Não menospreze o amor do Bruno, Tatiana

Por Bruno Cabral

Re: Uma crônica de amor e desamor

Então é disso que se trata, você precisa de alguém para culpar. Ok, se isso te faz sentir melhor, culpe-me.

Culpe-me por ter me apaixonado por você, mesmo quando você disse tantas vezes e em alto e bom som que não era para eu fazer isso. Culpe-me por ter pressionado você por mais presença, quando estávamos bem, porque você se tornou a força (“a poesia em minha vida”) na qual eu me apoiava para seguir em frente, como na música SONHOS, de Paula Toller.

Culpe-me por ter querido entender os problemas que você estava enfrentando, quando voltou de viagem e estava mal. Culpe-me por ter acredito que os problemas eram apenas financeiros e não algo mais profundo. Culpe-me por minha soberba em pagar sua dívida ao invés de te confortar e apoiar, simplesmente.

Culpe-me por querer ter ficado ao seu lado, nas consultas, por ter me oferecido para pagar as particulares, e por querer ter pago seus remédios, porque eram coisas que eu podia fazer frente as que eu não podia, como ficar ao seu lado todo o tempo, segurando sua mão e te dando apoio, inclusive na sua casa, onde eu não posso entrar.

Culpe-me por estar cansada a noite e achar que me devia um encontro, quando tudo que eu queria era ouvir a sua voz no fim do dia e saber se você estava bem. Culpe-me por ser humano, não conseguir lidar com a rejeição quando você me mandou a mensagem terminando após nós termos combinado que não iamos acabar, que você ia se tratar e continuaríamos juntos.

Pedir tempo é fácil, mas você não sabe como eu fiquei durante aquela semana. Como ainda estou. Já pensou nisso?

Culpe-me por ter pensado em como você estava, pelo que estava passando, e aceitado passivamente o seu término, ao invés de ter esperneado, mesmo sabendo que o término era sintoma dos remédios de depressão.

Você quer que eu compreenda mas você, me compreende? Você quer meu perdão, mas é capaz de me perdoar? Culpe-me por ter ido a sua festa, depois de dias sem ver você, sem beijar você, sem tocar em você, porque eu não aguentava de saudade.

Culpe-me por ter me agarrado a essa chance, porque em outras ocasiões você me disse com todas as letras que “não tinha condições de me encontrar”. Culpe-me por ter ido e saído de lá acreditando que você estava melhor sem mim, porque essa foi a imagem que você me passou.

Culpe-me por estar tão perto, na festa, e não ter mais como chegar em você, te dar um abraço, te acalentar, pra você não perder a pose com sua família e amigos. Culpe-me por ter acreditado que eles são mais importantes pra você do que eu fui, porque você buscou apoio apenas deles, e declinou inteiramente do meu.

Culpe-me por não ter atendido seus telefonemas, na hora que você quis, ou respondido seus emails, na hora que os enviou, sendo que “eu não tinha condições” de falar ou abrir antes, tão arrasado que estava. Culpe-me por ter passado tantos dias (e tantas consultas no psicologo) para conseguir te responder, mas quando finalmente encontrei forças, não foi na hora que você esperava, e por isso você me culpa.

Culpe-me por não estar a sua disposição mesmo após você terminar comigo, porque ficar a sua disposição sem você querer nada comigo me machuca. Culpe-me por tentar me preservar um pouco, tarde eu sei, do sentimento avassalador que eu sinto por você. Culpe-me por querer que você sinta o mesmo por mim, que você lute com todas as forças pela gente, como eu não soube fazer.

Culpe-me por desejar do fundo do meu coração que você vire o jogo, e faça como fazia quando começamos, lidar tão bem comigo, como você lidava. Quando minha única preocupação era tentar acompanhar teu ritmo, e você nos guiava, e fazíamos as coisas no seu tempo. Culpe-me por gostar de você, tanto, tanto, que eu preferi te deixar livre para descobrir se você realmente gostava de mim, se voltaria pra mim quando estivesse pronta, como você mesmo disse “o futuro a Deus pertence”.

Culpe-me por você não voltar, por desacreditar tudo que vivemos e por se sentir melhor em achar que não estamos mais juntos por minha culpa. Agora vamos fazer um exercício que eu aprendi num curso de educação de sentimentos. Vou trocar as palavras “culpe-me” por “perdoe-me”, e pedir que você releia: Então é disso que se trata, você precisa de alguém para culpar. Ok, se isso te faz sentir melhor, perdoe-me.

