Faltam dois dias, por Rui Daher

Vejam a pesquisa do Datafolha de hoje: um Golpe das Trevas, pago a R$ 600,00, faz ficarem triunfantes RIP, o Regente Insano Primeiro, e os burros que o acompanham.

Banksy

Faltam dois dias

por Rui Daher

Não ando muito seguro, mas creio que o texto mais recente, publicado no BRD, Blog Rui Daher, incrustação podre no GGN, deve ter sido sobre o fim do inferno astral, prazo de vencimento em 16 de agosto, domingo próximo. Tomara. As coisas, a cada dia, se tornam mais imbecis, inconcebíveis e ignorantes.

Nem mesmo sei se posso acomodá-las apenas entre os bolsonaristas. A amplitude é maior. O Regente Insano Primeiro, RIP, e seus adeptos, pouco poderão durar, como bem diz a marchinha de Carnaval, “Escória”, de Zeca Baleiro, apresentada no final deste texto.

Só que não, o inferno é irascível, e quanto mais se aproxima do final mais quer arrastar-lhe de vez.

Vejam a pesquisa do Datafolha de hoje: um Golpe das Trevas, pago a R$ 600,00, faz ficarem triunfantes RIP, o Regente Insano Primeiro, e os burros que o acompanham.

Claro que deixarão o País semidestruído, como é comum em ações fascistas. Por favor, não pensem em nazismo. É outra coisa. Nossos bufões da história nunca teriam competência para o que fez o nacional-socialismo nos anos 1930/1940, na Alemanha.

Os imbecis que estão aí, não passam de parva esquadrilha da ignorância, desentendimento do planeta e geopolítica, e do roubar pequeno. Por enquanto. Em síntese, um time de futebol retranqueiro, que vence aos 42 minutos do segundo tempo, distraído ou comprado o pessoal do VAR, discutindo onde tomar o chope de missão cumprida.

Pensava escrever um texto sobre a avalanche de notícias econômicas desencontradas ou interesseiras que habitam as folhas e telas cotidianas.

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Dentro do que sei, percebo, ouço de meus humildes correspondentes agro, sábios, e das poucas viagens que fiz em cinco meses de quarentena, mando ver no GGN.

Que merda é essa de aumentos nos preços dos alimentos, principalmente, os que vêm às nossas mesas? Produtores de hortaliças, legumes, frutas, tubérculos, sofrem e jogam fora suas produções, desde o início do ano, resultado não apenas da pandemia, mas da política econômica de Paulo Guedes (Posto Ipiranga) e do Capitão Insano (RIP). O mesmo para arroz e feijão, basta ver seus históricos de preços.

E agora? R$ 600,00 permitem aumento da demanda e, assim, eles tentam recuperar os prejuízos e a enorme quantidade de produção que tiveram de jogar fora. Vilões?

Outra? E com esta enfureço ainda mais. Luta e filas de quem depende das regras desencontradas de órgãos públicos, querendo organizar benefícios a quem nunca deram acesso fácil.

A TV filma e reclama: “Não estão mantendo distância regulamentar, até alguns sem usar máscaras”. À merda! Humanos como “eles”, apenas guetos do notebook. Devemos pedir comportamento regulamentar e identitário a quem nunca permitimos ser cidadãos?

“Vai pra fila! Estamos providenciando. Adaptando os “sistemas”.

Ora, desculpem o cronista, mas enfiem no rabo seus despreparados “sistemas”. Ainda não perceberam viverem remunerados em sinecuras oficiais, para nada ajudarem a população carente, seus merdas?

Por alguns segundos, os fizeram pensar estarmos em uma “gripezinha”, nas palavras do imbecil capitão. Erraram. Era uma doença, capaz de matar, até hoje, 106 mil pessoas no Brasil, Pátria Amada, de um Pária Político que a todos enganou e, segundo pesquisas de opinião, continua enganando a muitos de vocês.

Não tenho como não os responsabilizar, pela opção exercida em 2018. Pode ter sido de ingenuidade, consciência, medo, interesses financeiros, ou muito da burrice de cada segmento da sociedade.

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A nada serviu nosso melhor pensamento intelectual alertar “Ele não!”. “Sabiamente” vocês o escolheram. Aguentem-no! Eu vou de Carnaval de protesto.

Inté!

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1 comentário

  1. Cabe lembrar “As leis fundamentais da estupidez humana” do Prof. Carlo M. Cipolla, que considera a humanidade divisa em quatro categorias: os inteligentes, os bandidos, os ingênuos e os estúpidos. Os bandidos, em minoria, mas donos do poder político-econômico, conduzem os ingênuos e estúpidos, a imensa maioria. Nesta, os mais perigosos são os estúpidos, uma ameaça a todos, até a si mesmos. Mormente depois do advento das redes sociais, que deram a eles a voz que nunca dantes tiveram.

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