D’Artagnan D’Ourinol Episódio 8, por Rui Daher

Perguntamos a você se preferiria entrevista ou vazamento? Não obtivemos resposta. Não quer pensar um pouco mais?

D’Artagnan D’Ourinol Episódio 8, por Rui Daher

Façam chuva e sol, estejam minhas botinas enlameadas ou pisando em terras estorricadas do agrário brasileiro, esta série de crônicas, por sugestão de minha afável editora, será publicada algumas vezes por semana, quando a obrigação do ganha-pão não me impedir.

De: BRD

Para: DARTA (pegamos intimidade)

No último episódio, o convidamos a contradizer o potencial de delação premiada de que Distópico Toffee-Lee (TOFFEE-LI, a este pedimos vênia à intimidade). Segundo ele, teria, no Supremo, muitas delações contra você e seu marreco-chefe.

Perguntamos a você se preferiria entrevista ou vazamento? Não obtivemos resposta. Não quer pensar um pouco mais?

Boa oportunidade para explicar aqueles casos de terras no Mato Grosso do Sul, mortes de sem-terra a tiros na região das produtivas fazendas Acaraí e Matrinchã, em Nova Bandeirantes. Eita! Centro-Oeste de ideário maravilhoso, né?

E as madeireiras de Juara/MT, conforme exposto em matéria do Diário do Centro do Mundo (DCM), mortes que jagunços provocam, agora incentivados pelos federais não federativos.

Aliás, aproveito para alertar. Juara/MT, certo? Muito caloteiro por lá. Um deles deu um cano de R$100 mil em empresa que assessoro. Confiei em agrônomo amigo dele, cedi o crédito, e me ferrei. Estamos na Justiça, aquela que vocês conhecem em que o devedor manda no cartório, na prefeitura, no prostíbulo e, se bobear, DARTA, na sua igreja e no seu pastor.

Sua história, DARTA, é longa em ilegalidades e perversões iguais, consultem o DCM, outras folhas e telas cotidianas, e poderão conhecê-las. E se as publicações sabem, imagine o TOFFEE-LI.

Visconde de Sabugosa, o Insano Primeiro já não anda de boas com seu Marreco-Mouro, acha-o meio escuro para seus gostos arianos. Confesse seus ilícitos jurídicos ou, então, defenda a honradez daquele PowerPoint.

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Tínhamos ali, no centro, um chefe de quadrilha até hoje preso por um complô que você ajudou a montar. Não deixe o Marreco-Mouro dominá-lo assim tão fácil.

A história diz que isso sobrará para você e sua sacristia, tonto. Se entrega, Arisco!

Desviacionismo, irrisória, pouca, e meia seriedade

Nos ensinamentos da literatura política marxista, desde os movimentos pré-revolucionários para a derrota da Rússia czarista e a revolta do regime bolchevique, se intensificaram os confrontos entre os ideários maoísta-stalinistas e outras linhas “à direita” (Liu Shao-chi e Teng Siao-ping), mais liberalizantes, na conquista da direção do Partido Comunista da China (PCC), e seus tentáculos na Europa.

Foi aí que o termo desviacionismo ganhou maior expressão, ainda que, supostamente, relativizado por um mundo preocupado com os rumos que tomariam o final da Segunda Guerra Mundial e a chegada da Guerra Fria.

Não se trata de discussão rasa, mas complexa. Muitas análises e fatos históricos, em nuances, precisam ser lidos para tanto. Comentaristas, aqui no GGN, de forma contumaz, fazem-no para contradizer o absurdo atual.

Nós, espertos brasileiros, simplificaríamos: “nada mais do que a velha e boa fragmentação da esquerda”. É quando estaríamos errando feio, influenciados pelas mídias imbecis ou, pior, calhordas.

Ah, somente?

O desviacionismo, hoje em dia, é de todos nós, esquerda ou direita. Não se quer enfrentar uma realidade que a cada dia passa a milímetros de nossa cara, ameaçando “com a sua presença os sete buracos de nossa cabeça”, e talvez um oitavo mais ao sul.

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No que leio e aceito, o desviacionismo é um dado das aplicações históricas do marxismo, que parcializa a realidade para considerar suas ideologias verdades imutáveis, que anulam os fundamentos do marxismo a situações completamente deslocadas em mundo tão diversificado. Esse desviacionismo é o que mais me incomoda desde 2013 e até hoje, em conversas deliciosas da época, trocadas com o amigo Juncal, quando dizíamos “cara, vai foder”, indo os dois ao fígado de um agora auto-crítico, e dio mio (!) redencionista MBL (não ouso colocar o nome do país no meio dessa merdaiada). Vejam o que na China de Mao, escrevia e propunha um intelectual do PCC, tipo Olavo para Bolsonaro, Chang Chun-Chao,“Discussões sobre Crítica a Teng Siao-ping e rechaço ao vento desviacionista de direita”.

“A liderança centralizada do Partido é o elo-chave para garantir a vitória da luta, para repelir o vento desviacionista de direita; reforçar a construção organizacional e a construção ideológica; desenvolver uma grande crítica revolucionária; incorporação concreta de políticas e desenvolvimento de buscas dos contrarrevolucionários; assumir a revolução, assumir a produção, promover o trabalho, agilizar a prontidão”.

E? Nada! Xi Jinping deve estar comendo mortadela assistindo Sophia Loren a perguntar quem foi esse cara?

Esse o Brasil desviado e vendo ir embora seus patrimônios e soberania. Na próxima, volto à galhofa. DARTA enfrentará TOFFEE-LI.

 

 

 

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