Perdoe-me por ter me apaixonado por você, mesmo quando você disse tantas vezes e em alto e bom som que não era para eu fazer isso.

Perdoe-me por ter pressionado você por mais presença, quando estávamos bem, porque você se tornou a força (“a poesia em minha vida”) na qual eu me apoiava para seguir em frente, como na música SONHOS, de Paula Toller.

Perdoe-me por ter querido entender os problemas que você estava enfrentando, quando voltou de viagem e estava mal. Perdoe-me por ter acredito que os problemas eram apenas financeiros e não algo mais profundo. Perdoe-me por minha soberba em pagar sua dívida ao invés de te confortar e apoiar, simplesmente.

Perdoe-me por querer ter ficado ao seu lado, nas consultas, por ter me oferecido para pagar as particulares, e por querer ter pago seus remédios, porque eram coisas que eu podia fazer frente as que eu não podia, como ficar ao seu lado todo o tempo, segurando sua mão e te dando apoio, inclusive na sua casa, onde eu não posso entrar.

Perdoe-me por estar cansada a noite e achar que me devia um encontro, quando tudo que eu queria era ouvir a sua voz no fim do dia e saber se você estava bem.

Perdoe-me por ser humano, não conseguir lidar com a rejeição quando você me mandou a mensagem terminando após nós termos combinado que não iamos acabar, que você ia se tratar e continuaríramos juntos. Pedir tempo é fácil, mas você não sabe como eu fiquei durante aquela semana. Como ainda estou. Já pensou nisso?

Perdoe-me por ter pensado em como você estava, pelo que estava passando, e aceitado passivamente o seu término, ao invés de ter esperneado, mesmo sabendo que o término era sintoma dos remédios de depressão. Você quer que eu compreenda mas você, me compreende? Você quer meu perdão, mas é capaz de me perdoar?

Perdoe-me por ter ido a sua festa, depois de dias sem ver você, sem beijar você, sem tocar em você, porque eu não aguentava de saudade. Perdoe-me por ter me agarrado a essa chance, porque em outras ocasiões você me disse com todas as letras que “não tinha condições de me encontrar”. Perdoe-me por ter ido e saído de lá acreditando que você estava melhor sem mim, porque essa foi a imagem que você me passou.

Perdoe-me por estar tão perto, na festa, e não ter mais como chegar em você, te dar um abraço, te acalentar, pra você não perder a pose com sua família e amigos. Perdoe-me por ter acreditado que eles são mais importantes pra você do que eu fui, porque você buscou apoio apenas deles, e declinou inteiramente do meu.

Perdoe-me por não ter atendido seus telefonemas, na hora que você quis, ou respondido seus emails, na hora que os enviou, sendo que “eu não tinha condições” de falar ou abrir antes, tão arrasado que estava. Perdoe-me por ter passado tantos dias (e tantas consultas no psicologo) para conseguir te responder, mas quando finalmente encontrei forças, não foi na hora que você esperava, e por isso você me culpa.

Perdoe-me por não estar a sua disposição mesmo após você terminar comigo, porque ficar a sua disposição sem você querer nada comigo me machuca. Perdoe-me por tentar me preservar um pouco, tarde eu sei, do sentimento avassalador que eu sinto por você. Perdoe-me por querer que você sinta o mesmo por mim, que você lute com todas as forças pela gente, como eu não soube fazer.

Perdoe-me por desejar do fundo do meu coração que você vire o jogo, e faça como fazia quando começamos, lidar tão bem comigo, como você lidava. Quando minha única preocupação era tentar acompanhar teu ritmo, e você nos guiava, e fazíamos as coisas no seu tempo.

Perdoe-me por gostar de você, tanto, tanto, que eu preferi te deixar livre para descobrir se você realmente gostava de mim, se voltaria pra mim quando estivesse pronta, como você mesmo disse “o futuro a Deus pertence”. Perdoe-me por você não voltar, por desacreditar tudo que vivemos e por se sentir melhor em achar que não estamos mais juntos por minha culpa.

Eu te amo, Tatiana Ramalho. E me odeio por você menosprezar meu sentimento.

 

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