Dominó de Botequim, o Livro, por Rui Daher

por Rui Daher

Sim, em 02 de dezembro de 2016, na Livraria da Vila, da Fradique Coutinho, lanço o livro “Dominó de Botequim”, entre 18:30 e 21:30 horas. Assim manda o ritual editorial e livreiro.

Caso contrário, os convidaria aos autógrafos em um botequim de Marsilac, onde hoje mora o Serafim, dono do bar. Ele é vizinho de Carambola das Pedras, novo personagem, famoso por reproduzir tacadas de sinuca no jogo de dominó, ou no esporte dominó, como quer e luta o idealista Manoel Mendes, autor de um capítulo do livro.

Sei que assim também preferiria outro colaborador do livro, Luiz Fernando Juncal Gomes, colega de GGN, que nos brinda (Fernando não cumprimenta, brinda) com textos e causos supimpas, exata antologia botequineira, ainda mais que próxima do campesinato quando serviu ao Banco do Brasil. Vivemos, pois, em altares da feliz alegria. Sempre que ruralistas ameaçam esmagar meus miolos com suas colheitadeiras, ele me consola: “uns merdas, não sabem que teriam um suco muito mais saboroso do que o dos miolos de Ronaldo Caiado”.

Esses os causos. O passado do livro vem de quando escrevia na Terra Magazine, do Bob Fernandes, e aqui continuaram com Luís Nassif, que me ofereceu hospedagem e generoso prefácio.

Dois grandes amigos me encorajaram a escrever. O falecido jornalista e médico Fritz Utzeri, que me convidou a seu eletrônico Montbläat, do Rio de Janeiro. Ficamos amigos em 1956, no Colégio de São Bento. E o mais recente, ma non tropo, Márcio Alemão, que escreve a contracapa e ensinou-me a usar o humor. Creio que, há cerca de 30 anos, enviei-lhe um conto. Ele me devolveu com um bilhete “Não pare”. Respeitei-lhe.

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Fora eles, já muito e de amor fraterno, o jornalista Sérgio Lírio, de CartaCapital, reuniu amigos generosos que, “no Vasco”, dedicaram muito esforço para a realização do livro.

Agradeço ao revisor Ali Onaissi, mostra do quanto Paulo Francis errou ao dizer que odiava os revisores. Ao Renato Bissiguini, da Gráfica Hertha, que percebeu o bolso furado de um autor independente e foi camarada. À famosa Cida, da Livraria da Vila, amiga de mais de 30 anos, na Kairós, quando me ligava sempre que chegava obra nova de Marx, Lênin, Trotsky e o que mais fosse proibido estudar nos anos de chumbo. Muitas vezes estendeu livros de humanas nos barracões da Ciências Sociais, na USP.

E a insuperável Pilar Velloso, diretora de arte da CartaCapital. Ah, essa Pilar. Que luta, competência, alegria, humor espanholito, do que duvidava até conhecer Almodóvar, ler Garcia Lorca e reconhecer neles Pilar neles. A capa é dela. A contracapa também, só que nesta sem qualquer nepotismo, usou fotos de meus filhos Mariana e Gabriel. A do meio, Júlia, misto de designer e publicitária, ficou encarregada de recolher a receita das próximas 20 edições.

Compareçam amigos. Será no dia 02/12, na Livraria da Vila da Fradique. Dizem-me ser praxe servir vinho branco. Comportado, seguirei. Mas os doze toneis de salineiras que encomendei, estão chegando, e farão a Vila Madalena nunca mais ser a mesma.

Até lá.  

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6 comentários

  1. dominó….

    Brasil é um povo infantil. Domenico De Masi. Precisa ser dito algo mais? Espero ver o Brasil verdadeiro, adutlo, infantil quando preciso, lendo seu livro. Um Brasil qie não vemos nem lemos. Raras aparições talvez num Globo Rural.  Boa sorte. 

    • Caro,

      obrigado. Não sei se a sua referência ao Globo Rural, deveu-se à matéria apresentada hoje em Paulistana, Piauí. Lá tudo o que você diz em seu comentário. Será tema de minha coluna em CartaCapital. Abraço

      • caro….

        Assisti à reportagem mas não foi a este respeito. Paulistana está em Sorocaba. O dinheiro do “Luz Para Todos” sumiu, assim como tantas outras verbas da Eletrobrás. ( Lembra dos 7,8 bilhões cobrados indevidamente pelas Concessionárias, que nunca devolveram estes valores? Recentemente mais 2,3 bilhões e a mesma história. E todas se dizendo quebradas)  Caiu a Dilma, caiu junto a vontade de trazer o país para perto do sec. 21. O “Luz Para Todos” desapareceu. Inacreditável como até em coisas simples não progredimos. E como patinamos. (P.S. Se a fila permitir vou querer aquele autografo no livro). abs

  2. dominó….

    Brasil é um povo infantil. Domenico De Masi. Precisa ser dito algo mais? Espero ver o Brasil verdadeiro, adutlo, infantil quando preciso, lendo seu livro. Um Brasil qie não vemos nem lemos. Raras aparições talvez num Globo Rural.  Boa sorte. 

  3. Como se fora parte…
    Rui,
    Este Dominó finalmente chega em capa, contracapa, autógrafos e um brinde mais do que aguardado. Que boa recordação esta que levei deste BRD! E que agora repousará na minha, eternamente “em arrumação”, estante…
    Impresso no coração chegará agora às minhas mãos. Um belo presente de Natal para quem já não pendura meias nem acorda sorrateiramente no meio da noite para flagrar o bom velhinho! Saudade de ser uma menina; é certo que teu Dominó me levará aquele cantinho lúdico tantas vezes acessado em domingos que se foram… Estarei em São Paulo, infelizmente, somente na semana seguinte e não receberei esta jóia das tuas mãos, mas irei em busca do meu nas boas casas de letras! Parabéns e Obrigada!! Um abraço da Anna.

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