A explosão da política jovem

Minha neta, a Clara, pediu o apartamento emprestado para uma reunião com coleguinhas do Colégio Pentágono. São cerca de 30, meninas e meninos, discutindo o feminismo.

Fico de butuca no corredor, ouvindo os debates. Depoimentos de meninas sobre meninos que se mostram solidários com a causa mas, nas festinhas, assumem seu lado machista. Ou então, as conversas de WhatsApp relevando o machismo de amigos aparentemente politicamente corretos.

Deixei a rapaziada em casa, com o coração leve.

Minhas mais velhas pegaram as diretas ainda muito jovens, a campanha do impeachment mais grandinhas. Adolescentes, mesmo passando pelo Colégio Equipe, não me lembro nem de longe desse interesse pela política, pelas bandeiras focalizadas, como o feminismo, a luta contra o preconceito, o apoio aos colegas gays, inclusive junto às suas (dos colegas) famílias.

É um tempo novo que vem pela frente, o país explodindo vida, modernidade, participação.

Há apenas o desafio de superar a transição, os próximos anos sombrios que vëm pela frente, a revanche do atraso, o clamor das profundezas.

Mas é só na transição.

Com a jovem vitalidade explodindo, não haverá bolor que não seja arejado.

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Leia também:  O Apocalipse e a Ressurreição, por Clarisse Gurgel

38 comentários

  1. Ontem vi num dos blogues uma

    Ontem vi num dos blogues uma manifestação incrível ocorrida na Cinelândia-RJ. 

    Pensei como a crise política tem feito muito bem a Dilma, porque pessoas que antes não a aplaudia hoje, desenganadas com esse governo provisório, aumentaram o número dos manifestantes do Fora Temer e Fica Dilma, Volta Dilma. Paralelamente, Michel não pode pôr o nariza na janela e logo é escrachado. Como se não bastasse, os seus mnistros só tem passado muita vergonha no Exterior também. Do mesmo modo, tucanos como Aloysio Nunes, não sabem o que fazer para sair sem se deparar com os escrachos; ontem foram petroleiros no aeroporto a colocarem-no numa saia justa.

    Com a proibição feita a Dilma de continuar usando o avião oficial da FAB, mesmo se tiver que visitar a família no RS, vê-se que aí reside o ódio que sente o Temor por se ver em situação tão desconfortável em relação a Dilma.

    Penso que se tudo foi combinado no Senado sobre a situação da Presidente durante seu afastamento do cargo, Há chance de mais uma vez o Senhro Temer ser obrigado a voltar atrás. Na verdade, a ordem partiu da Casa Civil, mas é claro que por trás tem o interino, e, se duvidar, os tucanos e até, quem sabe, a Globo, Gilmar Mendes, etc.

     

  2. Amanhã vai ser outro dia…

    Outro dia uma foto de secundaristas de escolas públicas, parte deles com certeza moram na periferia, passando em frente ao prédio da Rota e protestando, eles são o que é a Rota, uma tropa de extermínio de pobres na periferia. Não tiveram medo, pela imagem parecia que o policial empunhava a arma com medo. Dá para ter esperança nessa geração.

  3. São Paulo é à parte mesmo,

    São Paulo é à parte mesmo, pois, pelo menos aqui em Belô, nada! Espero que se espalhe…

  4. A explosão dos jovens

    Vejo com muita alegria a ousadia dos mais jovens e a volta daqueles que sempre lutaram pela democracia ao lado dos verdadeiros democratas. Mas vejo com tristeza a volta da censura no seu blog.Primeiro o texto enviado tem que passar por uma apreciação, como se as pessoas que escrevessem não fossem maior de idade e responsavel por seus atos.Você é apenas um jornalista que recebe comentários sobre artigos publicados, mas a responsabilidade do que é escrito é de quem escreve,por esta razão as pessoas se inscrevem  no blog e este tem o e-mail de cada um.                                                                 Ontem,na Praça XV na manifestação das mulheres com Dilma, vi um senhor pendurando um cartaz sobre a EBC. Tinha sido demitido na véspera e me contou que os funcionários estão divididos em relação ao novo governo.                                             Os jornalistas da EBC, os mais conceituados, deveriam prestar, na minha opinião, maior solidariedade com os demitidos. Esses devem ser os melhores funcionários, por isso a nova direção os teme.                                                                                         Se você não quiser publicar o texto, o que é uma pena, apenas o leia.

  5. Todos gostam de uma reunião, desde que seja happy hour

    O brasileiro adora debater, discutir, sugerir, criticar, apoiar, e porque não dizer, dividir, setorizar.

    Nós e eles. Se as coisas não nos satisfazem é por ‘eles’ são culpados. E ‘eles’, pode ser qualquer um, que inclusive possua qualquer ponto de vista.

    Não nascemos para o concenso. Não somos povo que se deixa convencer pela lógica, que decide pela razão. Somos passionais, semelhantes aos italianos, aos argentinos, aos árabes em sua eterna jihad.

    Não somos uma nação de conselhos, de conferências, de assembléias. Não conseguimos sequer nos igualar às tribos que possuem seu ‘quarup’. Enterramos ideias e filosofias com o corpo de seus criadores e defensores. Nada permanece, apenas o interminável desejo de debater incansavelmente ideias mal formuladas, incompletas.

    Na sua teimosia birrenta o brasileiro não leva em consideração a história, porque não a conhece, não a estuda. Não respeita a experiência daqueles que já viveram tempos semelhantes, não incorpora a sabedoria contida nas etapas vencidas, nas experiências mal sucedidas, nas derrotas vividas.

    O que todo participante de qualquer conselho ou reunião quer, é ver sua opinião aceita, sua verdade incorporada ao processo, quer seja defendida pela maioria através dos tempos ou não. O importante não é contribuir, construir, é ganhar a discussão. E quando aquilo que o vencedor propôs, e convenceu a todos que deveria ser seguido, dá errado, a culpa é sempre ‘deles’.

