar na fila e receber o mesmo tratamento que os pobres nacionais recebem, Por que a prioridade?

    Tem SUS para o pobre brasileiro? Tem casa? Tem emprego? Tem Educação? Então…

     

  2. O que esse episódio expôs foi

    O que esse episódio expôs foi a alma podre do brasileiro.

    Pode pôr a culpa no jornalismo, nos fascistas de plantão… mas aquelas pessoas escolheram fazer aquilo com os venezuelanos porque podiam e sabiam que não haveriam represálias.

    Pessoas honestas que tem respeito ao próximo não se tornam animais só por causa de jornalismo, elas sempre fora assim.

  3. A ignorância e o descontrole da direita brasileira inviabilizam

    A ignorância e o descontrole da direita brasileira inviabilizam o seu governo.

    A ignorância da direita brasileira que passa agora a ser representada pela candidatura Bolsonaro, caracterizada por ações tão desconexas sem um programa coerente, que está chegando ao ponto de inviabilizar a possibilidade de seu governo.

    Quando se fala de um Alckmin ou mesmo de outros elementos da direita brasileira, se pensa que há uma articulação com o capital internacional para viabilizar um governo vinculado a esse capital, porém há fatos que mostram que a direita brasileira desconectou de planos mais elaborados e começou a criar pernas próprias, que se continuarem com este padrão sofrerão uma forte resistência até de setores do Imperialismo Internacional.

    Quando um automóvel rompe a sua barra de direção e ele está a alta velocidade, ninguém a priori pode dizer a onde ele irá chocar, e um país das dimensões e população do Brasil é bem mais do que um automóvel, seria mais um caminhão transportando combustível! Logo o Imperialismo Internacional deve estar observando com cuidado as ações autóctones que a direita brasileira oferece ao mundo.

    Para se ter ideia da inconsistência da direita brasileira com os planos internacionais, vamos citar os eventos em Roraima, o único lugar onde a candidatura Bolsonaro está em primeiro lugar. Não é nenhum segredo que os Estados Unidos junto com a Colômbia sonha com uma intervenção na Venezuela a partir de uma ação comum com o Brasil, porém esta intervenção teria como um pano de fundo uma “intervenção humanitária” naquele país para salvar a população da “fome e do desabastecimento”, provocados pelo próprio bloqueio dos Estados Unidos. Não podemos esquecer que já houve dentro do Brasil uma ação conjunta das forças armadas brasileiras com as colombianas e norte-americanas para treinar uma “intervenção humanitária” num outro país que estivesse necessitando disto. Não precisa ser um gênio para entender que esta ação estava com objetivo de realizar esta ação “humanitária” exatamente na Venezuela. Não é por nada que o ministro Jugmann foi passar uma semana na Colômbia com uma pauta mais ou menos indefinida, que pode facilmente ser associada a organização desta “ação humanitária”.

    Entretanto como os eleitores de Bolsonaro, que não seguem a uma linha de ação definida por seu candidato, nem segue nenhuma recomendação específica do mesmo, por conta e risco próprio, embalada pela truculência e ignorância da direita brasileira, passaram a agredir fisicamente os venezuelanos que estavam vindo para o Brasil, estes “refugiados econômicos” venezuelanos certamente deveriam ser utilizados para dar maior credibilidade a esta ação “humanitária”. Porém depois da truculência com que foram expulsos de volta para a Venezuela, por mais que se force a barra, fica extremamente difícil convencer qualquer pessoa que seja, que alguém que coloca fogo em refugiados e os expulsa do seu país, vão participar de ações “humanitárias” com ou sem aspas.

    A intensa campanha das rádios e TVs brasileiras contra a Venezuela, caiu na cabeça da direita brasileira como uma ação contra o “povo bolivariano”, ou seja, não há dentro da cabecinha muito ignorante da extrema direita brasileira a diferenciação entre o “povo” de um país e seu governo.

