Covid, pois então, brincamos, por Rui Daher

Como temos sido imbecis, negando, politicamente, qualquer projeto de inserção social que se queira tentar implantar no País.

Covid, pois então, brincamos, por Rui Daher

Seria isso de nossa alma, do alento, da costumeira distração, ou de vivermos alheios da realidade do que o mundo nos trará?

Agora, choramos, todos menos um, a tragédia que nos abate? O número de infectados, a subnotificação, as mortes predominantes na parte miserável da população, e mesmo nos guetos digitais do País, home-offices ou digitalizados, tão infelizes por não poderem circular, ir a bares, restaurantes, shoppings, praias, ruas como Oscar Freire (SP) e Visconde do Pirajá (RJ)?

Como temos sido imbecis, negando, politicamente, qualquer projeto de inserção social que se queira tentar implantar no País.

Daí, eu não ter a menor hesitação em culpá-los por elegerem um ignaro projeto de Poder para o Brasil, amparados em eleições e votos, que sabemos, disfarçadamente, democráticos. Apenas, maior estruturação do Acordo Secular de Elites, reinaugurado, em 2006, com o impeachment de Dilma Rousseff.

Vamos arredondar. Há um ano e meio, somos a piada do mundo, pois desde lá, deixamos de ter política econômica coerente com tendências mundiais modernas e voltadas à competitividade.

A política exterior e de meio ambientes foram entregues aos nossos maiores concorrente no comércio internacional, os EUA que, como Madame Bovary (Flaubert), mas ainda menos sincera e bela, nos trai a cada capítulo. E nosso tonto lhe presta continência. Gargalhemos. Ou não, se valentes um dia viermos a ser.

Quero estar vivo para ver, claro, que não há cem dias internado em casa sem nem saber por quê?

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“A porta está aberta para a Renda Básica Universal”. Estará no Brasil, Eduardo Suplicy? Somente agora, após da pandemia, descobrimos quão miseráveis somos? Precisávamos? O mundo pós-pandêmico, segundo Dani Rodrik, poderá ser melhor. Desculpe-me, turco, mas não acredito.

O mesmo Dani, pensa que “tendências seculares na tecnologia e globalização esvaziam o segmento médio da distribuição e empregos”. Sim, fatal. E o que nos sobrará, “uberização”, sem produção de bens materiais?

Emergentes [sic] seremos os mais atingidos, na opinião de analistas estrangeiros e brasileiros. Ora, mas quando assim não foi, é, será? Para Martin Wolf (FT), “a pandemia nos trará inflação”. Nunca tivemos isso, né, doutor? Aqui, desta vez, creio que não, expoente, bastará continuar construindo o mais amplo cemitério do planeta.

Numa coisa concordo com Martin Wolf. Quando ele diz: “Como a Covid-19 vai mudar o mundo”. E responde: “Os déficits e as dívidas públicas serão muito maiores. Também haverá pouca tolerância a uma nova rodada de ‘austeridade’ ou a reduções no nível ou no ritmo de crescimento dos gastos públicos. Probabilidade ainda maior é o aumento dos impostos”.

Vê aí, quinto escalão, Paulo Guedes.

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1 comentário

  1. Eduardo Suplicy e Madame Bovary tem tudo a ver. Já foi o sonho de consumo do DonSebastianismo Tupiniquim. Álcool Combustível direto do Produtor para o Consumidor sem intermediação das Distribuidoras MultiNacionais, que ficam com Lucros superiores a todo restante da Cadeia Produtiva e Comercial, inclusive ao da Petrobrás, que nem Álcool produz. O quanto forçaria ao declínio dos Preços dos Combustíveis Fósseis? O quanto de Capital e Recursos aplicaria pelo Interior e AgroPecuária Brasileira? Como isto não acontece caro Eugênio Gudin? Como foram possíveis as Privatarias a partir dos anos 30, 40, 50 (chegando ao ápice da imbecilidade de JK, replicada por outro imbecil FHC) prolongando o Estado Ditatorial Absolutista AntiCapitalista inaugurado pelo Golpe Civil Militar do Ditador Fascista de 1930? Quanto da Pobreza Brasileira ‘sarada’ com o único remédio que existe contra a pobreza? Ganhar dinheiro e deixar de ser pobre !!! Até os Comunistas da China sabem disto desde 1979. Ano que os Socialistas AntiCapitalistas Tupiniquins, replicando as imbecilidades de Eugênio Gudin, imposto ao Brasil pelo pária Getúlio Vargas, voltaram ao Poder para produzir esta NecroPolítica que já dura mais 4 décadas. Não é mesmo, Professor Safatle?!! Pobre país rico. Mas com muito Dinheiro para filas intermináveis de Bancos, Pedágios, Cartórios, Licenças, Taxas, Alvarás, Multas, Fundão Eleitoral, Rachadinhas Municipais, Estaduais, Federais,…Falta Dinheiro para que? Falta Dinheiro para quem? Mas de muito fácil explicação. abs.

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