    Mas não falo de suas(seus) pimpolhos. Falo de todos. O país não é, e nunca será, um lugar onde possa nascer de uma assembléia algo que sugira concenso. O brasileiro não sabe o que é isso. É vaidoso, egocêntrico, apegado ao poder, emotivo, e porque não dizer, debochado, sabotador, dissimulado, quando alguém que tem opinião abalizada assume a fala.

    Somos especialistas em blá-blá-blá e nhém-nhém-nhém, e ainda não está visível no futuro o dia em que alguma assembléia ou conselho composto por brasileiros chegue a construir algum concenso baseado na aceitação da lógica de algum contraditório.

    Nisso, até os homens das cavernas foram melhores do que nós.

    Votamos, é fato, mas quem diz que os derrotados se conformam? Mesmo sabendo que não são maioria continuam insistentemente trabalhando para derrotar o resultado da votação. Isto vale para o PT, que alega golpe, mas não apenas para o PT vítima, vale para o PT como parte do sistema político. Elegeram sua incompetente indicada. Deu errado. Não é hora de observarem como se administra um país? E por incrível que possa parecer, não vai ser pelo concenso.

    • Que avaliação errada!

      As pessoas estão se mobilizando, e fazer uma parada após uma mobilização num bar ou mesmo num cachorro quente não tem nada de errado, movimentos políticos se faz com alegria e não com tristeza, aquela sisudez que possuíam alguns movimentos de esquerda no passado não é uma condição nem necessária nem suficiente para se fazer política.

  6. E os caciques dos partidos, vão dar espaço?
    Não vai adiantar nada se os partidos progressistas não derem espaço pra essa juventude.

    • o velho e o novo

      Com muita serenidade e respeito ao Valente Ivan Valente e à jovem Erundina….

      Mesmo o Psol carece de novas lideranças. E ele às tem!

      Talvez a PArtida seja o novo! Conscientização histórica, filosófica, cultural e política. Este é o caminho….

      Tem jovens no PSOL que podem ser os Haddads de amanhã?! Ou de hoje?

      O PCdoB trabalha (ao seu modo) a criação de novas lideranças. O ex prefeito de Nilópolis, hoje senador veio daí meu véio!

      O PSDB tem novas lideranças com muita força para continuar fazendo aeroportos particulares com verbas públicas, é o sonho da continuidade do senhorio e dos privilégios (contra impostos e contra estado).

      É muito mais que sonho, é construção constante. Contra o golpe e a favor do novo, sempre!

      O velho Lula veio do SENAI, veio do sertão, veio de pau de arara! Foi preso e fechou acordos com a direita. Foi um avanço, cirou universidades e creches.

      Os novos estão na rua, precisam ocupar os partidos e partidas, criar uma república popular, participativa, aprender fazendo! Inventar rodas e tirar energias do arco-iris! Cultivar a cultura das perguntas, plantar perguntas e colher perguntas novas. As respostas são os cimentos para novas perguntas.

  7. também desejo que se espalhe…

    que combinem um dia nacional antes da votação no Senado

    mas que não sonhem os nossos velhos sonhos……………………………….

    já sonhamos muito e deu no que deu

    que protestem apenas, engajados num só grito contra o golpe, como já sonhamos

    para que não fosse preciso protestar jamais

    não sonhem, protestem apenas, pois não existe nada mais triste do que jovens e velhos(as) terem um mesmo sonho

    gritem muito algo assim: …que ninguém me impeça de ser livre e feliz…

  8. O refluxo dos golpistas é total.

    Ao assistir o vídeo de Dilma falando em Porto Alegre com um frio de 11ºC na rua pensei que quem estava no governo agora é Dilma e que o Temer voltou a ser um vice-presidente decorativo, pois o refluxo do movimento contra a Presidenta é enorme enquanto o ascenso do movimento de massas pró Dilma está aumentando cada dia, só em Porto Alegre são várias manifestações por semana.

    Se os golpistas insistirem certamente vão se dar muito mal.

  9. Sou menos otimista que você,

    Sou menos otimista que você, meu caro Nassif. É realmente admirável a garotada demonstrando todo esse interesse e participação. Mas por que não conseguem gritar um “Fora, Temer”, de maneira mais enfática? Por que não estão participando mais das manifestações contra o golpe? Essas manifestações tem gente om mais idade, dos 25 anos para cima somente. Eles estão sim interessados em política, mas de maneira um tanto utópica (algo até esperado por causa da idade, na verdade), não conseguem dialogar com a realidade. Erro deles, erro nosso? Um pouco dos dois. 

    Esses garotos e garotas, infelizmente, logo saem das suas vidas adolescentes e vão para o mercado de trabalho, onde com facilidade vão incorporar a ética pseudo-meritocrática (digo que é “pseudo”, porque não envolve real mérito, mas sim manutenção de privilégios) e esquecer os grandes momentos de solidariedade, sonho e participação. Ou vão mesmo direcionar toda esse energia para o trabalho criativo e ela vai se dispersar no lucro das suas empresas e patrões. Tudo vai se voltar para o consumo. Realmente a participação e interesse da garota é algo positivo, mas precisa ser melhor situado e politizado. É papel dos mais “grandinhos” ajudá-los nessa tarefa, sem sermos autoritários tampouco protagonistas dessa tarefa, mais como parceiros mesmo e sempre abertos a aprender (muito) com eles também.

    Acho que, antes de tudo, precisamos de menos oba-oba e de análises mais propositivas, no sentido de pensar como articular toda essa energia e todos os dados positivos que temos hoje na realidade política e social para que, de fato, tornem-se mudanças que precisamos. A acompanhar. 

  10. rejuvenescer

    submergimos na maior de todas as crises. financeira, econômica, política, institucional, climática. uma crise da civilização. não importa quem sejamos e onde estejamos. a crise é maior do que tudo. não haverá misericórdia. nenhum de nós será poupado.

    as gerações são como ondas que se sucedem. as ondas da maré montante do processo global de transformação da vida na Terra. às vezes parecem refluir, para logo mais a frente novamente se agigantarem. um acúmulo de forças. até que as ondas consigam derrubar ou passar por cima dos obstáculos.

    das ondas sob as quais agora perecemos, precisamos ressurgir de nós mesmos. são com os jovens que devemos nos reencontrar, principalmente com o jovem que um dia já fomos. chegou o momento de rejuvenescer.