    Não é difícil entender, sem justificar, a ação da extrema direita brasileira. Se para eles FHC, Obama, ONU e qualquer coisa que contrarie a sua vontade e seu discurso são COMUNISTAS, quem nem sabe o que é joio e trigo não tem nem a  incapacidade mental de separa-los, mistura alhos com bugalhos, com toda a certeza deste mundo.

    O nível de imbecilização da direita brasileira é algo que perpassa as pessoas com baixa escolaridade, não é atoa que Bolsonaro é aplaudido por velhos senhores de origem judaica no Brasil, quando faz um discurso racista na casa dos mesmos. Não é atoa que empresários brasileiros aplaudam com vigor toda a pauta xenófoba, racista e sexista do candidato Bolsonaro. Ou seja, a estupidez e a falta de um nível mínimo de racionalidade política impedem que os próprios capitalistas raciocinem e se informem, gerando uma camada superior de comando que o máximo que assitem em termos de informação é oprograma do Faustão no domingo.

    A negação de tudo que não separe os que estão contra como “socialistas fabianos” segundo a definição vomitada pelo guru da extrema direita, Olavo de Carvalho, fez com que o Império na representação máximo do novo Imperialismo cibernético, o Facebook, bloqueasse as páginas de nosso astrólogo-filósofo.

    Ou seja, no momento as forças do Império devem estar estudando as diversas possibilidades de bloqueio desta “espontânea” extrema-direita brasileira, que foi gerada por eles mesmo, mas que adquiriu autonomia e movimentos próprios que não seguem uma linha coerente com objetivos claros a curto e médio prazo. Não esqueçam que o Estado islâmico foi uma invencionisse norte-americana, que criou as suas próprias pernas.

    O que ocorreu no Brasil, que o Imperialismo Internacional, aliado a imprensa e judiciário brasileiro, plantou a sementinha da intolerância e da truculência contra a esquerda, porém como se sabe que as terras brasileiras são muito férteis, o que era para ser um pequeno arbusto está virando uma árvore frondosa de difícil corte, pois sua vitalidade é grande e surgiram verdadeiras metástases vegetais por todo o território nacional.

    O mais interessante de tudo isto é que a direita brasileira, por mais que a cabeça aparente deste movimento, Bolsonaro, não a controla, simplesmente porque ele não tem cabeça, ou seja, é uma vítima de seu próprio mito.

    Por tudo isto é possível dizer que uma direita com Bolsonaro na liderança, é algo incontrolável não devido a ele, mas sim as metáteses que surgiram e se desenvolvem por moto próprio, tornando uma solução inviável (ou incontrolável) para o Imperialismo Internacional.

     

    • O problema é pior!

      Claro que os sentimentos xenófobos vomitados pela mídia ajudam a semear o campo do ódio.

      Mas a pergunta que não cala?

      O que fazer?

      Temos milhões de pobres que não têm nada, e como trazer ainda mais gente para dividir o que já não existe?

      Eu sei que a culpa é da desigualdade, óbvio, e não da escassez em si, mas a pergunta permanece:

      Como aumentar ainda mais o contingente de vítimas dessa desigualdade escancarando fronteiras?

      Nós da esquerda temos sérios problemas.

      Principalmente os chamados campos desenvolvimentistas keynesianos, os reformistas (sei que não é o seu caso).

      Ora, um dos pressupostos de toda soberania é a capacidade que um povo e seus governantes têm para determinar como, quando e quem pode entrar em seu país.

      Fronteira livre é coisa globalização, e de verdade, nunca aconteceu.

      Os fluxos de gente que se movimentam, embora possamos nos solidarizar com o sofrimento deles, serve aos exploradores dos países que os recebem, que de um lado apertam as restrições, e de outro, se aproveitam da precariedade na qual são essas pessoas são submetidas para que sejam submetidas a regimes de trabalho e condições de vida subumanas.

      Pergunto de novo: é justo com as populações fronteiriças a sobrecarga de gente em cima dos seus já precários serviços públicos?

      • Felipe, estes fluxos migratórios de um país em crise para ……

        Felipe, estes fluxos migratórios de um país em crise para outros países também em crise, parece-me algo artificial produzido por pessoas interessadas em desestabilizar um dos países.

