Fim da pandemia em atuais gerações, por Rui Daher

Irrita-me o desapreço aos tantos textos sérios, públicos, com nome, endereço, RG, apresentados nas digitais, há mais de 15 anos.

Fim da pandemia em atuais gerações

por Rui Daher

Escrevo hoje, sem galhofas, para agradar àqueles que costumeiramente me pedem foco, como se a própria já não o fosse. Isto, atrofia veia literária aprofundada em histórico de leituras, e mesmo conhecido bom-humor, de 75 anos.

Irrita-me o desapreço aos tantos textos sérios, públicos, com nome, endereço, RG, apresentados nas digitais, há mais de 15 anos.

Primeiro, a partir de 2005, no carioca Montblaät, do saudoso e premiado, Fritz Utzeri; depois no Terra Magazine, de Bob Fernandes; e, atualmente, neste GGN, em CartaCapital e, pequenas notas (N&P) no Facebook.

Aliás, será que por condicionamento publicitário de grandes anunciantes, como leio hoje, o Dr. Mark Zuckerberg irá considerar minhas intervenções como racistas, agressivas ou pornográficas, inclusive, impedindo-me expor o desagrado que me traz o atual governo e o Regente Insano Primeiro (RIP)?

Mas, catastrófico, tudo é possível a este País doente e à deriva. Tentarei adaptar-me. Farei muita força. Não sei se o conseguirei. Caso contrário, mandá-los-ei para lugar que desconheço.

Caso que, segundo o IBGE (ainda existe, Paulo Guedes?), nos últimos 20 anos, a população brasileira cresceu, aproximadamente, a uma taxa de 1,1% ao ano. O ritmo futuro é projetado decrescente.

Dos 212 milhões atuais de residentes no Brasil (IBGE), em 2019, 55 milhões viviam abaixo da linha de pobreza. Hoje em dia, muitos mais. Equivale a uma renda familiar per capita mensal inferior a R$ 406, em critério adotado pelo Banco Mundial (Antes Weintraub). Ou US$ 2,46 por dia (câmbio 29/06/2020).

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Ainda não há estatísticas oficiais, mas sabemos que essa proporção cresceu nos últimos seis meses, pela política fiscalista de Paulo Guedes, mas sobretudo pela pandemia, que pegou desprevenidas e ignaras as autoridades atuais.

Esperavam melhor, leitoras e leitores adeptos da seriedade do cronista?

Atualmente, a linha de pobreza cresce de 10 para 25%, conforme sobe-se de Santa Catarina ao Maranhão. Até aqui, nenhuma galhofa. Maranhão, rendimento mensal familiar não passa de R$ 145. Para não os dar ao trabalho, transformo: US$ 0,90 diários.

Volte à sua vida, pois, dileto amigo da comunidade notebook. Dá procê?

Não se aflijam. Se a taxa de incremento populacional é de 1,1% ao ano, e entre março e junho a taxa de infectados pela COVID-2019, foi de 1,37 milhão e quase 60 mil óbitos, em quatro meses, isto significa evolução, desconsiderando os casos antes não detectados e subnotificações, de 34% e 15% ao mês, respectivamente.

Não descobertos tratamento ou vacina, em quantos anos acreditam o País, a Federação de Corporações, Terra Brasilis, o Bananão (apud Ivan Lessa), estará extinto, como uma Atlântida, e não a produtora de boas e velhas chanchadas, que isto já somos.

Mas de alguém, pouco longevo, seremos. Graças ao capitão da Barra, RJ, eu não saberei. Na minha chegada aí, membros do Conselho do Dominó de Botequim, me contem.

 

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4 comentários

  1. Quanta seriedade, leveza e vaticínio desde jovem cronista de 75 anos.
    * Muito mais jovem que prováveis leitores por volta dos trinta.

  2. E no desfile de “números”, “percentuais”, “gráficos”, “pandemias” e outras conversinhas do mesmo naipe, O DESFILE DOS “BOIS” MILICOS-MAÇONS- ASSASSINOS – GOLPISTAS – NAZIFASCITAS CONTINUA FIRME E FORTE, AVANÇANDO COMO NUNCA COM A AJUDA DOS QUE POR CONVENIÊNCIAS PRÓPRIAS “NÃO DÃO NOMES AOS BOIS”.

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