    ,

  11.  
    A juventude é a principal

     

    A juventude é a principal força da transição. O governo temer é velho e velhaco, não tem futuro.

    • Existe diferenças entre bebês e adolescentes

      Tratar como menor é uma estratégia já sabiamente furada!

      Um bebê de 1 ano já tem muitas experiências!

      Um adolescente de 14 anos pde ter mais sabedorias que um velho de 80 anos.

      Um jovem de 9 anos tem mais sabedoria que um pai de 35, pois ele conversa com um tio de 50 que pensa e ensina fazer perguntas.

      Ele visita um tio de 104 anos que conta histórias não contadas nas escolas sobre a escravidão, os preconceitos, os excessos da polícia e o domínio das igrejas sobre os cartóriosde  títulos e propriedades!

      Um jovem de 12 anos pode ser tão velho quanto um de 90 e permanecer assim por mais 60 anos (é provável que não viva mais do que isso)! Basta esconder desse jovem as histórias e fazê-lo pouco criativo e sem poesia! Esse parece ser o papel de Editoras que se ABRIRAM por aqui! Funcionou por um tempo e com uma parcela minoritária e poderosa. Não vai funcionar mais!

      Meu caro sábio Miguel, sua sabedoria é importante, continue divulgando-a!

      • Decidir limites do que se faz

        Decidir limites do que se faz não é proporcional a quem ensina como se faz

        Sabedoria é diferente de conhecimento, saberdoria é relacionamento com a prática.

        Um jovem sem experiência sempre vai ser um aluno até sair da teoria e ascender numa carreira.

        Conhecimento quer dizer informações, mas depende do carater da experiência; de onde se avança, pela sabedoria dos anciões.

  12. Onde estão?

    Onde estão os coxinhas? Os indignados com a corrupção? Os analfabetos políticos? Onde estão?

    Portadores de ignorância política que os capacitou a serem presas fáceis da máfia política-judicial-midiática, os transformando em massa de manobra, teleguiados, bovinos em direção ao matadouro, comprometendo irremediavelmente o futuro da nação e o seu próprio futuro. Comportamento irracional de rendição e autodestruição.

    Espero que em algum momento a consciência lhes pese, o arrependimento os abata impiedosamente, a lição seja amargamente aprendida, e jamais esqueçam que prestaram inestimável contribuição para a construção de uma parte lamentável de nossa história, de suas próprias vidas.

  13. O xadrez de uma frente ampla e o da vice-presidência com Lula

    Fala-se ultimamente de uma refundação do PT. Mais do que uma “refundação” do PT (embora seja verdade que o partido necessita de uma revisão completa) seria mais materialmente concreto que a esquerda – ou o campo progressista, como alguns chamam – repensasse a si mesma. Isso passa necessariamente pela formação de uma ampla frente de esquerda e centro-esquerda com partidos progressistas e movimentos populares. A ditadura militar de direita, no lugar de unificar as esquerdas, tornou as divisões entre as forças progressistas maiores no processo de redemocratização. Havia, grosso modo, quatro diferentes tendências: os comunistas (por hora abrigados no MDB e no PMDB), os trabalhistas (herdeiros da esquerda varguista, majoritariamente janguistas ou brizolistas), os elementos progressistas que surgiram entre os autênticos no MDB e os centristas do mesmo MDB que caminharam para a esquerda – e que permaneceram no PMDB –, e o PT. Este, por sua vez, era uma grande novidade, por conseguir efetivar algo específico do pensamento progressista latino-americano, a saber: o protagonismo das classes populares na construção tanto de conhecimento como da ação política. Por isso, dois distintivos importantes marcaram o PT desde sua origem: ter permitido nascer, entre seus militantes, maneiras diferentes e não-dogmáticas de organização social (a grande novidade que foi e é o MST e a maneira diferente de organização sindical que foi, por certo tempo, a CUT) e a democracia interna, fenômeno raro em partidos políticos tanto de esquerda como de direita. Ligado ao primeiro distintivo, o PT soube atrair para si a juventude e seduzir certos círculos de intelectuais e de artistas; ligado ao segundo, o PT serviu de abrigo para egressos de outros núcleos progressistas (comunistas dissidentes do Partidão, do PCdoB e de outras agremiações leninistas-marxistas; trabalhistas egressos do PDT e do PSB [fundado ou refundado em 1985]; nomes que um dia foram ligados ao MDB e ao PMDB; trotskistas e ex-trotskistas; adeptos do que se pode chamar de “cristianismo de libertação”, etc.).

    Num primeiro momento, a unidade do campo progressista foi impossibilitada nos anos 1980. O principal nome da esquerda de então era o de Leonel Brizola. Os que ainda eram progressistas dentro do PMDB – alguns dos quais foram para o PSDB – tinham resistência a Brizola. Em grande parte devido ao preconceito paulista e uspiano em relação a Vargas, a Jango e, principalmente, ao próprio Brizola. Havia também a constatação de que, pelos anos em que esteve exilado no Uruguai, Brizola não teria percebido que o Brasil efetivamente mudou. Da parte dos comunistas, Prestes, ao romper com o PCB, mesmo sem ter se filiado ao partido, passou a militar no PDT e apoiar todas as candidaturas que Brizola e o PDT tiveram no Rio de Janeiro até a sua morte. O grupo de Prestes foi acolhido no PDT. Não obstante, a maioria dos comunistas que continuaram no PCB foi se afastando gradativamente do campo progressista. Curiosamente, o PCB tinha enorme dificuldade em conviver e discutir com o PDT, o PT e o PCdoB, mas nenhuma dificuldade em ter se abrigado no PMDB, continuando coligado com o PMDB depois da legalização da sigla até o momento em que a vitória de um candidato governista parecia impossível em 1989, e o PCB de maneira oportuna rompeu com o PMDB, lançando candidatura própria, se recusando a se coligar tanto com Brizola como com Lula – da mesma maneira, em que o mesmo ex-PCB, atual PPS, fez oposição radical ao PT e simultaneamente se dá muito bem com a direita. Havia também o PCdoB; embora João Amazonas e outras importantes figuras do partido tivessem boas relações com Brizola e outros membros históricos do PDT, os comunistas jovens, principalmente os ligados ao movimento estudantil, tinham mais simpatia pelo PT, enxergando no PT um aliado ideal para aquilo que o PCdoB propunha – o resultado foi que desde as eleições presidenciais de 1989 até hoje, os militantes e políticos do PCdoB tendem a ser mais simpáticos e fiéis ao PT do que os próprios militantes e políticos filiados ao PT. Por fim, o próprio PT, graças ao fato de suas origens diferentes e de vários aspectos originais do partido, passou a projetar uma imagem de si messiânica, o que acabava por impedir qualquer aliança em que o PT não fosse o principal partido, detendo a cabeça de chapa. Portanto, uma aliança com Brizola no primeiro turno era impensável. Ademais, mesmo um apoio ao Brizola no segundo turno seria difícil, dado o mesmo messianismo presente no PT primitivo assim como a desconfiança tipicamente paulista e uspiana com Brizola e seu pretenso caudilhismo e populismo, assim como com a herança de Vargas e sua pretensa política de conciliação de classes.