        No caso da Venezuela, não é a mesma coisa que aconteceu no Haiti, onde realmente a crise não tinha saída nenhuma, logo o acolhimento deve ser especial.

        Já na Venezuela para o Brasil, há uma manipulação desta massa de imigrantes e deve ser tomado com todo o cuidado, acolhendo a população, mas sempre verificando quem está vindo por necessidade e quem está vindo por outros motivos que podem ser explorados politicamente no futuro.

        Liberar a pasagem de todos sem um mínimo critério é errado, pois no meio de uma massa de necessitados há mais outras pessoas com outras intenções.

        P.S.: Só para complementar, leia https://www.causaoperaria.org.br/ataques-fascistas-padre-de-pacaraima-denuncia-que-expulsao-de-venezuelanos-foi-planejada/

        Ou seja, como desconfiei há manipulação nisto tudo.

  4. e o comentarismo de ódio em blogs?

    seja de direita, seja de esquerda ou progressista, ista isso, ista aquilo. Por exemplo, houve 2 seções sobre a morte de Otávio Frias Filho. Tá lá: muito ódio. E ódio aposto por quem não acompanhou nem acompanha  a diversidade da mídia, nem a FSP,l nem a diversidade pluralidade dos blogs. E pior: por um cara, o falecido, não ter sempre as mesmíssimas posturas e idéias (manifestas) que alguns e muitos comentaristas os quais, pra mim, não passam de frágeis e inseguros democratas /esquerdas/ progressistas sob a máscara da gritaria, do fel, da indignação, da violência. Até “análise” de caráter” tinha nas postagens.

    • A morte do oligarca Frias Filho

      Caro Humberto, seu comentário parece em tudo com o retrato do que passou a abundar nas redes sociais. Com pose democrata, defensora da diversidade de opiniões, da boa moral, respeitadora da dor alheia e conciliadora pela paz social, até o ponto em que tudo isso seja conveniente. A morte do oligarca Frias Filho, como soi acontecer no Brasil imoral, foi seguida de todos os previsíveis réquiens hagiográficos por parte da mída oligárquica, de fio à pavio, e até mesmo por parte de alguns representantes de blogs ditos de esquerda. A mídia oligárquica à qual me refiro é mesma que o oligarca Frias Filho dirigiu e que segue desinformando a cidadania brasileira durante décadas, em interesse próprio e do de seus financiadores. A mesma que apoiou todos os golpes antidemocráticos que solapam a cidadania brasileira, durante décadas. A mesma que privilegia, durante décadas, a classe dominante em detrimento das classes oprimidas durante séculos. A verdade não tem nada a ver com o ódio. Alguém tem que falar a verdade.      

      • Rodrigo, a minha avó sempre me ensinou, quando o sujeito…..

        Rodrigo, a minha avó sempre me ensinou, quando o sujeito morre, em respeito a família, se não se tem nada para dizer de positivo, fique quieto.

        Eu por exemplo, transmito meus pêsames a família e acabou por aí.

    • morte de frías filho

      Curioso vc falar isso porque a FSP apoiou a ditadura, derrubou Dilma e criou um clima de ódio contra tudo o que representa a esquerda. Além disso, quano D. Marisa morreu filhos da puta como vc direitistas comemoraram na porta do hospital, lembram desgraçados? Então meta seu rabo entre as pernas porque foram vcs da direita que implantaram o ódio no país e não a esquerda. Se pessoas de esquerdas tripudiram em cima da morte de Frías estão apenas respondendo à altura, rasa, mas respondendo. Se existisse inferno, eu desejaria que Frías ardesse lá para sempre. Mas sou esquerdista, petralha, mortadela e comuna e materialista. A nulidade já é suficiente para Frias. Parafraseando Trump quando Fidel morreu, já vai tarde e foi um ditador e reacionário no jornalismo! Nassif publique isto na íntegra, companheiro. Lhe respeito e sou seu seguidor.

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