John Lee Anderson, por Rui Daher

Jon Lee Anderson é um jornalista norte-americano, com 63 anos de idade e que, entre outras obras, em 1997, lançou extensa biografia de Che Guevara, com muito sucesso de vendas.

John Lee Anderson

por Rui Daher

Por alguns anos, creio mais de quinze, assinei a revista semanal, norte-americana, “The New Yorker”, criada em 1925. Era impressa e eu a recebia com duas semanas de atraso. Não perdia. Colecionava todas as fabulosas capas e muitas delas foram servir como decoração na casa de uma de minhas filhas. Muitas ainda guardo.

Daí eu trazer a vocês Jon Lee Anderson e a introdução que fiz para CartaCapital, e os comentários dos robôs bolsonaristas, por óbvio, risíveis. Não que esperasse que soubessem ler números, interpretar índices, estatísticas e situações históricas.

Não é para eles que escrevo. Autoflagelo e gozo profundo, confesso, me movem.

A introdução em CartaCapital.

“Jon Lee Anderson é um jornalista norte-americano, com 63 anos de idade e que, entre outras obras, em 1997, lançou extensa biografia de Che Guevara, com muito sucesso de vendas.

No mesmo ano, a Editora Objetiva publicou a tradução para a língua portuguesa, com ótimo material iconográfico. Corri, comprei, e percorri as quase mil páginas. Depois de 20 anos, sobram-me o orgulho da aquisição e a admiração por Ernesto e Cuba”.

Hoje em dia, há a possibilidade digital, imediata e menos cara. Assinei. Na última edição, lá está Anderson, em tradução livre “Populistas inflamam o surto de coronavírus pela América Latina”.

Fora as críticas caseiras a Donald Trump, óbvias, a quem mais leitores serve a carapuça de Anderson? Certeza de que acertaram. Querem uns trechos da matéria?

O subtítulo já bastaria para a carapuça: “Quando chefes de Estado reagem à pandemia politicamente em vez de clinicamente, seus cidadãos é que sofrem”.

Precisaria mais? Vou, no entanto.

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Anderson, depois de passar por números, pouco menos atuais do que hoje (10/07) relata o Brasil com 1,76 milhão de casos comprovados e 70 mil óbitos, percorre os demais países das Américas, talvez com tintas menos fortes, por extensão de pobreza, menor expressão populacional, e ausentes governantes insanos.

O título do texto de Jon é: “Populistas Inflam o Surto do Coronavírus na América Latina”.

Photograph by Miguel Schincariol / AFP / Getty

Enjoa-me traduzir e vomitar tudo o que Anderson escreve. De Jair Bolsonaro, então, e de seu governo, envergonho-me e não posso esconder o povo fraco e imbecil de que ele, descompromissado, mostra.

Sabem por quê? São inúmeros gajos e gajas (desculpem, amigos lusitanos) que conheço e acolhem Jair Bolsonaro, mais uma vez, em plena pandemia, sem ministro da Saúde. É insano, louco, facínora, ou o quê?

Há um trecho de Anderson que não posso deixar passar. É para o conhecimento de todo o mundo, pois leem em todas publicações internacionais. Vergonhas do Brasil:

O presidente de extrema direita do país, Jair Bolsonaro, não fez nenhum esforço para conter a pandemia. Em vez disso, ele menosprezou a ameaça do vírus, chamando-o de meros “resfriadozinhos” e respondeu aos relatos de pessoas que sofreram, declarando: “Todos nós temos que morrer um dia”. Quando os governadores estaduais incentivaram o distanciamento social, Bolsonaro se uniu a manifestantes com apoiadores para protestar contra eles”.

Quem, bolsonarista ou quem se ilude, justificando-se que apenas votaram nele, por falta de opção, envergonhem-se. Verdade não é.

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Escrevam-me. Comentem, covardes robôs. Não aqui, espaço de amigos e leitores sérios. Mas sempre sirvo os textos ao Dr. Mark. Tenho declarado nome, identidade, e-mail, e se não dou endereço, eles servem apenas a convidados. Não quero seus pés sujando as minhas arborizadas ruas com seus arrasta-pés emporcalhados.

Inté! Primeiro aplaco o ódio; depois saio matando.

 

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1 comentário

  1. Tentei contato com este autor, através da editora do livro CHE, sobre algumas informações do livro, mas não consegui. Você sabe de alguma maneira de fazer este contato?

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