    Conhecemos bem a história que se seguiu. Depois das eleições de 1989, PT e PDT passaram a dividir o comando do campo progressista. Apesar da tentativa de dirigentes de ambos os partidos em aproximar suas respectivas legendas, pensando-se inclusive em uma fusão, os atritos naturalmente apareciam. O PDT, único partido brasileiro membro da Internacional Socialista, era forte no RJ e no RS, mas não era um partido nacional. Acabou por aceitar políticos pouco ou nada identificados com os valores trabalhistas e socialdemocratas que marcam o partido. Não conseguiu atingir a juventude, parece já ter nascido velho e nunca ter se rejuvenescido. Nomes importantes do partido acabaram deixando a sigla e o personalismo de Brizola aumentou. Erros do partido e de Brizola acabaram por acelerar a degeneração do PDT. Uma pena, admiro muito esse partido, e tenho grande respeito por Brizola, o qual considero o melhor homem público brasileiros dos últimos 50 anos. Entrementes, as eleições presidenciais de 1994, mesmo tendo perdido no primeiro turno uma eleição que no ano anterior parecia ganha, este pleito consolidou o PT como o líder do campo progressista e Lula como a principal voz – praticamente a única desde então e até hoje – da esquerda no Brasil e uma das principais vozes da esquerda no mundo. Desde as eleições de 1989, o PT se mostrou mais hábil em suas relações com outros partidos de esquerda e centro-esquerda e com diversos movimentos sociais internacionais. Lula tinha- e tem – carisma, o PT mobilizava a juventude e tinha militância. Mesmo com a derrota doída de 1998, todos os passos para se chegar à presidência da república foram dados. Para que 1994 não se repetisse em 2002, o PT teve que fazer um recuo para o centro e se alinhar com forças conservadoras. Mesmo com esses comprometimentos que o PT teve que fazer com o centro e com a direita, o partido logrou na construção de um projeto socialdemocrata de Brasil. Lula conseguiu tirar o Brasil do mapa da fome, desenvolver os ditos grotões, fazer uma política exterior independente, promover as integrações sul-americana, latino-americana e Sul-Sul, fomentar o combate à fome no mundo todo, para citar os principais feitos entre tantos outros. Estavam lançadas as bases de um État providence à la brasilienne; um Welfare State no Brasil se mostrou possível. Dilma foi eleita com a promessa de consolidação e ampliação de um Estado social; no primeiro mandato, embora tenha sido, em aspectos importantes, inferior ao do seu antecessor, no que se refere exatamente à consolidação e ampliação do État providence, foram dados passos importantes e Dilma, ao longo de seu primeiro mandato e de sua campanha de reeleição, sempre mostrou ter consciência do que se deveria ter sido feito nesse sentido. Sua própria reeleição se deve, no primeiro turno, ao fato de que Marina Silva não se mostrou enfática e foi demasiadamente vacilante no que se refere à defesa do Welfare State, passando insegurança para parte significativa do eleitorado; no segundo turno, se deve ao fato de que Aécio Neves proclamou em alto e bom som seu ceticismo frente ao Estado social e, na reta final da campanha, a necessidade de uma guinada liberal que consistiria exatamente na desconstrução da era Lula. Foi por isso e, apenas por isso, que Dilma venceu sua reeleição em 2014 nos dois turnos.

    Dito isso, é importante reter que qualquer nome de esquerda que venha a ser candidato à presidente precisa necessariamente se posicionar sobre o legado de Lula. O projeto socialdemocrata iniciado nos dois primeiros mandatos de Lula e continuados por Dilma no seu primeiro mandato é algo que não se pode perder de vista. É o projeto Brasil. A maior parte do drama brasileiro, por assim dizer, resulta de que outro “projeto Brasil”, socialmente progressista, economicamente estatista e desenvolvimentista, foi abortado. Trata-se daquilo que nasceu do final do Estado Novo, paralisado no governo Dutra, continuado no excelente e criativo novo mandato de Vargas, aprofundado na visão desenvolvimentista por Kubitschek e que procurou a ser aprofundado na perspectiva social e de justiça social com João Goulart. Mesmo os governos Jânio Quadros e a experiência parlamentarista não foram indiferentes ao projeto Brasil. É lamentável que isso tenha sido destruído pela ditadura.

    Nesse sentido, a defesa do legado do PT transcende o próprio PT. Mesmo que eventualmente o PT venha a desaparecer ou perca sua hegemonia no campo progressista ou venha a se tornar um partido secundário na política brasileira, é um erro achar que isso significaria a morte da esquerda. “Esquerda” é uma ideia, “ser de esquerda” é uma opção de vida eticamente fundamentada; não se matam “ideias”, não se elimina o que aproximadamente 1/3 da população brasileira pensa e acredita. O PT conseguiu melhor representar a esquerda desde o impeachment do Collor até hoje. Mesmo assim, a esquerda é maior que o PT. Por isso, se faz necessária a formação de uma frente ampla de partidos de orientação plural: socialdemocrata, trabalhista, comunista, altermundista, ambientalista, etc., e aliados com movimentos populares e outras forças progressistas. Num primeiro momento, o importante não é discutir se o PT vai manter a hegemonia ou não. É preciso discutir juntos conjunturas, estratégias comuns, pensar alternativas. Lula pode vir a ser o candidato, Haddad também, Ciro Gome idem, e Cid Gomes seria um ótimo nome. E talvez outros possam surgir e se apresentar.

