“A roubada dos grupos na internet”, por Rui Daher

Fica-se num mandar beijos, bons dias, tardes, noites, bênçãos, e mensagens religiosas do Deus de seus dízimos e preferências.

“A roubada dos grupos na internet”, por Rui Daher

Se entre familiares ou amigos, nem isso serão mais. Mais provável, tornarem-se inimigos eternos. Opção: lá separarem o joio do trigo e deixar os que quiserem vir para o bem e a inteligência se apresentarem. Certos grupos se escondem em atual “é proibido discutir política no grupo”. Como antes se dizia para o futebol.

Pra quê, então? Fica-se num mandar beijos, bons dias, tardes, noites, bênçãos, e mensagens religiosas do Deus de seus dízimos e preferências.

Cadê as posições dessemelhantes, a polêmica, a cusparada na cara, quem melhor argumenta, quem derruba o outro no primeiro argumento, na visível inteligência ou erudição? Nada!

Depois, por que não, as continuidades das amizades e fraternidades? Eu me exponho publicamente, nome, endereço e processos de sacripantas da nação. Sem covardia.

Entrei em dois grupos e saí de ambos. O primeiro, politicamente intelectual, aprendi muito. Até perceber que galhofas, pilhérias, gozações entre os integrantes do grupo, por alguns não eram bem aceitas. Tudo o que saísse da política, principalmente se críticas a RIP, o Regente Insano Primeiro, contradizia-me Millôr Fernandes, “pensamento livre é só pensar”.

No grupo, com grandes amigos, entre eles, amigo médico de esquerda, que hoje sacrifica sua vida pelas nossas, para amenizar o tom político, pensamos, vale continuar mais do mesmo e somente reproduzir o imbecil Jair Bolsonaro?

Assim, ambos flamenguistas, introduzimos no grupo galhofas do futebol. A bem da verdade, poucas. Vieram repreensões. Preferi sair. Dos amigos que lá continuam, não sei. Gosto deles, à exceção de alguns ilustres que lá entraram para dar corpo às suas excelências intelectuais. Desprezei-os. Briguei, e posso ter sido inconveniente. Fodam-se. Sou.

O segundo grupo em que saí nesta semana é mais dolorido, por familiar.

Percebia estar em meio a bolsonaristas. Desconfiado, joguei isca marota e carapuças foram amplamente vestidas. Tudo bolsonarista.

Pensei: com quem estou me comunicando, familiares ou não, imoladores de projetos sociais em nome de um psicopata, genocida e, pior, burro, ignorante, defensor da tortura de que fui vítima, fascista, fake-facada- News, para não enfrentar nem mesmo o “glorioso” Daciolo em debate.

Esse o mito, babacas?

Então, saí. Repercussões as mais inteligentes: “ele se acha … em vez de vinho deve beber pinga no boteco do MST … no lugar do charuto deve fumar palheiro … inconveniente … chato … porcaria de livro que veio lançar aqui em São José do Rio Preto, SP, só fui por respeito [aquele que não teve quando condenou o ‘Mais Médicos’] – pensas que esqueci (?).

Agradeço à prima que acertou com a Saraiva para lançar “Dominó de Botequim”. Ah, só a família compareceu? Pensaram o quê? O Brasil afluindo a Rio Preto para me ver? Fui, sim, apenas visitar família querida. Perdi muito dinheiro indo até aí, Mirassol, desculpem-me Rio Preto.

Sim, rompi! Não preciso de flores e desejos oracionais via internet. Moleza e sem sentimento real. Ensinaram-me como é fácil reproduzi-los. Meu pai, Fritz, fugiu de Rio Preto, quando tinha 17 anos. Enxergava longe, herança que carrego pra sempre. Desobedecer, desobedecer e desobedecer a babaquice provinciana. São muitas as fotos de suas vitórias com a gaúcha Yolanda, orgulhosos de mim, recém-nascido. Tenho as fotos.

Viva meu saudoso Domingos que, morando comigo muitos anos entendeu isso. Te amarei pra sempre GÔ. Pode parecer, mas você me fez assim!

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