A Vida Semeia o Universo!, por Alexandre Sartori

Em 2014 a NASA estimou que aproximadamente 20% do carbono espacial estão na forma de hidrocarbonetos aromáticos policíclicos (precursores do DNA e RNA).

A Vida Semeia o Universo!

por Alexandre Sartori

Olá terráqueos extraterrestres! Uma descoberta bombástica fresquinha do futuro para vocês! Foram encontrados extremófilos esporulados nas plumas de Europa, logo ali em Júpiter! Sim, estamos falando de vida extra-terrestre! Depois de uma grande reviravolta devido a cortes no orçamento e mudança de lançador (era para usar o SLS mas acabou sendo lançada pelo Starship), a missão Europa Clipper , desenvolvida pelo JPL/NASA, foi lançada com sucesso em 2023. Há 30 dias fez um vôo rasante de 25 km de altura na lua jupteriana, coletando amostras da pluma de água congelada, periodicamente ejetada do oceano submerso de Europa (esta chega a elevar-se a 200km de altura).  Já nas primeiras análises: BINGO – VIDA esporulada floresceu após um simples aquecimento da amostra! Ainda não analisaram sobre qual tipo de extremófilo estamos lidando, mas a equipe de astrobiologistas da NASA anunciou se tratar de uma forma de vida muito semelhante as encontradas em alguns ambientes inóspitos na Terra. Repentinamente a teoria da Litopanspermia Cósmica (de que a vida flui em todo o Universo, trafegando no interior de meteoroides, de um sistema para outro, até encontrar um ambiente favorável em algum planeta, lua, asteroide ou meteoroide, para ser reativada) voltou a ser considerada por cientistas de todo o mundo. Confesso que achei ridícula esta teoria quando a aprendi no colegial, mas quanto mais me interessava sobre astrobiologia, mais distante eu ficava da teoria dos coacervados e mais próximo da litopanspermia. Microfósseis de 3.4 bilhões de anos de idade (período sem oxigênio em nossa atmosfera) foram encontrados em Pilbara (oeste da Austrália). Em 2011 a NASA já anunciava estudos que encontraram aminoácidos formadores do DNA e RNA isolados no interior de meteoritos e formados no espaço sideral. Em 2014 a NASA estimou que aproximadamente 20% do carbono espacial estão na forma de hidrocarbonetos aromáticos policíclicos (precursores do DNA e RNA). Em 2016 vários organismos extremófilos terrestres sobreviveram a 450 dias de exposição contínua ao ambiente externo da Estação Espacial Internacional, no vácuo, sob alta radiação e com toda a variação de temperatura, entre eles algumas espécies de algas, bactérias fotossintetizantes, líquenes e tardígrados. Em 2020 o geomicrobiologista japonês Yuki Morono conseguiu reviver micróbios terrestres inativos, estagnados por cerca de 100 milhões de anos em lodo subaquático profundo e quase sem oxigênio. Em 2022 A JAXA anunciou ter encontrado indícios de DNA fóssil nas amostras coletadas no asteroide carbonáceo Ryugu. E agora, vida ativa no oceano de Europa! O próximo passo é detectar vida esporulada na órbita de Júpiter (continuação da missão Europa Clipper). Caso haja realmente semelhança entre esses microaliens e a vida terrestre, a conclusão inevitável será Litopanspermia! Mas não se preocupem pois Deus continua brasileiro! Até a próxima e lavem bem as mãos!

*Detalhes sobre as tecnologias? Siga-me no tweeter @AlexandreSart13

**Após uma implosão acidental, ocorrida no Brasil em 2013, foi catapultado através do horizonte de eventos para uma base marciana em 2025. Escreve de lá mensalmente para o GGN.

 

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