      Quanto a eventuais nomes para 2018:

    a)     O candidato natural do PT e que representa melhor a esquerda é Lula. Vantagens: a melhor pessoa para continuar o que Lula iniciou seria o próprio Lula; capacidade retórica e habilidade políticas ímpares que Lula tem facilitariam sua candidatura em eleições tão difíceis que parecem ser as de 2018. Desvantagens: uma eventual vitória de Lula em 2018 seria a constatação do fiasco do PT e de outros partidos de esquerda em formar novos quadros; uma eventual derrota de Lula para um candidato de direita seria uma vitória enorme do campo liberal-reacionário e autorizaria uma mais rápida e, neste caso, legítima desconstrução do Estado brasileiro e retrocesso nas políticas de defesas da dignidade das minorias; Lula candidato provocaria uma guerra, pois o establishment morre de medo de que Lula venha forte em 2018 e que imprima reformas que efetiva e finalmente mudem algo no statu quo.

    b)     Fernando Haddad. Torna-se o nome forte em caso de reeleição como prefeito de São Paulo. Vantagens: destacou-se em um ministério difícil de ser administrado, sendo considerado por muitos que acompanham o dia-a-dia do ministério da Educação o melhor ministro na pasta nas últimas décadas; mostrou-se um político moderno e modernizante, corajoso e enérgico, moderado e sereno, em seu desempenho como prefeito de São Paulo; diferentemente de Lula e Dilma, o prefeito Haddad não se deixou guiar por marqueteiros e teve coragem em trilhar caminhos difíceis; sendo eleito Gabriel Chalita como vice-prefeito, Haddad e o PT poderiam oferecer ao PDT e aos irmãos Ferreira Gomes a prefeitura de São Paulo em troca do apoio a uma candidatura de Haddad como cabeça de chapa nas presidenciais de 2018; ser um nome desconhecido fora de São Paulo; ter demonstrado nos últimos dez anos ser o melhor e mais completo político da sua geração, ao lado do falecido Eduardo Campos. Desvantagens: depende de uma vitória em São Paulo em 2016; desgaste do PT. Mesmo que com uma eventual derrota que o descartaria da disputa presidencial em 2018, Haddad seria um ótimo presidente nacional da sigla, pois se faz necessário um processo de amadurecimento e de revisão interna do PT; Haddad tem todos os adjetivos para uma virada revisionista que se faz necessária no partido. Ao mesmo tempo, Haddad vem se mostrado hábil em contatos com diferentes siglas progressistas. Isso o credencia como o melhor nome para liderar o processo de formação de uma frente ampla de esquerda.

    c)     Ciro Gomes. Conhecido nacionalmente, tem o recall das presidenciais de 1998 e de 2002. Vantagens: está em um partido ideologicamente próximo do PT, o PDT – mesmo que com muitas idas e vindas e uma história de ressentimentos e brigas, pois nos anos 1980 e 1990 PDT e PT disputavam o mesmo espaço – vem se destacando como um dos maiores opositores do golpe e poderia, em tese, continuar o projeto socialdemocrata de Brasil iniciados por Lula e Dilma; Ciro Gomes, depois de apresentar um discurso centrista, propondo basicamente ser um FHC melhorado e apresentar o modelo tucano purificado dos excessos neoliberais, em 1998, foi indo gradativamente para a esquerda, sendo que foi assim que se apresentou em 2002, e desde então vem se posicionando sempre à esquerda no espectro político; foi um dos melhores ministros no governo Lula I e mostrou lealdade no momento difícil que foi o mensalão, conquistando o respeito da militância do PT; suas críticas a Dilma Rousseff, mesmo que exageradas, são críticas que muitos petistas também fazem; apesar de seu tom crítico, mostrou lealdade à presidenta em momentos difíceis (ao sair do PSB em 2012 e agora, ao longo do processo do golpe). Desvantagens: temperamento difícil e desagregador; embora seja compreensível que queira marcar território e que Lula pode vir a ser seu adversário em 2018, não vai lhe dar nenhum voto seus ataques, a meu ver, completamente injustos e inoportunos a Lula e a outros figurões petistas (no máximo, vai espantar de sua candidatura várias forças e eleitores de esquerda); ainda é cedo para saber se o PDT estará unido em torno do seu nome (embora o PDT tenha se descaracterizado nos últimos doze anos, é notória a diferença de posicionamento entre Ciro Gomes e pontos importantes do seu atual partido: parlamentarismo, sobre o legado de Vargas e Jango, p.ex.). Outras desvantagens: não é claro qual o posicionamento de Ciro Gomes sobre a política externa brasileira, pois sempre demonstrou publicamente certo desconforto frente a integração sul e latino-americanas (Ciro parece ser cético sobre o que acriticamente parece classificar como bolivarianismo), embora seja verdade que em seus discurso se mencione com frequência o êxito das relações brasileiras com países africanos e do Oriente Próximo e Médio; apesar de que desde pelo menos 2002 Ciro Gomes tenha se mostrado energicamente um defensor de um aumento do Estado, de políticas públicas e sociais voltadas para os mais pobres e a melhora de serviços públicos, em seu discurso não aparece nada de concreto sobre qual sua concepção de política social e se ele está disposto a ouvir outras pessoas que trabalham nisso; ausência em seu discurso de qualquer política voltada especificamente às minorias; continua uma incógnita como seria sua relação com os movimentos sociais. Uma incógnita: foi um deputado federal abaixo das expectativas e um secretário estadual medíocre – não é claro se tem motivação para ser presidente da república.

