Nota de falecimento do Rock Nacional?, por Janderson Lacerda

O Rock brasileiro é uma das maiores vítimas de fake news da história, só atrás de Karl Marx e Paulo Freire.

Nota de falecimento do Rock Nacional?

por Janderson Lacerda

Ali jaz o Rock brasileiro velado por Anna Júlia e seus irmãos? Será mesmo que o Rock nacional morreu afogado na praia invadida por ruminantes a procura de pasto?

Não, o Rock não morreu! Ele continua andando de Bike e vestindo Terno Rei, sem sapatênis é claro!

O Rock brasileiro é uma das maiores vítimas de fake news da história, só atrás de Karl Marx e Paulo Freire. A ideia de que o Rock nacional nasceu nos anos 80 é uma das grandes mentiras, por exemplo. O Rock brasileiro nasceu na década de 1960 na época em que Roberto Carlos era terrível e prometia não parar. Infelizmente, ele estacionou seu Calhambeque e o resultado a gente vê em todos os natais… Mas, o velho Rock sobreviveu nas vozes do tremendão Erasmo Carlos, Gal Costa, Mutantes (Viva, Rita Lee!) e alcançou o auge com seu maior representante interestelar, Raul Seixas! E toca Raul virou hit e verbo no imperativo! Assim, o nosso Rock chegou vivíssimo aos anos 70 com Secos e Molhados, Casa das Máquinas, Mande in Brazil e os Novos Baianos.

Na década de 1980, como quase todos sabem, tivemos Titãs, Legião, Engenheiros com Biquíni Cavadão sem puder e Capital Inicial. Camisa de Vênus e Nenhum de Nós no palco. Blitz, Kid, saudades do vinil, Barão Vermelho e Paralamas que fazem sucesso até hoje!

O Rock and Roll da grande Cássia Eller continua a viver sua Glória e rebeldia Desalmada contra um estado escravo que tenta esconder os Ratos no Porão. O Rock brasileiro de CPM 22 e Raimundos é um Cachorro Grande de Ottos e Karinas que nunca morreu, mas descansa na Sepultura!

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