    d)     Cid Gomes. Vantagens: estar no PDT, partido ideologicamente próximo do PT e, principalmente, de Dilma; ter se destacado tanto como prefeito de Sobral assim como governador do Ceará por políticas públicas voltadas à educação, podendo assim colocar a educação pública como principal mote de sua campanha, agregando forças que ultrapassam o universo político da esquerda; ter sabido conviver, enquanto governador estadual, com as diferentes correntes internas do PT – apesar das tensões, conquistou o respeito do partido – e ter conseguido eleger seu sucessor, filiado ao PT (o PT teria a garantia de que Cid seria um aliado fiel e disposto a dividir o poder com o PT, respeitando a sigla em seu período de reconstrução e revisão internas); sua breve passagem como ministro da Educação e a maneira como deixou o ministério fizeram surgir grande admiração por parte importante das militâncias do PT e de movimentos sociais. A principal vantagem é que tem todas as características marcantes de Ciro Gomes, inclusive as negativas, mas de maneira mais moderada e suave; se se procura um Ciro Gomes moderado ou um “Ciro paz e amor”, este já é o Cid. Desvantagens: não ter luz própria, é conhecido apenas por ser o “irmão de Ciro Gomes”.

    Diante desse cenário, vejo que o mais interessante seria:

    1)    Haddad candidato a presidente, Lula a vice. Vantagens: união entre a experiência de Lula com a juventude e o modernismo de Haddad, o mais promissor político brasileiro de sua geração. Desvantagens: uma chapa puro-sangue do PT poderia impossibilitar ou implodir uma frente ampla de esquerda.

    2)    Ciro Gomes candidato a presidente, Lula a vice. Vantagens: na vice presidência, Lula poderia trabalhar na reconstrução do PT e ser o fiador de uma frente ampla de partidos de esquerda; como vice de Ciro Gomes, Lula seria a garantia de que Ciro trabalharia na continuidade dos governo Lula e Dilma; quaisquer eventuais rupturas de Ciro com políticas implementadas anteriormente pelo PT seriam negociadas e legitimadas pelo próprio Lula; Ciro Gomes seria obrigado a ser mais moderado e calmo tendo alguém como Lula como seu vice. Desvantagens: não vejo desvantagens.

    3)    Cid Gomes candidato a presidente, Lula a vice. Repito o que disse no no 2;

    4)    Ciro Gomes ou Cid Gomes candidato a presidente e outro petista (Haddad ou outro qualquer) candidato a vice. Vantagens: se for bem negociado, possibilitaria ao PT e demais partidos de esquerda um período de reconstrução; o PT poderia se concentrar nas disputas estaduais e municipais no período em que Cid ou Ciro Gomes estivesse no governo federal. Desvantagens: o destempero de Ciro Gomes e sua capacidade em humilhar pessoas desnecessariamente; a falta de estatura do PDT, no momento, para ser o principal partido à frente do governo federal. Incógnitas: o PDT precisaria se reinventar completamente, expurgar elementos que não comungam com seu passado trabalhista e seus ideias socialdemocratas e de esquerda. Seria interessante ver como o PT se comportaria sendo coadjuvante – mesmo que nesse caso seria um coadjuvante fundamental e de luxo – em uma coalizão progressista.

    5)    Haddad candidato a presidente e Ciro ou Cid Gomes candidatos a vice. Vantagens: o PT tem mais know how que o PDT; o PT poderia oferecer ao PDT a prefeitura de São Paulo, uma boa moeda de troca; haveria uma boa combinação entre o jeito professoral de Haddad e o estilo metralhadora de cada um dos irmãos Ferreira Gomes; uma chapa assim estaria preparada para a longa guerra que serão as presidências de 2018. Desvantagens: Haddad e Cid Gomes, Haddad e Ciro Gomes, são muito parecidos em aspectos importantes; riscos de serem apresentados como demasiadamente arrogantes e descaracterizados como uma versão brasileira de esquerda caviar.

    Em todos esses cenários, não coloco Lula candidato a presidente. Prefiro as possibilidades de Lula como vice de Haddad ou como vice de Ciro Gomes. Se o candidato a vice for outro nome do PT (incluindo o de Haddad), prefiro uma candidatura de Cid Gomes. A vantagem de uma candidatura presidencial de Haddad (preferencialmente tendo Ciro Gomes como vice, mas não necessariamente) é que mesmo em caso de uma eventual derrota, estariam lançadas as bases para uma renovação da esquerda. De toda maneira, é fundamental nesse interregno em que não se sabe exatamente a duração do governo golpista, que toda a esquerda se empenhe pela volta da presidenta. Mesmo que seja difícil seu retorno, a única arma que Dilma e o PT têm é de convocar novas eleições. É verdade que isso seria reconhecer o sucesso do golpe, mas – no quadro atual – é o “mal menor”. No caso de novas eleições, o quadro anteriormente apresentado muda, sendo Lula praticamente a única opção e se fazendo necessário um início de diálogo com a REDE, como vou tentar explicar abaixo.

         É verdade que a REDE é ideologicamente inconsistente. Há em seu grêmio aqueles que imaginam – os membros próximos do tucanato – que a REDE seria um PSDB light, um PPS sem Roberto Freire; há outros que imaginam a REDE como um PT ecologicamente correto, um PSOL paz e amor. Para a REDE ser uma alternativa de poder vai precisar decidir se quer ser um PPS verde ou se um PSOL verde ou ainda se quer ter uma identidade própria que não seja a repetição de velhos clichés sobre terceira via. Assim também Marina Silva vai ter que melhorar em tudo; é impressionante a inconsistência que ela vem demonstrando desde a reeleição de Lula em 2006, tendo o ponto alto nas eleições de 2014. Não obstante, ela pode ainda ser o “mal menor” em 2018 ou em uma eventual nova eleição presidencial em 2016 ou 2017. Marina Silva e sua REDE não são necessariamente inimigos; mais: são potenciais aliados.

         Sobre o PSOL: o partido sendo marcado por várias correntes, em que há “muito cacique para pouco índio”, me chamou a atenção, em seus primeiros anos, pela imaturidade. Não obstante, é uma surpresa positiva constatar o quão o partido amadureceu nos últimos anos. Há ainda aqueles que navegam em um antipetismo doentio e deletério; no entanto, a bancada do PSOL no Congresso no primeiro governo Dilma se comportou de maneira exemplar, assim como nas presidenciais de 2014. Os deputados do PSOL foram os que mais se esforçaram em barrar o processo de impeachment na Câmara. O PSOL precisa se decidir se quer ser apenas um alter ego do PT, um tipo de “o que o PT poderia ter sido se nunca houvesse vencido as eleições”, ou se quer ter identidade própria e se constituir como alternativa de poder. De qualquer maneira, o PSOL e seus militantes serão sempre bem-vindos nesta ampla frente proposta.

         Não se trata, evidentemente, de uma frente apenas de partidos. Há uma nova dinâmica que se impôs e penso que é necessário incorporar vários movimento não partidários. Há os movimentos “tradicionais” que sempre acompanharam o PT e o PCdoB. Entrementes, é preciso estabelecer conexões com outros grupos jovens e novos, que não se organizam mais em um modelo trabalhista, socialdemocrata, leninista, maoísta ou gramsciano, que não quer ser do século XIX ou XX, mas do século XXI. É o desafio da frente ampla. Por hora, já há quatro pontos que podem aglutinar diversas correntes progressistas:

    I.     Mesmo que se possa estabelecer críticas pontuais e eventuais contrapontos aos anos Lula, todos os que são minimamente progressistas e quaisquer observadores neutros reconhecem que o governo Lula transformou o Brasil. É preciso defender o legado de Lula (um “projeto Brasil” e o État providence à la brésilienne);

    II.    Mesmo os críticos de Dilma Rousseff em seu primeiro mandato e aqueles que se decepcionaram com a presidenta no seu segundo mandato, se republicanos e democratas forem, devem reconhecer que Dilma se tornou o símbolo da República profanado. Defender Dilma não é defender a pessoa dela nem seu governo, mas defender a República;

    III.   Diante do desmonte que os golpistas que compõem o governo interino e ilegítimo estão efetivando, a defesa da soberania nacional e da CF de 1988 se tornou fundamental;

    IV.  Ante a vanguarda do atraso que o establishment brasileiro se propõe a efetuar e patrocinar, faz-se necessário uma ampla defesa da dignidade das mais diversas minorias.

     

     

  14. Sempre acho isso, mas 2013 me

    Sempre acho isso, mas 2013 me tira um pouco as esperanças…a juventude tentou arejar o mofo sem se dar conta da fragilidade da nossa democracia, elegeu-se o congesso mais reacionário possível um ano depois e deu-se um golpe de estado em 3 anos. 

  15. Viver é melhor que sonhar!

    Quando 2013 se moveu por 20 centavos, os velhos (e jovens) que USAM a América Latina como quintal de soja, de extração de óleo, de pedras, de nióbio, ouro, quartzo, terras raras e de cana de açucar tomaram as óticas e USARAM os canais comprados para mudar o rumo da história momentaneamente. Para quem controlou 500 anos, uma década a mais será um lucro final (sempre gordo e contra impostos e contra o estado e seus papéis essenciais).

    Mas, ISSO está perto do fim! Essas ditaduras milenares estão com as décadas contadas!

    Vamos nós mesmos usar nosso nióbio, nosso quartzo, extrair e transformar nosso petróleo e o mais importante: passaremos a usar energia solar e faremos nossa própria CULTURA nossa própria história. E vamos querer contar as histórias passadas, preparem-se!! Abram-se os museus que ficam fechados, queremos ver as Serras de documentos!

     Aliás, nossa CULTURA já é muito mais forte e muito mais libertadora!

    Só não nos deixam saber disso, divulgar e opinar! A EBC começou a contar histórias de gente simples du Brésil para o Brazil que não conhece o Brasil! A Brasa está acesa, pode sentir o calor e cuidado para não se queimar!

    Mas, nós estamos opinando e jogando capoeira pelo mundo afora. Se os piano (SIC), violinos, foles e violas andaram mundo afora, a CAPOEIRA e o berimbau também! SAMBA quem não é ruim da cabeça ou doente do pé! SEM FRONTEIRA!

    Assim, a partir da cultura faremos rede de esgoto para tratar o Rio Pinheiros, o Tietê, as Baías de Guanabara, Guaíba, Baías de Recifes e arrecifes de todos os Santos e demais sujeiras que deixamos pela águas por mais de 500 anos!

    Vamos limpar e mostrar que não queremos mais TEMER!

    Não temeremos mais!

    Assim precisam ser os novos tempos! Luzes, pois o iluminismo começou há 500 anos e ainda não iluminou todas as terras e todas as mentes. Quem ama o passado é que não vê que o novo sempre vem! É a terra que gira em torno do SOL!

    Sem TEMER e sem aceitar violências iremos todos e todas criar a República Popular do Brasil. Acabar com os privilégios de quem vive de juros sem trabalhar e sem deixar pensar! Deixe que pensem!

    Não podemos temer nem Eleição nem Constituição. Se for necessário passemos 10 anos discutindo os direitos para os próximos 80 anos! Aposentadoria, trabalho, cultura e muita educação de alta qualidade! Amplitude e profundidade! Sem nada temer!

  16. isso é um bom sinal de que

    isso é um bom sinal de que houve um legado histórico das gerações anteriores que deixaram a estes cibrantes jovens uma ideia de utopia….

  17. Casa Grande, Globo e Maçonaria: De Novo, o Velho Problema

    Pouco importa se a explosão é da política jovem, madura, velha ou caindo do galho, à realidade é que o problema do Brasil é secular, matusalênico, antigo e permanente. Mudam-se as gerações e as formas de sustentação, mas a Casa problema é sempre a mesma, a Grande.

    E sabemos todos que o confronto necessário e preciso, entre o Brasil politicamente cerceado em relação ao futuro e a Casa Grande que lhe destina ao passado, com a desigualdade e o atraso, é eternamente adiado por gerações e gerações de velhos, que foram maduros e antes jovens, ao correr do tempo, de forma que a famigerada e anacrônica Casa Grande resista atuante no Brasil, em pleno seculo XXI, constituída pela hereditária elite do atraso de sempre, sustentada agora na maçonaria jurídica e na mídia global de marinhos e miquinhos amestrados. 

    O novo é enfrentar confrontando, o velho problema, finalmente. 

    • Cavalos Marinhos e Olhos de Band

      É Chico véio, tú que nasces já velho se vai para casa é Grande. Quando grande se cria consciÊncia de sua existência e das relações de poder que o cerca e a cerca que nos amarra ao passado, então volta ficar jovem!

      Estude meu filho, estude!

      Vamos Francisco, vamos cosncientizar de Niterói a Santana de Parnaíba, De Paranaíba a Petrolina, de Rio Verde a Cubatão, de Campinas a Campo Novo do PArecis, de Aparecida do Norte a São Caetano do Sul, De Rio Branco a REcife, de Susuarana à Casa Grande, vamos conscitizar, custe o que custar!

      Meu bisavô Índio ainda vive, e ainda não aceitou a invasão e nem acredita que a escravidão acabou. Nunca teve carteira assinada, e teve a esposa estuprada e assasinada! A filha seguiu caminho semelhante, a sobrinha e o sobrinho não foram diferentes. A Casa é grande! Mas o teto é de vidro. O alicerce é podre!

      Vamos fazer casa de terra de pa-a-pique mas mantenhamos o pique e olho no horizoente difícil e melhor que está por vir!

  18. A vanguarda democrática é

    A vanguarda democrática é jovem e feminina, Nassif. Nós estamos a reboque. Aqui no Rio, quarta teve entorno de 50 mil na quarta em passeata contra a cultura do estupro, no dia seguinte, quinta, uns 30 mil no ato das mulheres com Dilma pela democracia na Praça XV.

    Sinceramente a média de idade nesses atos não passa dos 25, e olhe lá. E deve ser mais ou menos umas 3 mulheres para cada homem. E muitas delas negras, mulatas e morenas. No meio dessas jovens belas, politizadas e das ruas, me sinto um ministro do Temer, homem, branco e velho. Só não tenho a parte boa, a grana 

  19. Eu milito nas ruas e nas redes com minha filha…
     Nós militantes das “diretas já”, hoje compartilhamos as mesmas trincheiras de luta, nas ruas e nas redes, junto com nossos filhos… Portanto,  é bom que se diga,  que essa nova geração, (nossos filhos) não foi educada para ser vassalos,  foram orientados com a certeira ajuda dos mais humanos e históricos governos progressistas do Brasil, de Lula e Dilma, para serem PROTAGONISTAS! #ForaTemer #VazaTirano #VoltaDilma  #VoltaQuerida  #FimSTF #FimPolíticoProfissional #OcupaTudo   #TemLuta  #FimDaGlobo #CadêMeuVoto? #VotarPorque? #SemEleições#CONTRAOAJUSTEFISCAL  #Fim$TF  #DefendDemocracyinBrazil

     

  20. a explosão politica jovem

    Apesar de muitos professores do ensino médio nada ensinarem, de muitosprogramas de promoção automática, o investimento maciço na educação, pricipalmente no ensino médio, já surte efeitos benfazejos. 

    Veremos mais efeitos benéficos para a Nação, quandos os jovens do programa Ciência sem Fronteiras começarem a ocupar lugares na politica.

    Considero que, entre as iniciativas de Lula e Dilma, esta é a que melhor frutificará.  

  21. O que me preocupa são “as

    O que me preocupa são “as cláusulas de barreira” representadas, mormente por um Judiciário que em absolutamente nada mudou desde a instalação da Relação da Bahia. Todo o mal que persiste no país está atrelado a isso, já que é a justiça o fundo do funil; onde tudo se resolverá, de um modo ou de outro. E a nossa… é das condenações “porque a literatura assim me permite” pra baixo.

    Mas, como diz o poeta, “é preciso ter força, é precisa ter raça, é preciso ter gana, sempre.”

    Que venha a nova geração de sonhadores!

  22. revolução republicana

    As instituições do Estado estão falidas, todas elas. A política perdeu toda transcendência e virou jogo rasteiro de interesse monetário. Adoradores de Mamon, são os políticos, a grande maioria deles.  Relações promíscuas entre empresários, políticos e burocratas, o tripé que negocia os fundos públicos na bacia das almas. A cúpula do PT que aderiu à “governabilidade” deu um golpe no partido construído por dezenas de anos por uma juventude idealista. Todo um legado destruído vala comum do patrimonialismo. A juventude que aprece em cena pública é uma esperança pois os horizontes de futuro estão escassos.   

  23. Torço para que sim !

    Nassa,

    Parabéns pela postura de suas filhas; sinal de que tiveram criação de primeira ! E que assim frutifiquem.

    Por outro lado, espero que, para toda esta geração, a tolerância, o respeito e a igualdade entre gêneros se traduza na mesma postura entre classes: precisamos de democratizar a oportunidade, a cidadania, a participação e a liberdade. Nada do que ocorreo nos EUA, onde somente se discute gênero, mas nada se fala sobre classes sociais, capitalismo ou exploração. 

    Espero, repito, que estas sejam sementes que brotem e vicejem para que tenhamos o país com o qual tanto sonhamos.

  24. A aposta na juventude, por Gilson Caroni Filho

    Gilson Caroni Filho -05.06.2016 – 14 min · 

    Não vou mais escrever que vivemos em um estado de exceção. Ou que o governo Temer é ilegítimo. Muito menos que o judiciário está corrompido e que as famílias que controlam a imprensa são criminosas. Não mais repetirei que este golpe trará mais danos que o de 1964. Isso é óbvio para democratas e fascistas. Na verdade, e isso traz desalento, nunca derrotamos nenhum golpe. Todos foram substituídos por transações por alto. O grande erro do PT foi ter se distanciado dos movimentos sociais, mantendo os setores populares na eterna participação vicária da democracia representativa. O resultado foi o cenário de horrores a que estamos assistindo. A cada mesóclise, uma perda de direito. Minha aposta é na juventude. Vista de longe, ela parece ser meramente reativa. De perto, talvez seja a mais politizada que já tivemos.

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